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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A melhor farofa chinesa do mundo

Mesmo me considerando um cozinheiro nota 3, numa escala de 0 ao infinito, costumo a assistir mais programas de culinária do que outra coisa. Gosto de ver jovens chefs levando raios e trovões da ira de Gordo Ramsey, me divirto com o processo de criação dos bolos do Buddy Valastro e vejo muitos chefs amadores suando frio diante a gélida presença de Marco Pierre White.

Esse último, apesar de eu ser viciado, é um reality show que não tem nada de diferente dos outros: Participantes passando por provas de eliminação, muito sofrimento e choro. É tão clichê que até tem a versão MasterChef Brasil, produzida pela Band, com aquela pitada de dramalhão novelesco que todo programa daqui deve ter pra agradar a população.



E foi nesse amontoado de clichês que uma descendente de chineses, a participante Jiang se destaca. O senso comum é pensar que, alguém não tão familiarizado com a cozinha brasileira seria prejudicada. Eita! E não é que é o contrário?

A simpática Jiang se dá muito bem, mesmo preparando pratos com ingredientes que nunca viu na vida. Em certa ocasião, a prova era preparar algo utilizando ingredientes da culinária nordestina. Jiang, que veio de um país onde não existe baião de dois e nem manteiga de garrafa, teoricamente seria prejudicada. Mas, livre das limitações criativas que até os melhores e mais talentosos cozinheiros nordestinos podem ter, a "chinesa" criou uma farofa amplamente elogiada por todos os jurados.

Isso se trata daquele momento em que todo profissional criativo se lembra com carinho: de quando era livre das amarras criativas que o mercado e a profissionalização nos empurra, de quando o processo criativo puro e "inocente" e o aprendizado traziam o combustível para o amor a profissão. Anos depois, quando a criatividade paga as contas, já não existe mais liberdade e estamos amarrados e moldados pelo marcado e pelas pessoas.

Jiang, no seu jeito chinês de ser, envergonhado e com português sofrido, nos mostrou que quando não sabemos que a farofa tem bacon, podemos fazer com nozes e o resultado pode ser muito melhor. Aproveite, garota.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada II - Stardust

Bastou trocar umas letras e olhar pra cima. Havia estrelas, e das estrelas nós viemos.

Particularmente (meu "particularmente" se trata da verdade absoluta no universo Overdose Intuitiva, ok?) considero a língua portuguesa a mais bela que existe. Não sou nenhum discípulo de Policarpo Quaresma, mas também considero nosso hino e nossa bandeira os mais lindos. Mas isso não vem ao caso.

A poesia, a fonética, as rimas, a imensidão de palavras que modificam todo um contexto apenas trocando uma sílaba tônica. Tudo soa maravilhoso na língua portuguesa e tenho orgulho de me dar bem com ela.

Pois bem, isso tudo foi apenas pra mostrar que não sou apegado em nenhum estrangeirismo. Tanto é que me irrito quando alguém escreve "delivery" no lugar de "entrega" ou coisa parecida. Mas há palavras em inglês que me fazem pensar em coisas absurdas em lugares ou horas não muito convencionais. Uma delas, a mais de todas, a Forrest Gump do dicionário é:

Stardust - É a junção de star (estrela) e dust (poeira). Primeiramente, ela tem uma fonética maravilhosa. "Segundamente". Poeira e estrela em um mesmo contexto? Tão insignificante como poeira, vindo de algo imensuravelmente importante como uma estrela. Isso é de deixar perplexo. Terceiramente. Ah, esse terceiramente...

Imagine minha profunda admiração pelo espaço (já bastante descrito por aqui) aliado com minha curiosidade sobre algo que provavelmente nunca vou saber ao certo. Agnóstico com um pé no ateísmo, não sei explicar como surgiu a vida. Não sei assim como todo mundo não sabe (muito menos a Bíblia) e acham que suas teorias são as verdades absolutas. Porém acho muito interessante a teoria de que somos poeiras das estrelas (stardust). Acho interessante e muito lógico. Pois somos feitos de átomos e esses átomos podem ter vindo de qualquer parte do universo. De uma explosão de uma estrela, de uma colisão de um asteróide com um planeta ou, quem sabe, de um espirro de Deus (=.

