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terça-feira, 17 de julho de 2012

Que de fato é campeão.


Me lembro de ser palmeirense desde 96, convencido por um tio a torcer e ganhar um uniforme completo do time por isso. Até hoje espero esse uniforme, mas nunca reclamei de ter adotado o sangue verde. Muito pelo contrário...

Eu era novo e talvez ainda mais fanático pelo Palmeiras se comparado a hoje. Me recordo bem dos títulos que comemorei. Paulistão de 96 atropelando todo mundo com recorde de gols, Copa do Brasil com gol no final contra o Cruzeiro (aliás, minha avó é Cruzeirense,e ao longo da segunda metade da década de 90 travamos enumeras batalhas contra os mineiros e a rivalidade em família era gigantesca) e claro, a Libertadores e outros.

Mas a Copa do Brasil de 2012 foi especial. Pra mim, pois pude comemorar com os amigos, em uma casa de palmeirenses e extravasar contra quem secava o alvi-verde imponente no último jogo da final. Mas principalmente especial para nós, pois só palmeirenses entendem o quanto é angustiante ficar na fila por anos vendo os rivais levantarem taça e a gente a ver navios e, no máximo, rir de suas decepções. Por mais que sejamos Octo-Campeões do Brasileiro, por mais que sejamos os Campeões do Século, faltava levantar uma taça para, enfim, levantarmos cabeça, bater no peito e voltar para onde nunca deveríamos ter saído.


Não vou falar de cada jogador ou sobre o jogo (para isso aconselho a leitura do texto de Alex Cajobi Augusto: http://atorcidacomenta.blogspot.com.br/2012/07/1-seca-de-13-anos-sem-titulos-de-grande.html).

Todos foram guerreiros e honraram aquela camisa com raça e vontade. Mas quero citar um em especial. Henrique. Esse que mais me deu orgulho ao longo dos quatro últimos jogos do campeonato e fez com que nosso hino fosse não apenas um hino, mas um mandamento.
“Defesa que ninguém passa”


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Marcos, o orgulho alvi-verde.

marcos31.jpg (371×247)

Minha memória a longo prazo é ótima. Me entendo por Palmeirense desde 1996, ano em que aquela máquina de fazer gols trucidava adversários com goleadas constantes. Me lembro de um 8x0, alguns 6x0 e vários 4x0 e levamos um Paulista. Em 97 chegamos na final do Brasileiro e perdemos, minha primeira grande decepção. Em 98 ganhamos a Copa do Brasil e, a partir daí, eu era mais torcedor, mais fanático, surgiu de verdade uma paixão e, mais do que isso tudo, surgiu um ídolo.
Vários gols me vêem à cabeça quando tento recordar da minha história de torcedor, porém o que me enche os olhos de lágrimas e o peito de orgulho são os gritos do nome daquele santo que guardou nosso gol.
No dia 4 de janeiro de 2012, Marcos oficializa sua aposentadoria. O futebol se torna agora menos carismático, menos autêntico e o amor pela camisa fica cada vez mais raro.

Obrigado por tudo Marcão. Poucos podem bater no peito e se orgulhar de ter um ídolo por mais de 20 anos no time. Eu posso.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Um 2009 nada verde.

2009 foi um ano que jamais sairá da cabeça de qualquer palmeirense. Infelizmente.
Começamos o ano superando as espectativas. Atropelamos tudo e todos na primeira fase do Paulistão. Contando com a ajuda da maior promessa do momento. Keirrison. Fomos eliminados nas semi-finais com duas memoráveis atuações pífias dessa promessa, que se mostrou apático em jogos decisivos e em clássicos importantes.
Após muito sofrimento, e um gol histórico de Claiton Xavier, passamos para a segunda fase da Libertadores da América, passamos pelo Sport graças ao santo que temos em baixo das traves e, novamente, a esperança de gols chamada Keirrisson sequer corria em campo. Fomos eliminados nas quartas de final.
Já não bastava tanto desastre, eis que começa o Campeonato Brasileiro. Trocamos de treinador, eliminados o lombriga camisa 9 e começamos uma campanha rumo ao título. Diego Souza enfim mostra seu futebol e com uma sequencia de êxitos que nos faz sermos apontados como o melhor time do Brasil e favoritíssimos ao título.
Inexplicavelmente, conseguimos perder para os piores times do campeonato. Perdemos a liderança e no final não ficamos nem com a vaga para a Libertadores de 2010.
Foi um ano pra se esquecer, mas isso será impossível.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Arte da Guerra

Corra desesperadamente e não olhe para trás. Quando se cansar, caia de joelhos e abaixe a cabeça já sabendo que sua derrota é inevitável.
A guerra humilha os fracos eternizando os fortes.
Você se viu desesperado desde o início. Não havia inteligência em suas táticas, sequer havia tática. Havia medo no lugar da força.
Não foi e nunca será difícil nossa vitória sob essa circuntância. A humilhação sempre será inevitável e você cairá de joelhos sempre.

