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sexta-feira, 29 de julho de 2011

UOL e sua propaganda mais ridícula


Em seus 15 anos de existência, a publicidade do portal UOL se encontra numa fase difícil. A campanha de 2011 (A internet tem um farol) sequer é digna de sua importância na internet brasileira, tendo em vista a falta de criatividade e ousadia das peças veiculadas na televisão. Mas não faz tão pouco tempo que isso vem acontecendo. Os clichês vêm à tona quando cada membro de uma família explica porque gosta do UOL, ou apresentadores com diferentes etnias com ar de inteligência simplesmente explicam o que o portal tem a oferecer.

Ok, mas e daí? Publicidade clichê é como formiga, gente besta e corintiano, sempre teve aos montes e nunca vai acabar. Por que gastar tempo falando disso?
Por que o UOL simplesmente transcendeu a barreira do óbvio e mergulhou diretamente no ridículo ao veicular um comercial, o qual um garoto, que não consegue tocar sua guitarra, desiste do seu instrumento e começar a "tocar guitarra" em um jogo de computador. Enquanto isso o narrador parece se orgulhar do tal feito. (não achei o vídeo pra ilustrar, desculpe).

É esse tipo de pessoa que o UOL quer mostrar como seus clientes? Jovens estúpidos, bitolados em computador que simplesmente desistem do mundo real e procuram o mundo virtual pra se satisfazer. E se o garoto não conseguir uma namorada, ele vai correr pro UOL procurar uma namorada virtual e será feliz? Se for isso mesmo, o Universo On Line tem o nome mais perfeito do mundo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Em que mundo estamos?"

Uma coisa é certa, pessoas mais velhas, acima de 40 ou 50 anos se orgulham de seu tempo. De um suposto mundo melhor qual se podia dormir de janela aberta sem medo de ser assaltado, ou até andar na rua com um colar de pérolas sem pensar que poderia ser decapitado. Sim, parte disso pode ser verdade. A criminalidade aumenta na mesma proporção em que a população migra do campo para a cidade, mas dizer que o mundo de hoje é pior que o de antes é uma bobagem sem fim.
Quantas vezes você pensou, disse ou ouvir falar “Nossa, como o mundo anda violento. Em que mundo estamos? Onde esse mundo vai parar.” (se ouve bastante se assistir o programa Brasil Urgente, apresentado por Datena, o maior abutre televisivo). Fato, atrocidades contra o ser humano acontece corriqueiramente sim e é inegável, o erro aqui é pensar que antigamente não existia.

Que tal uma brevíssima viagem ao tempo focando a violência, barbaridades, injustiças e etc?
Na pré-história o homem era um animal em evolução, até se tornar um ser inteligentemente diferenciado dos outros, era mais um ser que demarcava territórios brigando e matando. Na antiguidade, Egípcios, Romanos ou qualquer império, viviam em guerras constantes e seus próprios líderes se assassinavam. Na idade média todos que eram contra a igreja católica eram torturados, (http://startingzone.wordpress.com/2009/10/17/os-10-modos-de-tortura-medieval-mais-bizarros/) mortos e queimados feito baratas. As Grandes Navegações tinham como objetivo conquistar terras, dizimando ou escravizando os povos nativos. Na industrialização o proletariado era praticamente mulas que viviam de pão e água. Os Astecas eram sádicos, arrancavam o coração de seu próprio povo com as mãos como sacrifício para seus deuses. Preconceito? Negros nem eram considerados seres humanos. Consciência ambiental? Olha o que fizeram com a Mata Atlântica e seu pau brasil. E pra finalizar os exemplos macabros, o incrível tempo em que seus avós tanto se orgulham, qual os pássaros cantavam mais, as flores exalavam mais aroma, as frutas do parque podiam ser saboreadas. Século XX, 2 guerras mundiais. A segunda, dizimando milhões de pessoas de modo aterrorizante apenas por não ser branquinhas como aquele demônio com bigodinho simpático. Sem contar outras guerras não tão expressivas, rebeliões, revoltas ou qualquer coisa que faria um assassinato de hoje parecer um desenho animado. Quem em sã consciência pode dizer que hoje o mundo é mais violento diante esses fatos?