E o que essa palavra com 9 míseras letras carrega é nossa possível (ainda longe de provável) origem e nossa importância no infinito. Você, eu, a Angelina Jouli, aquela pedra que você chutou na rua. Todos podemos conter átomos de bilhões de estrelas. Somos, de certa forma, imensuráveis.

Mais coisas na salada? Imagine minha profunda admiração pelo universo, minha curiosidade sobre algo que provavelmente nunca vou saber ao certo e minha paixão por rock progressivo da suécia:

"Stardust we are, close to divine" (Stardus We Are - The Flower Kings)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada I – Rupturas

Só existe um lugar no mundo onde eu possa colocar as pernas pra cima e ouvir meu bom rock tranquilamente tomando uma cerveja. Esse lugar é meu quarto.
Nada de especial nesse sábado a tarde, tanto é que nem me lembraria dele, e principalmente, do que havia pensado nele se não tivesse achado rascunhos disso aqui.

Foi ouvindo Ramones que passei a reparar que o que entra pra história são as rupturas.
Ok, explicar-vos-ei através do exemplo desmoronamento do Punk na cabeça amarelo-cor-de-ovo de John Rotten.

A primeira ruptura do dia, o surgimento do Punk. O Punk Rock foi (desculpe, mas Punk Is Dead sim) um estilo que pregava em suas letras e atitudes um descontentamento com o sistema do mundo (essa birrinha contra o McDonnalds e Coca-Cola vem daí), uma vez que os jovens, principalmente do Reino Unido, se sentiam oprimidos pela classe burguesa capitalista e não tinham perspectivas de vida. Esse sentimento foi refletido na música. Antes do Punk Rock, o que predominava eram as mega bandas, pomposas, com instrumentistas formados em universidades usando instrumentos caros. Os músicos queriam, naturalmente, ser como seus ídolos, fazer sucesso e ganhar dinheiro. Porém cada vez ficava mais difícil, a cada dia o rock tendia a ser mais complexo e, consequentemente, distante da realidade dos jovens com “vida normal”. E, se não fosse por essa opressão e o ódio pelo sistema do Punk, hoje estaríamos vendo shows de rock em teatros de óperas.
Eis a primeira ruptura do dia, do rock pomposo para um rock simples, feito com instrumentos de segunda, músicos não muito competentes (mas muito talentosos) falando o que sua classe queria ouvir.
“We love our queen. God saves. God save the queen.” (Sex Pistols, em uma óbvia avalanche de sarcasmo).

A segunda ruptura foi como isso tudo se desmoronou. Foram 2 motivos. Um deles: O Punk Rock era simples por natureza, tanto em melodia quanto em letras. O estilo foi tão difundido pelo mundo que se saturou. Não existia mais o que falar e foi se tornando enjoativo com o tempo. 4 acordes iam sendo repetidos e o discurso já não tinha o mesmo efeito. O outro, e mais importante, foi a descrença de alguns quanto a eficiência do Punk. Anos e anos lutando contra o sistema e ele sequer deu sinal de mudança. Surge então outro estilo, Pós-Punk (ou Gótico). Com a seguinte ideologia: O problema não está no mundo, mas sim dentro de nós. Assim surge no mundo bandas com letras extremamente depressivas, criticando nós mesmos e nos comparando a lixos.
Essa foi a segunda e mais importante ruptura do dia, pois não basta lutar contra um sistema que oprime se nós mesmo somos assim por natureza.

