Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A melhor farofa chinesa do mundo

Mesmo me considerando um cozinheiro nota 3, numa escala de 0 ao infinito, costumo a assistir mais programas de culinária do que outra coisa. Gosto de ver jovens chefs levando raios e trovões da ira de Gordo Ramsey, me divirto com o processo de criação dos bolos do Buddy Valastro e vejo muitos chefs amadores suando frio diante a gélida presença de Marco Pierre White.

Esse último, apesar de eu ser viciado, é um reality show que não tem nada de diferente dos outros: Participantes passando por provas de eliminação, muito sofrimento e choro. É tão clichê que até tem a versão MasterChef Brasil, produzida pela Band, com aquela pitada de dramalhão novelesco que todo programa daqui deve ter pra agradar a população.



E foi nesse amontoado de clichês que uma descendente de chineses, a participante Jiang se destaca. O senso comum é pensar que, alguém não tão familiarizado com a cozinha brasileira seria prejudicada. Eita! E não é que é o contrário?

A simpática Jiang se dá muito bem, mesmo preparando pratos com ingredientes que nunca viu na vida. Em certa ocasião, a prova era preparar algo utilizando ingredientes da culinária nordestina. Jiang, que veio de um país onde não existe baião de dois e nem manteiga de garrafa, teoricamente seria prejudicada. Mas, livre das limitações criativas que até os melhores e mais talentosos cozinheiros nordestinos podem ter, a "chinesa" criou uma farofa amplamente elogiada por todos os jurados.

Isso se trata daquele momento em que todo profissional criativo se lembra com carinho: de quando era livre das amarras criativas que o mercado e a profissionalização nos empurra, de quando o processo criativo puro e "inocente" e o aprendizado traziam o combustível para o amor a profissão. Anos depois, quando a criatividade paga as contas, já não existe mais liberdade e estamos amarrados e moldados pelo marcado e pelas pessoas.

Jiang, no seu jeito chinês de ser, envergonhado e com português sofrido, nos mostrou que quando não sabemos que a farofa tem bacon, podemos fazer com nozes e o resultado pode ser muito melhor. Aproveite, garota.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

E se fosse meu cliente (3)

Continuando a saga que ilustra a relação entre cliente e criador, seja qual área for. Arte gráfica, redação, audiovisual...
Um dos grandes problemas do senso-comum na crítica (olha que fui bonzinho na escolha desse termo) de um trabalho de criação é o frenético almejo em rebuscar o que deveria ser simples, direto e funcional. Por fim, o que deveria funcionar de forma clara para o consumidor, se mostra ineficiente e o dinheiro gasto foi pelo ralo.

A história da arte revela uma ligação íntima em relação à história do mundo em geral. De certa forma, as rupturas vivenciadas na sociedade, economia, filosofia e política refletiam diretamente no modo dos artistas pensarem e, consequentemente, criarem.

Voltemos ao século XVIII, ao neoclássico ou arcadismo. As características do arcadismo são justamente todo meu sentimento ao exagero que meus clientes tanto gostam. Era simples, direto e de fácil assimilação por todos. De modo como a sociedade relutava contra os exageros do Clero, os artistas se saturavam de todo o excesso do Barroco, escola artística dominante.

E se eu fosse um poeta do arcadismo no século XVIII?

"Mas só isso mesmo?"
"Não precisa mais que isso"
"Mas tá muito simples, você podia incrementar mais."
"Mas pra quem você quer que veja isso pode se tornar muito complicado pra entender."
" Coloca mais palavras, mais rimas. Versos decassílabos..."

E a poesia que era assim:

"Na idade que eu, brincando entre os pastores,
Andava pela mão e mal andava,
Uma ninfa comigo então brincava,
Da mesma idade e bela como as flores."

(Basílio da Gama)

Ficou assim:

Como na cova tenebrosa, e escura,
A quem abriu o Original pecado,
Se o próprio Deus a mão vos tinha dado;
Podeis vós cair, ó virgem pura?
Nem Deus, que o bem das almas só procura,
De todo vendo o mundo arruinado,
Permitiria a desgraça haver entrado,
Donde havia sair nossa ventura.
Nasce a rosa de espinhos coroada
Mas se é pelos espinhos assistida,
Não é pelos espinhos magoada.
Bela Rosa, ó virgem esclarecida!
Se entre a culpa se vê, fostes criada,
Pela culpa não fostes ofendida.

(Gregório de Matos)

Tudo isso poderia ser resumido a uma só frase: "Menos é mais". Menos exagero, menos palavras, menos cores, menos efeitos, menos fontes, menos rimas. Menos isso tudo só ajuda na comunicação com o consumidor. O simples não é sempre simplório e, como dizia nosso amigo Mogli: "Necessário, somente o necessário. O extraordinário é de mais."