O que temos hoje é uma infinita maior comunicação globalizada. Pois, com a internet e TV sabemos de um pobre padre assassinado na Austrália, 5 minutos depois um turista é morto em Copacabana e já está na home de um portal de notícias, 10 minutos depois uma criança é morta pelos pais e a TV faz plantões sobre o caso a cada 5 minutos. “Meu Deus, em que mundo eu vivo?” Há alguns séculos, uma família inteira era morta a pauladas, queimada e virava pó. A diferença disso pra hoje é que antes ninguém ficava sabendo.
E quando vir o Datena indignado com a violência no mundo, o mande calar a boca e se ele não quiser ver atrocidades, que vá apresentar Bom Dia e Cia.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Burocracia - O câncer da sociedade.

Tive uma ótima surpresa ao saber que escrever análises ou resenhas de filmes me renderia algumas horas acadêmicas na faculdade, pois é uma coisa que faço corriqueiramente a troco de nada, no máximo um comentário positivo. Além de ganhar horas acadêmicas, fiquei feliz, por ser uma forma de incentivar o lado crítico dos estudantes, fazê-los enxergar algo além do óbvio que vêem e ter mais discernimento sobre cultura em geral.
Pois bem, minha felicidade acabou ao ler o relatório da "resenha"...



De ótima, a surpresa passou a ser desagradável, terminando em uma imensa frustração e culminando nessa revolta. O que eu pensei que fosse escrever uma análise na verdade é uma espécie de avaliação com cara de prova de 8ª série.

Mais do que um relatório, essa aberração é um monumento à burocracia qual gira em torno das universidades públicas brasileiras, burocracia que nada faz além de sistematizar tudo que vê pela frente e, no fim, transformar os alunos em robôs sem senso crítico cultural, programados para escrever apenas como manda esse relatório ridículo.

Não quero responder perguntas prontas sobre uma resenha. Quero escrever livremente sobre o que entendi. Quero relatar o que senti, quero criticar o sistema, comparar personagens a figuras míticas; fazer crossovers com histórias em quadrinhos, séries de TV, poetas modernistas, tudo que achar pertinente e que se dane se estiver errado, estarei certo só por desenvolver meu lado criativo. Querer eu quero, mas quem poderia me incentivar, já que minha faculdade não faz isso?

É uma pena, mas universidades, que deveriam ser centros de cultura, ciências, esportes e artes estão cada vez mais próximas de fábricas de “profissionais” bitolados com visão de mundo direcionada. Não por esse relatório, ele é apenas um ícone que serviu feito uma luva, mas sim pela sociedade contemporânea aculturada e sem discernimento crítico.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Malhação, vai tomar no cu.

Não me sinto lá muito orgulhoso ao falar disso, mas posso explicar. Meu tempo é extremamente cronometrado, nos 20 minutos que tenho pro lanche entre o trabalho e a faculdade é justamente na hora da Malhação e, infelizmente, tirar da Globo na minha casa é chamar pra briga. Pois bem...

Malhação é aquilo tudo de ruim que todos conhecemos, péssimo atores em formação, histórias batidas, maniqueísmo, clichês e tudo mais. Mas o pior, pior de tudo mesmo, é essa tentativa de responsabilidade social para com seu público jovem. Me pergunto as vezes quem são os roteiristas, autores e diretores dessa novelinha peba. No mínimo devem ser umas velhinhas com moralidade do século XVIII a níveis estratosféricos. Só pode! Não tem cabimento, por exemplo, um jovem se indignar porque viu sua amiga bêbada, ou ainda ficar abismado porque o amigo fez sexo sem camisinha.

O problema não é tratar de assuntos polêmicos que prejudicam os jovens, mas sim o modo como fazem. Que tal um choque de realidade? Jovens que no mínimo se pareçam ou agem como jovens de verdade e tem vidas como jovens de verdade. Sem essa de cidadãos perfeitos que não bebem álcool, ou que são contra a diminuição da maioridade penal, isso irrita. Bons jovens também ficam bêbados (eu quem o diga), fumam, fazem sexo sem camisinha, brigam.

Malhação, século XXI, acorda pra vida! Ninguém mais se identifica com esses robôs anjinhos transbordando ética e bons valores, e se ninguém se identifica, essa porcaria de responsabilidade social que tentam pregar vai por água abaixo.
Aliás, nem sei o motivo de escrever isso. Quero mais é que essa novela vá pro quinto dos infernos.

Ps. O título de baixo calão é pra mostrar que gente de família também fala palavrão.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Entre o pão e o biscoito.

Não foi uma, nem duas, mas várias reportagens já foram exibidas a respeitos daqueles pobres coitados que ganham a vida e o sustento no lixão que nos faz sentir na pele o que é viver de resto dos outros. Às vezes achando coisas para vender, outras para comer. Você, sentado em sua confortável cadeira acolchoada azul (espero ter acertado a cor de pelo menos 70%) com uma geladeira que te sustentará por semanas sem ser recarregada, não deve fazer idéia do que é isso. Felizmente nem eu (sentado em uma cadeira acolchoada azul). Mas o que sinto nessas eleições é algo parecido.

Escolher entre os dois presidenciáveis nesse segundo turno pra mim é como escolher entre um pão e um biscoito encontrados em um lixão. Ambos embolorados, impregnados de sujeira e parasitas só esperando minha mordida para atacar meu organismo a ponto de não poder fazer nada. A situação me obriga a escolher entre os dois, pois a imensa e burra maioria da população insistiu em comer pão e biscoito, e só existe isso disponível. Mas bato o pé, fico com fome, mas não escolho nenhum dos dois, pois sei que qualquer um me adoecerá. Sei que não fará diferença alguma, pois de uma forma ou de outra, um deles será escolhido pela maioria e todos sofrerão de dor de barriga.

Democracia de merda essa em que o povo não tem o poder de escolher se quer votar ou não.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os “P” da vida – O Marketing de iniciante para patetas

Isso é marketing, aquilo é marketing. Fulano faz isso por marketing. Tal empresa planta árvores por marketing. Na verdade, o senso comum está errado e ao mesmo tempo certo a respeito de marketing. Ao pé da letra, o termo significa “mercadando”. Obviamente essa palavra feia não existe, portanto se usa “mercadologia” pra ficar mais apresentável. Marketing nada mais é que o um imenso (sim, isso foi proposital) estudo e planejamento voltado para a venda de produtos/serviços, manutenção/fortalecimento de marcas e etc. Sim, como todos pensam, marketing pode carregar consigo uma gigantesca enganação para seu consumidor apenas para fazê-lo comprar. Mas não, não é só isso.

O mais básico para se saber sobre marketing é que ele se divide em 4. O famoso mix de marketing, ou 4P’s. Me veio a cabeça o coral da minha sala: Preço, praça, produto e promoção. Sabe, no estilo de Another Brick in the Wall quando as crianças começam cantar: Preço, praça, produto e promoção. Hey, professor, ensine-nos vender!
Pra ilustrar isso, não vou usar um case (Case = caso. Acostume-se com esse estrangeirismo idiota) de sucesso, como vemos por aí. Vou usar algo que é realmente uma puta de uma enganação e que, ao meu ver, não engrena de forma alguma. Mas que ilustra os extremos dos Ps de Marketing.

Tente se lembrar desse comercial:



A poderosa Tekpix. Filma, tira fotos com absurdos 12 megapixels, mp3, mp4, pendrive, webcam, frita ovos, leva o cachorro pra passear...