É fantástico como a música reflete na sociedade e nas nossas vidas, basta absorvermos esses dois fatos em nossas vidas e nos tornaremos pessoas melhores.
Primeiro: Sejamos simples. Dar valor a pequenas coisas na vida, como olhar um pôr-do-sol ou dar uma boa gargalhada faz muito bem.
Segundo: Deixemos de por a culpa no mundo. Não adianta falar que o mundo é injusto, pois o mundo é feito de pessoas e pessoas são injustas que só pensam em sí. Não adianta chorar ou ficar bravo. Problemas ocorrem corriqueiramente e ninguém é isento disso. Resolva e pronto.

sábado, 6 de novembro de 2010

Alice no País das Maravilhas - A Guerra Fria que não cicatriza

É incrível como os filmes infantis da Disney trazem consigo nuances em que apenas adultos conseguem absorver e refletir. Mesmo assim nem todos, ou poucos. Histórias sobre mensagens subliminares, inclusive, já foram até admitidas pelos criadores de alguns filmes. Já outras, os teóricos da conspiração adoram acreditar que existem e que a Disney é mais um braço esquemático do governo norte americano com o intuito de transformar crianças em adultos precocemente.

Mensagens subliminares da lado, Alice no País das Maravilhas de Tim Burton traz também não é novidade. O cinema hollywoodiano faz isso há décadas: A luta dos Estados Unidos contra a União Soviética, o Capitalismo contra o Socialismo, e claro, o mal a ser combatido pelo bem. Se na Guerra Fria não houve luta armada declarada, nos filmes o que vemos é luta braçal, sangue, ódio. Em Rocky IV (embora não seja da Disney), em sua luta final contra o soviético Ivan Drago, Rocky (Silvester Stalone) não só representou sua pátria usando um calção listrado e a bandeira ianque, ele era todo o ódio de seu país em aniquilar aquele que era seu inimigo, também prestes a explodir.

25 anos depois, com a Guerra Fria terminada, com o capitalismo mais forte do que nunca e prestes a se tornar eterno e com a União Soviética esfacelada reduzida à Rússia, Alice no País das Maravilhas traz de volta a guerra do bem contra o mal, caracterizando suas alegorias com o intuito de regredirmos e termos alusões de que o bem é o capitalismo estadunidense e o mal, tudo aquilo que vem contra.



O vilão da história é uma rainha má, qual não apenas usa roupas e toda a decoração de sua corte de vermelho (cor da União Soviética), mas tem em seu nome sua cor. A Rainha Vermelha representa todo mal do socialismo a ser combatido, como na guerra fria. Sua corte é um jogo de alegorias representado a falida URSS. Com seus protegidos, meras aberrações rejeitadas pelo mundo e seus súditos que a sustenta (literalmente sustentam, as vezes) são submissos e estão sempre prestes a terem suas cabeças cortadas pelo deslize mais pífio possível, tal qual àqueles que seguem um governo socialista. Um governo onde todos são iguais, mas apenas para os que sequer beliscam os calcanhares dos grandes e poderosos.



A Guerra Fria termina justamente como termina a batalha final de Alice no País das Maravilhas. O gagantesco dragão, assim como a gigantesca União Soviética é derrotado, sua cabeça desce rolando a escada como um tijolo do muro de Berlim. A partir daí, os súdios da Rainha Vermelha não são mais obrigados a lhe obedecer, a final, o bem venceu e era ela quem reinaria dalí pra frente.

Mas a final, se os EUA já venceram a guerra há mais de 20 anos, porque trazer à tona todo esse assunto novamente? Acredito que, como no filme, em que Alice volta para combater o mal, os EUA temem que o ele volte. Não necessariamente como o socialismo, mas como algo ideológico parecido. Tudo isso seria um esforço para que, desde já, a população mundial tome um partido favorável a eles.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tudo é tão... tão...

...simples, e belo.
Seja adepto a essa idéia também.
Já reparou no céu da sua cidade? Já prestou atenção num caminho de formigas levando pedaços de folha? Já encheu os olhos ao ver o por do sol?
Talvez, quando um dia você tiver tudo que sempre quis e mesmo assim sentir que falta algo, preste atenção nas coisas simples. Quem sabe é isso que falta.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Gravatas, nheca.