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

E se fosse meu cliente? (2)

Diferentemente da capa de Dark Side of the Moon, pouco se sabe sobre a origem da estatueta chamada Venus de Willendorf. Estudos apontam que foi esculpida entre 22000 à 24000 anos. Foi esculpida em calcário oolítico, material inexistente na região que fora encontrada, o que aumenta ainda mais o seu fascínio.
Entretanto, de fascinante mesmo não é por quem ela foi esculpida, a quanto tempo e do que foi feita, mas o que ela significa para a história das artes plásticas. Diferentemente de esculturas gregas e romanas, as quais a fidelidade e a perfeição do corpo humanos são vistos a cada traço, cada curva e cada rosto esculpidos, a Venus de Willendorf carrega algo de especial. Um conceito.

E se fosse meu cliente o comprador?

"Nossa... ficou bem..."
Desta vez eu treinei o discurso para convencê-lo.
"Veja, eu sei que outros artistas fazem esculturas perfeitas, lindas e maravilhosas. Mas olha, você vai ser o primeiro do mundo a ter uma que tem uma visão diferente sobre o que é uma mulher. Vai enxergar além da beleza externa entre outras futilidades"
"Hum... mas esses seios horríveis..."
"São assim de propósito. Assim como a vagina, os seios são desproporcionais, referindo o conceito da fertilidade da mulher."
"Não gostei muito. Ela não tem rosto, não tem pés. Você podia fazer algo mais bonito...Olha esse modelo"

A Venus de Willendorf


O que meu cliente levou


O que difere publicidade de de brincadeira de sobrinhos é o fato da primeira ir além da beleza e pensar em conceitos. Criar não é enfeitar. Se você quer criar só pra deixar bonito, que vá ser decorador de festas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

E se fosse meu cliente?

Por que não é fácil trabalhar com arte gráfica, ou qualquer outro tipo de criação publicitária? Criatividade em colapso, prazos sempre sufocantes, pagamento nem sempre justo... Sim, também. Mas o que a classe olha como o beuzebu com dinheiro se chama "cliente". Sabe aquela empresa de cartão de crédito sempre dizia que havia coisas que o dinheiro não comprava? Bem que poderiam ter feito uma dizendo que noção de estética ou publicidade estava incluso nessa.

E se meu cliente me pedisse pra criar a capa do seu novo álbum?

Rick Wright, tecladista do Pink Floyd, disse que a capa do novo álbum deveria ser simples e impactante. Storm Thogersom, designer de todas as melhores capas não só do Pink Floyd, mas de diversas outras no mundo todo, entendeu o recado e criou uma arte que é reconhecida até no lado mais sombrio da lua.
Agora coloco no lugar de Wright, um dono de mercado metido a designer/publicitário/marketeiro/piadista.
"Cadê o nome da banda e o nome do disco? Como que o ouvinte vai saber de quem é o disco?"
Lá se foi o grande charme das criações de Thogersom. O fazer o disco ser reconhecido sem nome algum. Se a banda é realmente boa, isso mais ajuda do que atrapalha.
"Olha, ficou bom, mas vamos melhorar. Esse preto... acho que não ficou bom, ficou muito fechado, parecendo velório. A gente podia usar uma cor mais viva pra dar mais destaque."
O conceito de "sombrio foi pro espaço. O cliente não vai nem querer saber se o nome do álbum tem "Lado Escuro"no meio. O que importa é o destaque.
"O que significa esse triângulo?"
Você explica todo o conceito. Diz que a luz polarizada denota a mente humana e o prisma é um fator que a influencia e evolui em diferentes maneiras (ou cores).
"Ah bem inteligente mas muita gente não vai entender... melhor colocar essa foto...".
Público alvo não é algo que o cliente sabe que existe. Pra ele o produto vai ser vendido tanto pra tiazinha que vende coxinha quanto o Stephen Hawking. Ele te entrega uma foto com nome de 300 caracteres. Do Orkut! Em resolução pífia. Você deve recortar e fazer milagres no Photoshop.
Com ele do lado, você refaz toda a arte de qualquer forma pra ele ir embora logo, coloca todos os efeitos, todos os destaques e a capa que era assim:



Fica assim:



Por fim, com os olhos brilhando de emoção ele leva para mostrar para a esposa, caso tenha sorte, é aprovado. (Ou, se você tiver esse poder, manda ele pastar e procurar um sobrinho pra fazer o serviço.)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Descanse um pouco.

Uma pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume!
Dois panfletos que fiz. Pelo menos as frentes me agradaram. Sem muita informação e apenas elementos pra atrair a atenção do leitor. Aos poucos vou domando meus clientes.




Um pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume...


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cartaz Festa do Peão de Planura



-Existe apenas um destaque. Se quer destacar duas coisas, as duas somem.

Que bom que as vezes alguém entende isso.

terça-feira, 20 de julho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

O menu, por favor.

De sorvete a buffet, de espalhafatoso a tons de cinza, de rústico a moderno. Cardápios.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bye, comodismo.

Atualmente eu trabalho em uma loja de auto peças. Obviamente não tem nada a ver com Comunicação Social, o que eu estudo, ou Webdesign, o que eu faço de melhor, mas eu gosto muito e me sinto bem trabalhando aqui. Pelo ambiente de trabalho, minha paixão por carros entre outras coisas. Digamos que há muito comodismo nisso, eu já me acostumei e, se o salário fosse o que eu pretendo receber no auge da minha carreira, certamente eu nunca sairia daqui. Novamente a tecla do comodismo é batida.

Mas essa é minha última semana aqui, recebi uma proposta de trabalhar em uma gráfica na área de criação. Não é necessariamente MINHA área, mas tem muito mais a ver com Publicidade e Propaganda criar um cartaz do que vender um balde de óleo. Então, aceitei e vamos ver o que acontece.

Eu penso não ser fácil me adaptar, os maiores desafios serão lutar contra layouts superpoluidos, muitas fontes bregas ao mesmo tempo, excesso de degradês e efeitos em geral que vemos em trabalhos feitos por gráficas. Pelo menos sei que enquanto eu puder lutar contra isso, eu o farei.

O mundo começa agora

Ps. Pelo menos vou ter o que postar aqui, além das minhas reflexões. Já que os trabalhos da faculdade desse semestre nao começaram ainda.

sábado, 9 de maio de 2009

Site - DCE Frutal



www.dcefrutal.com.br
Site com área institucional, álbum de fotos, mural de recados, agendamento de eventos, envio de notícias e matérias e enquete.

PHP - Banco de dados MySQL
Estrturação web standards (div + css)
Layout: Photoshop

quarta-feira, 22 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Site - Posada O sole Mio



Eis um site que eu tenho orgulho de ter feito. Não que ele seja uma maravilha do webdesign, mas foi o primeiro site que fiz por conta própria no qual eu senti que meu trabalho foi recompensado.

Site com área institucional, formulário de contatos e álbum de fotos.
PHP
Banco de Dados MySQL
Layout: Photoshop CS3

www.posadaosolemio.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Layout rafew.com



Um site tão escuro e um blog tão clean. Paradoxal, não?
Apenas quebrando alguns paradigmas cromáticos.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Click Carpet



Não, eu não faço campanhas internacionais ainda. Simplesmente um amigo brasileiro que mora em Londres abriu uma empresa de limpeza de carpetes e estofados na terra da rainha e me pediu uma força na criação desses panfletos.
Um 1+1=3 básico. A dona de casa lendo o título deixa de pensar apenas no fato de estar limpo ou não, ela passa a se preocupar com a saúde de seus filhos.
Dei umas dicas de marketing a ele, com umas noções de branding. Mas nada que me faça ficar milhonário ou sua empresa ser conhecida por todo o mundo. Mas é isso, ninguém é tão pequeno pra não investir em Marketing, assim como ninguém é grande pra deixar de investir.



A logomarca de trata do nome da empresa em cima de um tapete cinza de funco. As estrelas e cores claras remetem a ideia de brilho e limpesa.


Carpetes foram feitos pra sujar, A Click Carpet pra limpar.

O slogan demonstra a responsabilidade da empresa com os clientes, dizendo que sujar um carpete é uma coisa normal, e que a Click Carpet estará sempre a disposição quando acontecer.

Logo DCE Frutal



Eu acho extremamente difícil fazer logomarcas. Tudo tem que ser simples, direto e de quebra impactante. Cada detalhe deve estar no contexto, cada cor ou forma.
Pra escrever eu até gosto de fazer assim, mas pra desenhar eu peno muito.

Mas não teve jeito, eu tive que fazer essa pro DCE da UEMG de Frutal, se não o site ficaria sem.

Busquei fazer algo bem jovial, afinal DCE significa Diretório Central dos Estudantes, e por mais que sejamos adultos e evoluídos. Nós universitários não passamos de crianças crescidas que passaram no vestibular.
A figura de preto é uma pessoa com os braços pra cima. Representa um estudante comemorando o fato do DCE existir, um diretório que defende os interesses dos alunos.
A triângulo em vermelho representa o símbolo da bandeira de Minas Gerais de forma estilizada, remetendo a idéia de que nosso estado se adapta à novas idéias, circunsâncias e faixas etárias. Um sinal de evolução constante.

Em breve, o site do DCE.