Olha como é simples ver os 4P nesse caso e como eles são pensados para fazer o consumidor bocó comprar.
Preço: Entrada de 29,90 + 36x39,90 no financiamento bancário.
Praça: É a localização estrategicamente pensada para o ponto de venda. Ela é vendida exclusivamente por telefone e internet, então praça é o Brasil todo. Ela será entregue em casa, então qualquer lugar é praça.
Promoção: As vezes confundido no preço, promoção é toda a comunicação englobada a respeito do produto. Nesse caso, a propaganda de TV. Exaustiva, maçante, digna dos mais chatos e preguentos comerciais com aquele apresentador irritante.
Até aqui, tudo certo. O produto poderia ser um sucesso se dependesse “apenas” desses 3 Ps. Mas...
Produto: Primeiramente, nada descrito na propaganda é mentira. Mas o que o “marketing” faz, nesse caso, é esconder o que realmente essa porcaria de câmera é.
Sim, ela filma. O vídeo sai um lixo, mas filma.
Sim, tem 12 megapixels. Interpolados! Ou seja, ela tira fotos em tamanhos grandes, mas a qualidade da imagem é um lixo.
Sim, ela é mp3 e mp4. Com uma memória interna de 32 mb. Vai ter que comprar um cartão separado, pois não suporta nem 15 músicas e não sobra espaço pra suas fotos.
Sim, ela é um pendrive. Imagina carregar esse trambolho só pra transferir um arquivo.

Portanto, o problema da TekPix não é preço, pois por mais que seja cara em relação a outras muito melhores, ela oferece boas condições para o grande público comprar. Não é praça, pois seu público alvo tem computador em casa e pode comprar pela internet ou telefone. Definitivamente não é promoção. Todo mundo já se cansou de ver aquele apresentador irritante falando Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix... E por mais que seja irritante, a propaganda funciona, pois todos nós conhecemos de alguma forma a TekPix. Então, o motivo básico para você não ver essa aberração da tecnologia nas mãos de qualquer um é ela mesma. A câmera é ruim, e em um mundo com informações globalizadas, seus defeitos são espalhados e quem busca informações sobre a mesma, acaba esbarrando em opiniões como essa, desse blog.

Eu só queria saber de onde eles tiram a informação que é a filmadora mais vendida do Brasil...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Disainer Gráfico

É engraçado (pra não dizer trágico) como os “designers” de gráfica fazem porcarias. Sim, eu trabalho em gráfica e posso não ser um exímio designer gráfico, mas eu felizmente enxergo a linha do ridículo que muitos da minha classe sequer sabem que existe.

Aqui vão algumas regras do desain de gráfica.



Fontes. Todas possíveis e imagináveis, sendo uma em cada linha. Não importa se vai ficar difícil pra ler, a fonte tem que ser “trabalhada” e o “padrão” da Arial, Verdana e Futura é proibido. As mais recomendadas são Banff e Monotype Cursiva.

Cores. Primeiramente e o mais importante: Branco é expressamente proibido. Degradês de amarelo pra azul são altamente recomendáveis. O anúncio pode ser para uma relojoaria ou para um açougue, as cores devem ser “vivas” e carnavalescas. Seguindo a regra das fontes, cada linha também deverá ter uma cor diferente e de preferência com contorno de cor diferente.

Elementos geométricos. Todos os anúncios são varejistas. Seja para a Ferrari ou a loja de roupas da esquina, portanto a velha estrelas com características do produto são indispensáveis. Assim como os círculos ou outras formas geométricas.

Textos. Imagine um feirante esgoelando para vender suas verduras. É isso que o anúncio de gráfica tenta fazer. “COMPRE ISSO!!!”, “VENHA CONHECER!!!”, “FAÇA-NOS UMA VISITA!!!”. Textos no imperativo (quase implorativos) em caixa alta e três pontos de exclamação.

Imagens e fotos. Existe apenas um banco de imagens: Google. É comum ver em um cartaz de 60cm uma imagem de 300x300 encontrada no Google. E pra melhorar, a falta de habilidade para recortar o fundo da figura dá o tom especial do ridículo.

Efeitos. Eis a maior alternativa para impressionar. Já que idéias não surgem comumente, e o layout não deve de forma alguma ser limpo, a saída são as sombras, contorno interativo, preenchimento de textura ou aqueles pincéis especiais de figuras do Corel que dão um charme a mais no layout.

Variados. Textos desalinhados, telefones gigantescos, nome do dono do estabelecimento, logomarcas com contorno...

Pelo menos uma coisa é certa. Muitos arte-finalistas fazem isso não por vontade própria, existe algo chamado “cliente”, que pensa que nasceu designer/publicitário que não tem visão alguma, obriga o pobre coitado salariado a ceder aos seus caprichos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Violência gratuita: Sertanejo Universitário.

Não, eu não nasci no país errado, ou na época errada (no planeta errado eu posso até pensar). Eu só nado contra a correnteza musical da nossa pobre cultura. Ou melhor, da nossa cultura pobre. (E que fique bem claro o tipo de cultura que eu estou falando).

É tão fácil criticar a cena atual da musica brasileira em evidência, que eu nunca me interessei em fazer isso. É como bater em um bêbado cego e paraplégico. Isso que temos como música é tão frágil quando este citado. Música frágil feita por artistas frágeis, estas que são tão admiradas por pessoas com discernimento frágil.

Não se pergunte o porquê de envolver quem dá audiência a esses artistas, os fãs dessa verdadeira poluição sonora são peças cruciais para o funcionamento do nada complexo nicho musical brasileiro. Resumindo, artista não vive sem fãs. E fãs de sertanejo pouco importam com o que ouvem. Não quero que ninguém seja um expert em música, mas entender um pouco do assunto diminuiria bastante o estrondo disso: O sertanejo universitário.

A evidência do momento no país é o que é chamado aos quatro ventos de “Sertanejo Universitário”. A fórmula é antiga e simples. Fale com alguém sobre amor, traições, abandonos, choradeira em segunda pessoa. Ou faça pior. Às vezes, intercale segunda e terceira pessoa em uma mesma estrofe, como faz o Luan Santana:
Você é exatamente o quê eu sempre quis;
Ela se encaixa perfeitamente em mim;

Lendo assim, dá pra imaginar que ao mesmo tempo em que fala com sua namorada, ele vira pro lado e fala para alguém sobre ela. É no mínimo criativo, se levarmos em conta que “terceira” ou “quinta” pessoa não é lá uma coisa que ele entenda muito.

Outra coisa que o senhor sertanejo universitário insiste é trazer de volta o mesmo estilo, mas dos anos 90 com uma roupagem mais moderna, com violas e sanfonas no lugar dos solos de guitarra depreciáveis da época. E sim, guitarra no sertanejo é antigo (Edson e Udson estão fora dessa) e viola é moderno.

Criticar de Luan Santana e companhia limitada é mais fácil e sem graça que bater em bêbado, cego, paraplégico e dormindo. Fácil porque os argumentos pra fazê-lo eclodem mais que espinha na cara de adolescente, e sem graça porque não existe algo contundente para contrariar. O máximo que um fã pode fazer é falar “gosto é gosto”, ou partir para o ataque do rock: “aquele bando de doido cabeludo que canta [barulhos estranhos] em inglês pra ninguém entender”. Após ouvir isso, e rir, resta me perguntar se é a música imbecil atual brasileira que transforma a população em vegetais estereotipados, ou pessoas que nascem assim são mais propensas a gostar desse tipo de música. Na minha opinião, é uma pergunta de duas alternativas qual não há erros.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Deixe Platão em paz.

Pobre Platão, é obrigado a ouvir seu nome toda vez que alguém não vê seu amor correspondido. “Meu amor platônico. Blá blá blá”.
Choradeira e pieguice de lado, o que nem todos sabem é que “Amor Platônico” não é simplesmente um “amor impossível”. Deixe o filósofo grego de lado quando levar seu quinto (sexto, sétimo...) fora seguido daquela garota que conheceu no carnaval.