Pelo menos na web, o Google parece ter lançado moda. E como primeira regra de uma moda bem sucedida, ela foi largamente usada.
Leia essas duas mensagens de erros de servidor (ou qualquer coisa que faça uma página não ser carregada) e pense qual das duas se adaptaria melhor a uma rede social.

1 - Falha do servidor. Por favor, recarregue a página ou tente novamente mais tarde.
2 - Que feio servidor! Você não deveria ter feito isso.

Obviamente a mensagem numero 2 não poderia ser usada no site da Receita Federal ou da OAB, mas é fantástico ver que o mundo está a caminho de se tornar menos chato, menos sério e parece afrouxar um pouco a gravata.
Não só na web, mas valores cotidianos tradicionais vão pouco a pouco se adaptando a realidade. Valores de grandes proporções, como a idéia que se tem sobre casamento, ou pequenos detalhes como o modelo de um convite de casamento.
A tradição se esvai e a gravata some ao passo que "tradicional" cada vez mais se torna sinônimo de "chato", enquanto esse que cada vez se torna mais "desnecessário".

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Liberdade

É o olhar pra baixo sem medo de se esbarrar.
É olhar pra cima sem medo de tropeçar.
É andar, pensar sobre a liberdade,
chegar em casa e apenas digitar.



Não, não é o início da Semana de Arte Moderna de 2010. Foi só algo que pensei no caminho do trabalho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Como, quando e onde.

Não se sabe com antecedência quando, onde ou como. A volta de todo mundo existem milhões de “onde” com variáveis trabalhando incessantemente a fim de adiantar o “quando”. Tornando, assim, impossível profetizar o “como”.
Que vamos morrer, é a única idéia certa que temos. Alguns tão cedo a ponto de não conseguir realizar o que almejam. Os sonhos são interrompidos, vidas se desmoronam ao seu perímetro e tudo se vai. Em contrapartida, outros demoram tempo o bastante pra fazer tudo de ruim ao mundo o qual está de passagem.
Quem não aproveita a vida não tem o direito de morrer. Aproveitar a vida é viver e quem não vive não morre, simplesmente desaparece e não deixa rastros.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tempo x Responsabilidade

O legal de ficar velho, pra alguns, é a liberdade conquistada pela idade. Mas isso é ilusão. Liberdade se ganha com confiança, essa que se obtém com mostras de responsabilidade, não com o avanço de idade.
Na verdade, eu nunca entendi o porquê de tanta confiança em mim. Porém não acredito que tivesse sido um tiro no escuro por parte da minha família. Creio que eles me conhecessem melhor que eu mesmo. Com 13 anos eu já saia e voltava a hora que eu bem entendia. E olha que eu nunca fui uma criança das mais santinhas.
Escola? Se não fosse uma senhora chamada "repetência" no primeiro ano do ensino médio, eu duvido que estaria cursando uma faculdade pública hoje. Eu repetir de ano me fez abrir os olhos pra vida. Isso aos 15 anos de idade.
Com minha liberdade, eu poderia ser um viciado em drogas, um traficante, um ladrão ou qualquer outra coisa. Será que eu teria a mesma oportunidade de abrir os olhos pra vida, como na escola, se eu tivesse me envolvido com isso? Não. E de alguma forma, eu sabia. Afinal, a confiança em mim não caiu do céu.

23 de janeiro. Pouco menos de 5 horas pra completar 23 anos de vida. Eu vivo brincando, dizendo que não posso mais comemorar aniversário, apenas lamentar. Óbvio que é exagero da minha parte, mas acho que cheguei na maldita idade de não achar a coisa mais divertida do mundo fazer aniversário.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal, natal.
O que é Natal?
Para os donos de lojas de móveis, é a época das grandes promoções.
Para os publicitários, é hora de fazer campanhas sazonais.
Para os economistas, é tempo de fazer projeções de quanto as vendas aumentarão.
Para os desempregados, uma chance de conseguir um emprego temporário.
Para os empregados, feriado (com um pouco mais de sorte, recesso)
Para as crianças, presentes.
Para os pais, contas.
Para os donos de carros, já pensar no IPVA.
Para os corretores de imóveis, IPTU.
Para os arte-finalistas, é hora de usar cor vermelha.
Para os donos de mercados, é época de vender peru, tender e chester.

