quarta-feira, 12 de agosto de 2015
A melhor farofa chinesa do mundo
Esse último, apesar de eu ser viciado, é um reality show que não tem nada de diferente dos outros: Participantes passando por provas de eliminação, muito sofrimento e choro. É tão clichê que até tem a versão MasterChef Brasil, produzida pela Band, com aquela pitada de dramalhão novelesco que todo programa daqui deve ter pra agradar a população.
E foi nesse amontoado de clichês que uma descendente de chineses, a participante Jiang se destaca. O senso comum é pensar que, alguém não tão familiarizado com a cozinha brasileira seria prejudicada. Eita! E não é que é o contrário?
A simpática Jiang se dá muito bem, mesmo preparando pratos com ingredientes que nunca viu na vida. Em certa ocasião, a prova era preparar algo utilizando ingredientes da culinária nordestina. Jiang, que veio de um país onde não existe baião de dois e nem manteiga de garrafa, teoricamente seria prejudicada. Mas, livre das limitações criativas que até os melhores e mais talentosos cozinheiros nordestinos podem ter, a "chinesa" criou uma farofa amplamente elogiada por todos os jurados.
Isso se trata daquele momento em que todo profissional criativo se lembra com carinho: de quando era livre das amarras criativas que o mercado e a profissionalização nos empurra, de quando o processo criativo puro e "inocente" e o aprendizado traziam o combustível para o amor a profissão. Anos depois, quando a criatividade paga as contas, já não existe mais liberdade e estamos amarrados e moldados pelo marcado e pelas pessoas.
Jiang, no seu jeito chinês de ser, envergonhado e com português sofrido, nos mostrou que quando não sabemos que a farofa tem bacon, podemos fazer com nozes e o resultado pode ser muito melhor. Aproveite, garota.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Acaba logo, Under the Dome.
terça-feira, 22 de maio de 2012
House – Eu órfão novamente.
sábado, 9 de abril de 2011
Jornalismo novela brasileiro.
Mas, e se isso não estiver fadado apenas a jornalecos de fundo de quintal? Não está.
Hoje já faz dois dias que não leio um jornal, que não entro no UOL, Terra, G1 ou qualquer portal de notícias e que não assisto TV. Exatamente dois dias depois da tragédia da escola do Rio de Janeiro. Coincidência? Longe disso.
Nos portais de notícias, o que pulam às vistas são fotos e notícias de parentes das vítimas em desespero nos funerais. Na última vez que assisti um telejornal, vi um depoimento de uma criança contando como o assassino executava as pobres crianças com detalhes aterrorizantes, seguido de vários relatos de pais sobre como eram seus filhos, suas rotinas, seus sonhos e o doloroso ponto final em suas breves vidas. São coisas extremamente desnecessárias, como fotos e notícias de parentes passando mal, jornalistas imorais quase entrando nas ambulâncias, relato de crianças que, além de não acrescentar nada a ninguém, empobrece o jornalismo brasileiro.
Obviamente se trata de uma tragédia sem precedentes no país, mas como o jornalismo brasileiro trata não só esse, mas qualquer assunto chocante é nojento e covarde. Tudo é transformado em novela explorando ao máximo os sentimentos de pena e compaixão (levemente mais aflorado em brasileiros) a ponto de bitolar o espectador a um dramalhão mexicano da vida real. Se continuarmos assim, o Jornal Nacional passará se chamar novela das 8:15.
Fica aqui o tweet do meu amigo Nilto postado em seu twitter (@niltojunio)
“abutres munidos de filmadoras e microfones rondam as famílias das crianças mortas, ganha mais quem filmar dentro do caixão”
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Top - Personagens mau exemplo

6 - Agostinho Carrara - O trambiqueiro

Nem todos têm aqueles esses olhos amedrontadores como arma. Mas bem que gostaríamos de nos safar de emboscadas usando apenas o dom da fala. E nisso, Ben é especialista. Conta mentiras tão bem que qualquer um caí na sua refinada lábia.
4 - Barney Stinson (Série How I Met Yout Mother) - O cafajeste

Para os homens, é um ótimo exemplo a ser seguido. Todos os dias com uma diferente, usando “técnicas” de sedução peculiares (com sucesso as vezes). Já para as mulheres não é bem assim, é um cafageste que sequer sabe da existência delas no próximo dia.
3 - Neil Cafrey (Série White Collar) - O estelionatário
Uma pessoa que é boa em tudo que faz e ganha dinheiro fácil. Falsificador, vendedor, ladrão, estelionatário e mentiroso. Por mais que esteja ajudando a justiça em sua nova vida, não consegue se safar do seu passado e suas recaídas fora da lei são constantes.
2 - Dr. House

Cínico, sarcástico, irônico, infantil, egoísta, preguiçoso, egocêntrico, viciado, anti-social e, principalmente, extremamente competente no que faz. O médico alia sua inteligência com todas essas “virtudes”, e usa frases de efeitos que deixam qualquer um boquiaberto. Assistí-lo conversar é péssimo se você tem 1% de seu caráter.
Homer Simpson - O preguiçoso, guloso, bêbado, egoísta, anti-religioso, mentiroso, burro...