Pra piorar, não foi Platão quem inventou esse termo. Ele é baseado no Amor Ideal, em que o próprio filósofo concebe o amor como algo puro e desprovido de interesses carnais e/ou sexuais. Tendo como objeto de visão apenas as virtudes das pessoas.
Ao contrário de seu mestre Sócrates, Platão era um filósofo idealista. Pra ele o que importava era o que as pessoas idealizavam e que o mundo material era imperfeito. Sendo assim, o Amor Platônico são todas e quaisquer relações afetuosas que não se encontram no campo material. Um amor perfeito que essencialmente está no ideal do indivíduo e que não existe no mundo social.

Assim, unindo o amor perfeito e o ideal de Platão, filósofos e pensadores neo-platonistas criaram o Amor Platônico. Tão distorcido ao longo dos tempos por aqueles que andam pensando com o coração e pouco se importando em saber o que falam ou pensam.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O inferno é você.

Desculpe a todos. Desculpe Tico Santa Cruz (Detonautas Roque Clube). Não queria ser chato, mas isso me irrita sempre e eu tenho que falar.
Nunca vi ninguém usar a expressão “O inferno são os outros” em um contexto correto. Se eu me irrito, penso no pobre filósofo Jean-Paul Sartre, teorizou uma magnífica idéia e todos a usam totalmente ao contrário.
“O inferno são os outros” não significa que todo mundo atrapalha seu namoro e sua felicidadezinha, é algo bem mais complexo.
Segundo Sartre, o ser humano não é capaz de conhecer sua essência sozinho. Através dos olhos dos outros é que ele conhecerá essa essência e se localizará no mundo. Por mais que os projetos das pessoas se sobrepõem, a convivência e a visão do outro de você mesmo é fundamental para você se completar. Por isso “o inferno” são os outros”, apesar de eles parecerem atrapalhar, eles são cruciais pra você mesmo.
O inferno, na verdade, é a tentativa de se mostrar mais inteligente com uma frase filosófica sem nem saber o que ela significa de verdade.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

"A sua rádio do seu jeito"


"A sua rádio do seu jeito". Se você passar o dia todo ouvindo essa rádio e ter um pouco de senso crítico, você irá pensar que a Band está te chamando de idiota com esse slogan.
Não, não sou um roqueiro revoltado com o mainstream músical. Não tenho um pingo de vontade ou esperança que as rádios tenham em sua programação o "meu" estilo de música, o negócio aqui é o quanto a Band FM é irritantemente repetitiva.
Para ouvir toda as músicas da rádio durante o dia, basta ouvir por 3 horas. Esse é o tempo em que todas as músicas são tocadas, e vai se repetindo, repetindo. Não é exagero, são as mesmas músicas todos os dias exaustivamente.
Pra piorar, não há uma variedade de estilos (como toda rádio que se preze), o que há aqui é uma intercalação entre sertanejo, pagode e música de novela o dia todo.
Rádio do meu jeito? Desculpe, Band. Mas de repetitivo e tedioso eu não tenho nada. Fale por si própria.
Antes que se perguntem porque diabos eu ouço isso. O rádio fica ligado o dia todo onde eu trabalho e eu sou minoria pra poder falar alguma coisa. Portanto...


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Twitter e sua geraçãozinha pop.

Sim, "geraçãozinha", no diminutivo, no teor máximo do pejorativo.
O que um estudante de Comunicação Social deve fazer diante de um imenso meio de interação de massa? E se essa rede social misturar ícones com subalternos, heróis com vassalos, gigantes com vermes, intelectuais com portas? O que fazer mediante a essa imensidão de pessoas se comunicando de forma nunca vista antes.
Eis o Twitter, o queridinho dos artistas, apresentadores e humoristas se interagindo com seus fãs, esses com seus amigos e, esses, com o infinito.
Eu tenho um perfil no twitter (@rafeww), devo ter passado alguns meses acessando todo dia. Foi então que, um certo dia, a ficha caiu e vi como isso tudo é idiota.

O meu abrir de olhos foi o seguinte:
Passei a seguir uma certa pessoa desconhecida (além de tudo, não dá pra conhecer as pessoas direito por lá) e reparei nas suas mensagens. O Twitter era como um diário pra ela. Se sua mãe derrubava uma panela no chão, ela twitava, seu seu cachorro comia 1 grão a menos de ração, ela twitava. Se pousasse uma mosca no teclado dela, ela tirava foto e postava no twitpix. Foi até que, um certo dia, ela pediu desculpas a todos, por ela não ter twitado na tarde de domingo, pois havia perdido seu celular no shopping.
Pedir desculpas? Oras, ela ter deixado de twitar por 1 tarde prejudicou a vida de alguém? O que a faz pensar que o que diz é importante pra outra pessoa? Importante... duvido que seja ao menos interessante. É difícil imaginar alguém interessado na vida de um adolescente que não faz nada além de descrever seu cotidiano pífio.
Foi a gota d'água. A partir daí percebi o quão imbecil é isso tudo e queria me ver longe disso o mais rápido possível.

Twitter é o que é hoje porque as celebridades dessa geraçãozinha pop medíocre atual abraçou a causa com toda as forças. É legal ser antenado, é charmoso, dá status ter 140 caracteres de conteúdo.
Assim, o efeito cascata acabou sendo gigantesco. Grandes corporações, grandes sites, grandes mentes, grandes talentos.
O mundo aderiu. E eu, corri.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Estragando um clássico em 3 min.

Que as versões brasileiras de grandes clássicos da música internacional é uma lástima, ninguém duvida. Mas o que fizeram com The Sound Of Silence do Simon & Garfunkel é de se revoltar. Eu fiz uma comparação com a "É por você que canto" do Leandro e Leonardo... Lamentável.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Chega, né!

Pode ser birrinha desse mero estudante de Publicidade e Propaganda. Mas eu já me cansei dos comerciais feitos para o lançamentos dos carros da General Motors (Chevrolet).







É sempre a mesma coisa. O carro revolucionário. O carro que tem a tecnologia que nenhum tem. Não que as propagandas sejam de qualidade duvidosa, quem sou eu pra dizer isso (apensar que o do Vectra...) Mas o conceito de "carro além do tempo" já foi excessivamente usado pela GM.

Isso sim, é de se aplaudir:

sábado, 3 de outubro de 2009

Você vende móveis.

Se considere uma pessoa de sorte. Muita sorte mesmo. Pois imagine seu sarcasmo superficial multiplicado por mil, aprofundado de verdade e jogado na sua cara. Só imagine como seria e agradeça a qualquer ser divino que você acredita por eu não poder dizer o que eu quero e penso, agradeça de verdade e tenha certeza que eu faria de você um pano de chão. Não se iluda com um e-mail escrito apenas "em anexo...", eu poderia escrever bem mais que isso pra você como resposta.

Não quero que entenda o que é alinhamento, distribuição, contraste ou disposição. Queria apenas que você entendesse que você vende móveis e eu faço arte gráfica. Eu não me meto no seu trabalho e você não deveria se meter no meu. Mas que saber? Eu não sou seu publicitário, não me importo nem um pouco se seu panfleto carnavalesco vai deixar sua loja com a imagem de brega. Quero mais é que todos que peguem seu panfleto e não dê conta de ler essas letras vermelhas.

Recado dado, ou não. Infelizmente eu não posso responder por mim a certos clientes acéfalos que aparece no meu trabalho. Clientes que acham que são publicitários e acreditam que aumentando a foto de seus anúncios acham que farão seus produtos vender mais. Aqueles que pensam que branco e amarelo são "cores apagadas", mesmo em um fundo verde, e acham que letras vermelhas com contornos azuis escuros darão mais "destaque". Aqueles que pensam que o nome da sua loja escrito na fonte Banff é uma ótima logomarca.

Eu amo meu trabalho. Sério, sem sarcascmo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dessa vez não.

Sim, resolvi pegar no pé de grandes marcas e indústrias agora. Já critiquei bastante o slogan de campanha da Visa, agora vou me meter em outra área.