Pra mim, um pouco menos capitalista, é hora de ver a família reunida.

Feliz Natal.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Feeling Matemático

Primeiramente, detesto usar palavras em inglês ou qualquer outra língua gratuitamente, mas "feeling" em português ao pé da letra significa "sentimento". E não soa muito bem no contexto, já que eu busco, além de simplesmente gostar, analisar cada nuance ou significado do que vejo, ouço ou leio. Já feeling, em inglês mesmo, tem uma proposta de dar um conceito de antimecanização, podendo facilmente chegar ao contexto de "orgânico".

Segundo a Teoria Matemática Funcionalista da Comunicação, a repetição de uma informação diminui os riscos de ocorrência de ruídos do emissor ao receptor. (compre Batom, compre Batom, compre Batom...), portanto, algumas coisas eu acho que merecem um "bis", mesmo que seja por motivos tão peculiares. Pra, quem sabe, eu eliminar qualquer ruído que interfira na ligação entre minha opinião com o senso comum. (Não, não estou tentando pensar como o senso comum, mas sim o entender).

2001 - Uma Odisséia no Espaço
Quanto mais eu coleto informações sobre clássicos do cinema, quanto mais entro em blog's, foruns, comunidades. Quando mais conheço cinéfalos, mais eu noto o quanto a crítica eleva esse filme. É um absurdo o número de pessoas que dizem sem medo algum que esse é o melhor filme de todos os tempos. E eu, bem, eu não gostei.
Felizmente alguém disse que passou a gostar do filme a partir da 4ª vezes que o assistiu. Não custa tentar.

Prost - No Caminho de Swann
Outro clássico, mesmas opiniões de especialistas. Porém da literatura. Eu já comecei a ler 4 vezes e na última, postei um desafio neste mesmo blog e ele venceu, mais um vez. Não hoje, nem amanhã. Mas no momento em que eu achar certo eu lanço outro desafio.

Genesis
Uma das mais conceituadas bandas de Rock Progressivo, um dinossauro, um "medalhão". Mesmo tendo negligenciado toda e qualquer música pós Peter Gabriel, eu ainda não digeri essa banda. A discografica já está engatilhada no Bitcomet e meu mp3 player está a postos. Vai ser um choque térmico no cérebro.

O Pequeno Príncipe
Esse é diferente. Mesmo sendo um e-book, é meu livro de cabeceira. Eu leio, e quando termino, leio as partes que eu mais gosto. Aqui nunca houve ruídos, a comunicação já é clara desde o início.

domingo, 8 de novembro de 2009

Os sonhos e os pés.

- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem - ele ou eu - estaria errado?
- Vós, respondeu com firmeza o principezinho.
- Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

Não é bem um sonho. Aliás não tem a mínima chance de isso acontecer. Mas as vezes eu me pego imaginando se algum funcionário do banco desmiolado errasse a digitação e registrasse 100 milhões de reais na minha conta. Ou então, o jeito mais romântico de ficar milhonário. A loteria.
A primeira coisa que imagino. Minha casa de festas com 8 suítes, uma piscina do tamanho de uma quadra de volei, um quarto com uma tv de plasma de 90" e um Nintendo Wii, uma pista de quadricíclo e um mini-golfe. Festas regadas a cerveja e cerveja.
O sonho não dura muito. Meus pés são pesados e insistem em ficar no chão. A realidade deu o ar da graça e o padrão desceu. A piscina é bem menor e de fibra. A tv até pode ser de plasma, mas algumas dezenas de polegadas a menos. Agora tem vaquinha pra comprar cerveja e se acabar a carne, acabou. Agora sim, isso é um sonho. Algo que eu possa pelo menos enxergar e que me anima conquistar. Já que não espero conseguir o que quero escolhendo números ou aguardando a sorte vir de taxi.

sábado, 7 de novembro de 2009

Forçamos o mundo fazer sentido.