Em outras palavras. Freguês bom é freguês FIEL.

Corinthians 0 x 3 Palmeiras

terça-feira, 12 de maio de 2009

Santificado seja...

Há exatos 10 anos atrás um ídolo surgia de vez. Um ídolo santificado pela mídia e pelos torcedores. São Marcos. Exatamente o mesmo campeonato, exatamente defendendo pênaltis. E se tudo der certo, exatamente com o mesmo desfecho.





Ele não é respeitado apenas pela torcida do Palmeiras. Dei uma olhada pelas comunidades do Orkut por aí e fiquei muito feliz em saber que a torcida do Corinthians, Vasco, Atlético Mineiro, o respeita e sabe o que ele representa para o futebol. Já a torcida do São Paulo, melhor nem comentar, a final eles não tem culpa do goleiro deles ser o eterno reserva do nosso.

Ele parece aqueles heróis de filmes infantis. É carismático, humilde, brincalhão, bobão. Quem conhece sabe que tudo isso a níveis extremos e sem exagero. Mas o melhor de tudo, tem amor a seu time. Isso quase não existe hoje em dia, e felizmente temos o maior exemplo dessa espécie.

Dia 13 de maio de 2009. O santo opera quase 2 horas de milagres. 90 minutos de bola rolando e, 3 penaltis defendidos.
3, três, three. Três pênatis defendidos em uma mesma partida. Babem, pasmem, idolatrem. Esse é o nosso goleiro, nossa muralha, nosso santo.

Obrigado Marcos, mais uma vez.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Voz, o que é isso?



Hoje eu ri quando fui pronunciar minha primeira palavra do dia. Não tinha voz.
Repetindo o que eu disse há pouco tempo. Quem não experimenta seus sentimentos nos níveis mais extremos não merece nem ter nascido.

Semanas atrás meu Palmeiras perdia para o Santos e era eliminado do Campeonato Paulista, e claro, o mundo do futebol desmoronava pra mim.
Já ontem a história foi outra. Vi meu time jogando como deve jogar sempre. Quando esses jogadores colocam o coração na ponta da chuteira não tem time nesse mundo que segure.
Com um golaço no final do jogo, o Palmeiras se classifica para as oitavas de final da Taça Libertadores da América.
Gritei, gritei muito. E me parece que minha voz ficou no bar onde vi o jogo.
Parabéns Palmeiras.

sábado, 18 de abril de 2009

Minha vida sem futebol.



Sábado, 11 de abril de 2009, 6 horas da tarde.
Primeiro jogo entre Palmeiras x Santos na semi-final do Campeonato Paulista. O Palmeiras podia jogar por um empate nos dois jogos porque terminou a primeira fase como líder na classificação.
Fui assistir o jogo no bar do CREP junto com meus amigos palmeirenses.
Keirrison faz o primeiro gol para o Palmeiras, mas no fim do jogo terminou 2x1 para o Santos. Ok, o jogo era na Vila Belmiro, um resultado até aceitavel. Tinhamos o jogo de volta pra dar o troco.
Sábado, 18 de abril de 2009, 6 horas da tarde.
O Palmeiras tinha que vencer por qualquer resultado que se classificaria. Mais uma vez fui assistir no bar do CREP e de cara o Santos faz 2 gols. Fui embora. Não por medo ou raiva do meu time. Mas dói mito ve-lo perder e o que os olhos não veem o coração não sente.

Pois bem, as vezes eu penso se não seria melhor não ter um time do coração. Não sofrer nunca por causa de um objeto redondo que deve ser arremessado dentro daquelas coisas brancas. Não xingar jogadores adversários por estarem fazendo o trabalho qual são pagos a fazer. Não ser motivo de xacota por seus amigos. Não entrar em depressão porque aqueles que são pagos pelo seu time não fazem o que deviam fazer.

Não seria bem melhor se não existisse futebol? Claro que não! Qual é a graça da vida se não nos depararmos com nossos sentimentos a níveis mais extremos? Amor/ódio, alegria/tristeza, euforia/depressão.
Tenho pena daquele que não tem um time do coração e nunca terá uma depressão pós derrota.

Parabéns Santos. Venceram com méritos, e boa sorte na final.
Palmeiras, bola pra frente. Temos muito a vencer esse ano ainda.