Alguém me explica isso:


Até entendo que a CG 150 Titan da Honda vem mudando todo ano, mas essa carenagem no farol do modelo 2009 é a coisa mais ridícula que já fizeram.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pra onde?



-Perfeito. criamos um slogan simples, marcante e direto. "Go"
Não não...perdão, é assim:
-Perfect. We created a simple slogan marked and direct. "Go"

Qual a diferença? O idioma. A final quem criou "Go" pra Visa sequer teve ânimo pra traduzir pra nós.

Não sei onde a Visa estava com a cabeça de usar esse slogan no Brasil. Ok, é um slogan de campanha dos EUA, mas e daí? Desde quando o Brasil fala em inglês?
Não sei se é preguiça de criar, descaso, despreparo, mas simplesmente pegar um slogan de campanha americano e tentar enfiar guela a baixo nos brasileiros é algo inexplicavelmente imbecil.

Há motivos pra se usar um termo em inglês? Pois motivos pra não usar eu sei muitos:
Além de nem todo mundo sabe o que significa Go, quem sabe fica pensando:
"Go, go, go". Pra onde diabos a Visa quer que eu vá?

Creio que "Go" em países de língua inglesa soe diferente do saudoso "Vá".

Vá comprar, vá gastar seu dinheiro, vá estourar seu orçamento, vá pagar taxas estratoféricas, vá vá vá pro inferno com um slogan tão ruim como esse.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Orgulho oculto

Na minha faculdade antiga, toda a sala mantinha uma áspera divergência com uma certa professora e nos sintiamos indignados pelo nível dos profissionais que a faculdade enviava para nos orientar.

Eu, como adoro não ficar sem fazer nada, junto com um amigo com o mesmo espírito inquieto, cansamos de procurar a cordenação do curso para tomar as medidas para contornar a situação.

Por nos auto proclamarmos bode expiatórios do caso, a tal professora tomou uma birra gigantesca contra nós dois, prejudicando de toda forma possível o nosso grupo.
No final do semestre, foi passado um trabalho de criação de um cartaz para estilos de filmes, cada agência (grupo) ficou com um tema diferente.
Como sempre, eu fiz o texto e o meu amigo fez o layout. Mostrei o texto pra minha professora de Redação Publicitária e ela disse que estava ótimo. Ok, estava pronto o trabalho.

Pronto? Só faltava mostrar pra tal professora. Como era esperado, mil e um defeitos foram jogados na arte. O que nos deixou indignados foi o fato dela questionar coisas que usamos por livre iniciativa. Ela queria que a gente fizesse como ela teria feito, disse que aquela cor de fundo não estava boa, aquela fonte não era legal, a foto não era suficientemente boa... ou seja, ela não quis deixar a gente criar, quis tirar nossa liberdade. E quer tirar minha liberdade de criação é brigar feio comigo.

No mesmo trabalho, uma outra agência estava com dificuldade na criação da arte. Um amigo me pediu umas dicas e como eu tenho o coração bom eu acabei fazendo tudo pra ele. Foi maravilhoso e decepcionante ao mesmo tempo. A professora só faltou comprar a arte por milhões de dólares, nunca vi ela elogiar algo com tanta vontade. Criatividade, diagramação, cores, ela não achou um defeito sequer. E olha que eu tinha certeza absoluta que o nosso estava bem melhor.

Deu muita, mas muita vontade de esfregar na cara dela que fui eu quem o fiz, mas o bom senso fala mais alto. Fazendo isso eu prejudicaria a outra agência, então fiquei quieto. Ocultei meu orgulho, camuflei minha alegria e gargalhei por dentro. No final eu venci, mesmo que ela não saiba disso.

Valeu a pena? Sim, faria tudo denovo e de trás pra frente em língua inglesa. Eu sou meu maior crítico e meu pior inimigo, eu sabendo que fiz o que deveria ser feito já está passando de bom. O mundo saber é consequencia.