Cosmic Circus, da banda de neo-progressive rock The Flower Kings parece que foi feita pra mim.

Da trincheira aos pedaços
Até as curvas cósmicas
Nós abrimos o nosso caminho com ansiedade
E forçamos o mundo a fazer algum sentido

Nesse espaço sem fim,
Procurando pela gratidão de Deus
Sob incontáveis estrelas mórbidas espalhadas no céu
Mas nas lareiras da vida é que encontramos algum
conforto

Esperando que todos sirvam por um propósito maior
Ou então se juntar ao circo cósmico agora

Dos jardins verdes
Até as montanhas mais escondidas
Nós todos trabalhamos nessa terra e pagamos com suor
Enquanto nossas doces ilusões vão todas passando

Como uma tribo que se acaba
Num oceano gigante
Num piscar de olhos nós vivemos e morremos
Procurando em todo tipo de religião, um motivo pra
tudo

Esperando que todos sirvam por um propósito maior
Ou então se juntar ao circo cósmico agora

Da toca do coelho, até os pólos congelados
Nós enchemos os nossos corações com poesia
Enquanto a ciência é a nossa estrela guia

E em milhões de sóis diferentes
Onde nossas memórias apagadas dançam
Enquanto tentamos entender
A gênese humana que não nos foi revelada

Esperando que todos sirvam por um propósito maior
Ou então se juntar ao circo cósmico agora

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mais um universo paralelo.

A rotina de uma gráfica, com seus vermelhos, amarelos, degradês e contornos irrita qualquer aspirante a desginer. Pra fugir disso eu criei um universo paralelo e uma espécie de amiga imaginária.

O universo é um mundo perfeito onde eu possa utilizar o branco sem medo de alguém dizer que o layout está "morto" ou "sem destaque". Nele eu não preciso aumentar o tamanho da letra e nem preciso por o nome do dono da loja no layout. E minha amiga é a ViT (Vilela Interprise Telecomunicação), uma empresa muito legal, que mora nesse universo e pensa como eu.

E mais um universo e uma felicidade paralela eu criei.


domingo, 1 de novembro de 2009

Estabilidade irritante.

Detesto atitudes de pessoas que acham que têm o controle de toda situação. Gente que acha que tudo o que faz é certo e suas mudanças só melhoram e nunca se arrependem de nada.
E daí se alguma decisão sua não vai te ajudar em nada?
É lindo ser instável.

domingo, 20 de setembro de 2009

O grande trunfo do ser humano

A preguiça é o maior dom que possuímos. Ela nos faz evoluir e não deveria ser considerada um defeito.
Imagine se nós tivéssemos a mesma disposição que um cavalo tem para caminhar, jamais teríamos inventado a roda, e seus derivados.
Controle remoto, portão eletrônico, máquina de lavar, guindastes. Qualquer coisa, antes de ser inventada para agilizar o trabalho, foi inventada por que somos preguiçosos.

Eu pensei nisso depois de usar a ferramenta Macro do Corel Draw para editar 400 cartelas de bingo. E tem também a gravadora de ações do Photoshop (não me lembro o nome).
Eu sou muito, mas muito preguiçoso. Jamais eu editaria 400 cartelas de bingo. Fucei até achar um modo de fazer o Corel trabalhar pra mim.
No meu computador existem vários programas que fazem eu dar o menor número de cliques possíveis. Programas para diminuir resolução de fotos, mudar nomes, inserir logomarcas. Tudo isso para vários arquivos ao mesmo tempo. Sem falar nos códigos PHP que fazem quase tudo pra mim na programação de um site.

Ainda bem que eu sei usar a minha preguiça a meu favor. Muita gente não sabe, lamento.
Ela me evolui, e eu tenho certeza que quanto mais eu sei, menos eu trabalho.

sábado, 19 de setembro de 2009

Chorumelas, hipocrisia e afins.

Na quarta feira, primeiro dia da Semana da Comunicação da UEMG, adorei a espontaneidade de um marketeiro político.

-O outro candidato era muito melhor, fez várias obras para a cidade e ela entrou em um profundo desenvolvimento. Mas ele não tinha carisma, então fizemos o nosso ganhar.

Não é uma espécie de "dane-se a ética", mas um "dane-se a hipocrisia". Não adianta chorar, essa é a rotina da publicidade. Todo mundo, ludibriado, falsos sonhos, esperanças encaixotadas. E pra piorar, a publicidade evolui na mesma proporção em que as pessoas se tornam difíceis de serem manipuladas.

Lero-lero

sábado, 12 de setembro de 2009

Formada sobre tudo.

É engraçado, e trágico. Eu me irrito comigo mesmo quando não tenho uma opinião formada para algum assunto. Mas me sinto mais irritado ainda quando eu tenho e me indago se tenho ou não a maldita opinião formada sobre tudo. (Não foi o Raul Seixas quem inventou esse termo, ok?)

Vou parar de escrever esse post desde já. Não me aguento quando começo a opininar sobre minhas opiniões.

Chega.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bye, comodismo.

Atualmente eu trabalho em uma loja de auto peças. Obviamente não tem nada a ver com Comunicação Social, o que eu estudo, ou Webdesign, o que eu faço de melhor, mas eu gosto muito e me sinto bem trabalhando aqui. Pelo ambiente de trabalho, minha paixão por carros entre outras coisas. Digamos que há muito comodismo nisso, eu já me acostumei e, se o salário fosse o que eu pretendo receber no auge da minha carreira, certamente eu nunca sairia daqui. Novamente a tecla do comodismo é batida.

Mas essa é minha última semana aqui, recebi uma proposta de trabalhar em uma gráfica na área de criação. Não é necessariamente MINHA área, mas tem muito mais a ver com Publicidade e Propaganda criar um cartaz do que vender um balde de óleo. Então, aceitei e vamos ver o que acontece.

Eu penso não ser fácil me adaptar, os maiores desafios serão lutar contra layouts superpoluidos, muitas fontes bregas ao mesmo tempo, excesso de degradês e efeitos em geral que vemos em trabalhos feitos por gráficas. Pelo menos sei que enquanto eu puder lutar contra isso, eu o farei.

O mundo começa agora

Ps. Pelo menos vou ter o que postar aqui, além das minhas reflexões. Já que os trabalhos da faculdade desse semestre nao começaram ainda.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A canção da nostalgia

Está pra surgir no mundo algo mais nostálgico que música. Todo mundo tem uma música que faz lembrar de alguma coisa, de algum momento, de alguém. Isso englobando todo e qualquer tipo de sentimento possível. Existe músicas que lembram de tempos bons ou ruins, de pessoas que nos decepcionaram ou que permanecem cravadas no peito pra sempre, de lugares inesquecéiveis ou que não queremos voltar nunca mais. Bastam 5 ou 6 segundos ouvindo uma música em um momento marcante que ela será seu eterno portal transdimensional.
Como eu sou extremamente ligado a música, eu tenho uma enorme trilha sonora nostálgica. Fazer uma compilação dessas músicas é impossível, simplesmente por ela ser infinita. Afinal eu nunca vou deixar de ouvir música e, tomara, que minha vida nunca dê uma pane e eu viva no limbo.
A compilação realmente não existe, mas a música Hoppipolla da banda de post-rock Sigur Ros incrivelmente carrega junto a seus arranjos, e principalmente, sua letra, um turbilhão de lembranças randômicas e nostálgicas.

Top 3

1 - Hoppipolla - Sigur Ros
2 - Dear Prudence - Beatles
3 - Send a Mensage From The Heart - Karmakanic