Homer uma espécie de compilação do que há de pior (e as vezes de melhor), do cidadão norte-americano, uma sátira. Óbvio que ser burro como ele, ninguém pretende. Mas sua “filosofia” é amplamente difundida. A final, de consumistas e preguiçosos todos nós temos um pouco.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Malhação, vai tomar no cu.
Malhação é aquilo tudo de ruim que todos conhecemos, péssimo atores em formação, histórias batidas, maniqueísmo, clichês e tudo mais. Mas o pior, pior de tudo mesmo, é essa tentativa de responsabilidade social para com seu público jovem. Me pergunto as vezes quem são os roteiristas, autores e diretores dessa novelinha peba. No mínimo devem ser umas velhinhas com moralidade do século XVIII a níveis estratosféricos. Só pode! Não tem cabimento, por exemplo, um jovem se indignar porque viu sua amiga bêbada, ou ainda ficar abismado porque o amigo fez sexo sem camisinha.
O problema não é tratar de assuntos polêmicos que prejudicam os jovens, mas sim o modo como fazem. Que tal um choque de realidade? Jovens que no mínimo se pareçam ou agem como jovens de verdade e tem vidas como jovens de verdade. Sem essa de cidadãos perfeitos que não bebem álcool, ou que são contra a diminuição da maioridade penal, isso irrita. Bons jovens também ficam bêbados (eu quem o diga), fumam, fazem sexo sem camisinha, brigam.
Malhação, século XXI, acorda pra vida! Ninguém mais se identifica com esses robôs anjinhos transbordando ética e bons valores, e se ninguém se identifica, essa porcaria de responsabilidade social que tentam pregar vai por água abaixo.
Aliás, nem sei o motivo de escrever isso. Quero mais é que essa novela vá pro quinto dos infernos.
Ps. O título de baixo calão é pra mostrar que gente de família também fala palavrão.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vai diminuindo a cidade...
Pato Fu - Simplicidade
É simples, a música fala por si.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Lost nunca terá um fim.
Como o próprio Jacob (espero que saiba quem seja) disse, todos que estavam lá eram pessoas incompletas, infelizes, “quebradas” e Os 6 anos da série mostraram isso perfeitamente. Seja através de flashbacks ou na realidade da ilha, tudo que estava em evidência era o ser humano tentando sempre se redimir de erros cometidos. De resto, era apenas pano de fundo.
E pra sacramentar, cravar pra sempre Lost nos corações e mente de todos os fãs, a série teve um final que jamais será esquecido. Não apenas pela forte emoção de enfim saber o que aconteceria a todos os sobreviventes do Oceanic, não apenas pelas mortes, reencontros, sofrimento. Não, não. O que fez Lost não poder sair da cabeça de quem acompanhou foram as lacunas deixadas em aberto. Felizmente para uns, infelizmente para outros, o que vemos no final foi algo extremamente reflexivo, não entregando nada mastigado. O que nos fará pensar em seus porquês e “comos” pelo resto da vida. É muito mais mágico cada um refletir como quiser, e agradeço muito ao J.J Abrans também pensar assim.
Novamente o ser humano foi explorado, mas desta vez, fomos nós espectadores.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Futuro órfão de Lost.

domingo, 29 de novembro de 2009
Prepare, beba e faça
A Tang pegando o embalo da consciência ambiental faz essa excelente campanha envolvendo TV e internet.
O vídeo tem um jingle que faz tudo que um publicitário sonha, hipnotizar quem ouve a ponto de cantar toda hora. Mas felizmente ele é grudento, mas não é chato. "Preparou, bebeu, faz" tem um rítmo empolgante e acredito que faz realmente a criançada começar a pensar em como melhorar o mundo.
O site preparoubebeufaz.com.br também é parte da campanha. Contém vídeos de depoimentos da criançada sobre o que elas fazem de bom para o mundo.
Não estranhe se alguém chegar do seu lado cantando "preparou, bebeu faz", você só não cantará porque ainda não ouviu.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Chega, né!
É sempre a mesma coisa. O carro revolucionário. O carro que tem a tecnologia que nenhum tem. Não que as propagandas sejam de qualidade duvidosa, quem sou eu pra dizer isso (apensar que o do Vectra...) Mas o conceito de "carro além do tempo" já foi excessivamente usado pela GM.
Isso sim, é de se aplaudir:



