Só existe um lugar no mundo onde eu possa colocar as pernas pra cima e ouvir meu bom rock tranquilamente tomando uma cerveja. Esse lugar é meu quarto.
Nada de especial nesse sábado a tarde, tanto é que nem me lembraria dele, e principalmente, do que havia pensado nele se não tivesse achado rascunhos disso aqui.
Foi ouvindo Ramones que passei a reparar que o que entra pra história são as rupturas.
Ok, explicar-vos-ei através do exemplo desmoronamento do Punk na cabeça amarelo-cor-de-ovo de John Rotten.
A primeira ruptura do dia, o surgimento do Punk. O Punk Rock foi (desculpe, mas Punk Is Dead sim) um estilo que pregava em suas letras e atitudes um descontentamento com o sistema do mundo (essa birrinha contra o McDonnalds e Coca-Cola vem daí), uma vez que os jovens, principalmente do Reino Unido, se sentiam oprimidos pela classe burguesa capitalista e não tinham perspectivas de vida. Esse sentimento foi refletido na música. Antes do Punk Rock, o que predominava eram as mega bandas, pomposas, com instrumentistas formados em universidades usando instrumentos caros. Os músicos queriam, naturalmente, ser como seus ídolos, fazer sucesso e ganhar dinheiro. Porém cada vez ficava mais difícil, a cada dia o rock tendia a ser mais complexo e, consequentemente, distante da realidade dos jovens com “vida normal”. E, se não fosse por essa opressão e o ódio pelo sistema do Punk, hoje estaríamos vendo shows de rock em teatros de óperas.
Eis a primeira ruptura do dia, do rock pomposo para um rock simples, feito com instrumentos de segunda, músicos não muito competentes (mas muito talentosos) falando o que sua classe queria ouvir.
“We love our queen. God saves. God save the queen.” (Sex Pistols, em uma óbvia avalanche de sarcasmo).
A segunda ruptura foi como isso tudo se desmoronou. Foram 2 motivos. Um deles: O Punk Rock era simples por natureza, tanto em melodia quanto em letras. O estilo foi tão difundido pelo mundo que se saturou. Não existia mais o que falar e foi se tornando enjoativo com o tempo. 4 acordes iam sendo repetidos e o discurso já não tinha o mesmo efeito. O outro, e mais importante, foi a descrença de alguns quanto a eficiência do Punk. Anos e anos lutando contra o sistema e ele sequer deu sinal de mudança. Surge então outro estilo, Pós-Punk (ou Gótico). Com a seguinte ideologia: O problema não está no mundo, mas sim dentro de nós. Assim surge no mundo bandas com letras extremamente depressivas, criticando nós mesmos e nos comparando a lixos.
Essa foi a segunda e mais importante ruptura do dia, pois não basta lutar contra um sistema que oprime se nós mesmo somos assim por natureza.
É fantástico como a música reflete na sociedade e nas nossas vidas, basta absorvermos esses dois fatos em nossas vidas e nos tornaremos pessoas melhores.
Primeiro: Sejamos simples. Dar valor a pequenas coisas na vida, como olhar um pôr-do-sol ou dar uma boa gargalhada faz muito bem.
Segundo: Deixemos de por a culpa no mundo. Não adianta falar que o mundo é injusto, pois o mundo é feito de pessoas e pessoas são injustas que só pensam em sí. Não adianta chorar ou ficar bravo. Problemas ocorrem corriqueiramente e ninguém é isento disso. Resolva e pronto.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Filosofia de Cevada. Gênesis
Não se trata de falar das bundas de mulheres ou que quero ir ao banheiro. É uma fase onde os neurônios parecem se entender com o álcool e o resultado é uma fase fértil onde os pensamentos parecem fluir deliberadamente.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Inception - Neorônios em forma de omelete

Contém spoilers.
Uma coisa que me fiz escrever sobre A Origem (Inception) meio atrasado (algumas semanas depois) foi esperar a poeira baixar, o estouro da boiada se acalmar e meus neurônios agora poderem trabalhar em prol desde post.
Pobre de mim. Achava que nada podia fritar mais meus miolos que Clube da Luta, ou Efeito Borboleta. Eis que surge uma obra de um diretor que se mostra cada vez mais ousado e sem medo de errar. Após reformular o envergonhado Batman no cinema, cria uma história que me fez imaginar que tipo de droga Christopher Nolan usou pra pensar nisso tudo que, não chega ser impossível de se entender, mas uma simples olhada no relógio faz perder todo sentido (torça pra ter algum).
No início, já era de se esperar uma cena pra não se entender nada (sem querer subir em cima da onça morta pra tirar foto, mas imaginei que aquele seria o final). Depois a coisa vai complicando. É necessário entender tudo a partir do final da primeira cena, se não, é melhora começar de novo. E não tenha vergonha de recomeçar.
Porém, Inception não é só complexidade crua e inteligência, o filme é extremamente empolgante, principalmente nas cenas em que certos acontecimentos só podiam ocorrer em sonhos. (A “falta de gravidade” no hotel como conseqüência da Van estar caindo no rio, por exemplo). Com personagens carismáticos e interessantes. Leonardo DiCaprio cada vez mais maduro e me fazendo esquecer Titanic é um ponto a se relevar. E, claro, alguns efeitos especiais, como a cidade se dobrar para cima e segundo minha amiga e (sic) fã, Tais, estudante de Cinema e futura editora, a cena da Van caindo no rio. Desculpe, mas a palavra é “FODA!”
Vai um paradoxo aí? Pra completar a omelete de neurônios, busquei um defeito no filme achei um. Ele é extremamente didático, chegando ficar enjoativo todo mundo explicando como tudo funciona. Porém, se eles explicando passo a passo já fica difícil de entender, sem fazer isso seria impossível de fato. Então, deixa esse defeito de baixo do tapete da razão.
Dentre infinitas perguntas que podem surgir após o término do filme, a que mais me intrigou foi: Quem é o vilão, quem é o mocinho? A resposta é simples, ninguém e ninguém. Os supostos heróis são pessoas com índoles duvidosas. Ladrões, mercenários, falsificadores, que entram na mente de uma pessoa a mando de seu concorrente, criam um mundo de mentiras inserindo uma idéia primária para que se desenvolva e acabe com si mesma. Nos moldes do maniqueísmo, isso não é lá uma coisa muito heróica. E o vilão? Robert Fischer (Cillian Murphy) não faz nada além de se defender em seus próprios sonhos (utilizando de técnicas “anti-invasão”) e que é enganado o tempo todo pela equipe de Dom Cobb. (Leonardo DiCaprio).
Essa é uma das poucas perguntas onde há respostas. Outras, como: Ele matou a esposa? (creio que sim, ele usou a inserção para que ela se matasse) O final é real ou um sonho? (O pião começou a querer parar de rodar) já não são simples de responder e dependem da interpretação de cada um.
Inception é um filme genial, com uma história genial, edição genial. Mas o que mais admiro em filmes de Nolan é seu toque de realidade, mesmo em fantasiosos como Batman ou Inception. Ele nos mostra que, assim como na vida real, não existe ninguém bom e ninguém mau. O que existem pessoas buscando seu lugar no mundo e realizar seus sonhos...
Sonhos?
O próximo será Batman – Dark Knight Rises. Não me decepcione, Nolan!
domingo, 2 de janeiro de 2011
Diferenças, coisa e tal.
Nesse fim de ano, nas minhas curtas férias, fui pra minha querida e amada São Paulo e passei o reveillon na Av. Paulista. Como já era de se esperar, havia um mar de gente e alguns quilômetros de festa.
Como também já esperava, alguns artistas no palco. Como Zezé de Camargo e Luciano, Fábio Junior e dois que me chamaram atenção. Não pela sua qualidade ou falta dela, mas sim pela sua história e pela diferença de como chegaram aonde estão no cenário musical. Um deles, o irritante Fiuk e o consagrado Capital Inicial.
O Capital Inicial vem de um berço músical do qual grande parte das bandas de rock nacionais também vieram. Principalmente dos anos 80. Assim como o Legião Urbana,São resquícios da banda punk Aborto Elétrico. Não vou me aprofundar muito na história da banda, pois só queria mostrar que existe um histórico de competência pro Capital Inicial chegar onde chegou. Diferentemente de...
Fiuk. Sem voz, sem talento algum pra compor e com o cabelo bagunçado. Mas, fazer o que? Pai famoso, não precisa falar mais nada. Chega ser hilário ver aquela coisa metida a roqueira tentando levantar o público com sua animação anêmica. "Quero ver quem tá mais animado, lado direito ou lado esquerdo" - Tenha dó, coisa de banda de formatura tocando em carnaval.
Bem, mas foi ótima a festa. Me surpreendi com a organização. Me disseram que só teria "maloqueiro" querendo te assaltar e brigas. Mas pelo contrário, fiz bastante amizade (mesmo nunca mais vendo algumas pessoas) e gente bêbada igual eu :-)
Como também já esperava, alguns artistas no palco. Como Zezé de Camargo e Luciano, Fábio Junior e dois que me chamaram atenção. Não pela sua qualidade ou falta dela, mas sim pela sua história e pela diferença de como chegaram aonde estão no cenário musical. Um deles, o irritante Fiuk e o consagrado Capital Inicial.
O Capital Inicial vem de um berço músical do qual grande parte das bandas de rock nacionais também vieram. Principalmente dos anos 80. Assim como o Legião Urbana,São resquícios da banda punk Aborto Elétrico. Não vou me aprofundar muito na história da banda, pois só queria mostrar que existe um histórico de competência pro Capital Inicial chegar onde chegou. Diferentemente de...
Fiuk. Sem voz, sem talento algum pra compor e com o cabelo bagunçado. Mas, fazer o que? Pai famoso, não precisa falar mais nada. Chega ser hilário ver aquela coisa metida a roqueira tentando levantar o público com sua animação anêmica. "Quero ver quem tá mais animado, lado direito ou lado esquerdo" - Tenha dó, coisa de banda de formatura tocando em carnaval.
Bem, mas foi ótima a festa. Me surpreendi com a organização. Me disseram que só teria "maloqueiro" querendo te assaltar e brigas. Mas pelo contrário, fiz bastante amizade (mesmo nunca mais vendo algumas pessoas) e gente bêbada igual eu :-)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Meu mundo em preto e branco.

Foto? Não
Cores? Não
Bem... isso aí é parte do trabalho final de Blá Blá Blá de Propaganda (o nome da matéria é gigantesco e deu preguiça de pesquisar).
Eu, eu mesmo era o produto e o cliente era alguém a me empregar. Sem querer fazer propaganda enganosa, refleti eu mesmo em alguns píxels, nenhuma cor e algum tipo de conceito.
"Ninguém é tão pequeno a ponto de não se lembrar. Ninguém é tão pequeno a ponto de se esquecer. Invista em publicidade."
O texto remete a idéia de que nenhuma empresa pode se considerar pequena o bastante a ponto de não investir em publicidade. Assim como uma empresa não pode se achar grande o suficiente para deixar de investir.
As letras crescem e o degradê em cinza se torna mais forte de acordo que vão se aproximando da "publicidade", assim como uma empresa que cresce e se fortalece de forma que utiliza a propaganda. De resto, espaço em branco para reflexão, posicionamento do texto não convencional, informações no canto inferior direito. Coisas do gênero, etc e tal.
Nizan Guanaes batizou sua agência de África porque ele gosta de palavras proparoxítonas. Eu gosto da minha identidade visual em preto e branco porque sou daltônico. Simples assim...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Vai você também.
Recebi uma mensagem "repudiando" o título do meu último post. Olha, sem querer ser chato, mas por acaso está escrito Antigo Testamento por aqui?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Malhação, vai tomar no cu.
Não me sinto lá muito orgulhoso ao falar disso, mas posso explicar. Meu tempo é extremamente cronometrado, nos 20 minutos que tenho pro lanche entre o trabalho e a faculdade é justamente na hora da Malhação e, infelizmente, tirar da Globo na minha casa é chamar pra briga. Pois bem...
Malhação é aquilo tudo de ruim que todos conhecemos, péssimo atores em formação, histórias batidas, maniqueísmo, clichês e tudo mais. Mas o pior, pior de tudo mesmo, é essa tentativa de responsabilidade social para com seu público jovem. Me pergunto as vezes quem são os roteiristas, autores e diretores dessa novelinha peba. No mínimo devem ser umas velhinhas com moralidade do século XVIII a níveis estratosféricos. Só pode! Não tem cabimento, por exemplo, um jovem se indignar porque viu sua amiga bêbada, ou ainda ficar abismado porque o amigo fez sexo sem camisinha.
O problema não é tratar de assuntos polêmicos que prejudicam os jovens, mas sim o modo como fazem. Que tal um choque de realidade? Jovens que no mínimo se pareçam ou agem como jovens de verdade e tem vidas como jovens de verdade. Sem essa de cidadãos perfeitos que não bebem álcool, ou que são contra a diminuição da maioridade penal, isso irrita. Bons jovens também ficam bêbados (eu quem o diga), fumam, fazem sexo sem camisinha, brigam.
Malhação, século XXI, acorda pra vida! Ninguém mais se identifica com esses robôs anjinhos transbordando ética e bons valores, e se ninguém se identifica, essa porcaria de responsabilidade social que tentam pregar vai por água abaixo.
Aliás, nem sei o motivo de escrever isso. Quero mais é que essa novela vá pro quinto dos infernos.
Ps. O título de baixo calão é pra mostrar que gente de família também fala palavrão.
Malhação é aquilo tudo de ruim que todos conhecemos, péssimo atores em formação, histórias batidas, maniqueísmo, clichês e tudo mais. Mas o pior, pior de tudo mesmo, é essa tentativa de responsabilidade social para com seu público jovem. Me pergunto as vezes quem são os roteiristas, autores e diretores dessa novelinha peba. No mínimo devem ser umas velhinhas com moralidade do século XVIII a níveis estratosféricos. Só pode! Não tem cabimento, por exemplo, um jovem se indignar porque viu sua amiga bêbada, ou ainda ficar abismado porque o amigo fez sexo sem camisinha.
O problema não é tratar de assuntos polêmicos que prejudicam os jovens, mas sim o modo como fazem. Que tal um choque de realidade? Jovens que no mínimo se pareçam ou agem como jovens de verdade e tem vidas como jovens de verdade. Sem essa de cidadãos perfeitos que não bebem álcool, ou que são contra a diminuição da maioridade penal, isso irrita. Bons jovens também ficam bêbados (eu quem o diga), fumam, fazem sexo sem camisinha, brigam.
Malhação, século XXI, acorda pra vida! Ninguém mais se identifica com esses robôs anjinhos transbordando ética e bons valores, e se ninguém se identifica, essa porcaria de responsabilidade social que tentam pregar vai por água abaixo.
Aliás, nem sei o motivo de escrever isso. Quero mais é que essa novela vá pro quinto dos infernos.
Ps. O título de baixo calão é pra mostrar que gente de família também fala palavrão.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Descanse um pouco.
Uma pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume!
Dois panfletos que fiz. Pelo menos as frentes me agradaram. Sem muita informação e apenas elementos pra atrair a atenção do leitor. Aos poucos vou domando meus clientes.
sábado, 6 de novembro de 2010
Alice no País das Maravilhas - A Guerra Fria que não cicatriza
É incrível como os filmes infantis da Disney trazem consigo nuances em que apenas adultos conseguem absorver e refletir. Mesmo assim nem todos, ou poucos. Histórias sobre mensagens subliminares, inclusive, já foram até admitidas pelos criadores de alguns filmes. Já outras, os teóricos da conspiração adoram acreditar que existem e que a Disney é mais um braço esquemático do governo norte americano com o intuito de transformar crianças em adultos precocemente.
Mensagens subliminares da lado, Alice no País das Maravilhas de Tim Burton traz também não é novidade. O cinema hollywoodiano faz isso há décadas: A luta dos Estados Unidos contra a União Soviética, o Capitalismo contra o Socialismo, e claro, o mal a ser combatido pelo bem. Se na Guerra Fria não houve luta armada declarada, nos filmes o que vemos é luta braçal, sangue, ódio. Em Rocky IV (embora não seja da Disney), em sua luta final contra o soviético Ivan Drago, Rocky (Silvester Stalone) não só representou sua pátria usando um calção listrado e a bandeira ianque, ele era todo o ódio de seu país em aniquilar aquele que era seu inimigo, também prestes a explodir.
25 anos depois, com a Guerra Fria terminada, com o capitalismo mais forte do que nunca e prestes a se tornar eterno e com a União Soviética esfacelada reduzida à Rússia, Alice no País das Maravilhas traz de volta a guerra do bem contra o mal, caracterizando suas alegorias com o intuito de regredirmos e termos alusões de que o bem é o capitalismo estadunidense e o mal, tudo aquilo que vem contra.

O vilão da história é uma rainha má, qual não apenas usa roupas e toda a decoração de sua corte de vermelho (cor da União Soviética), mas tem em seu nome sua cor. A Rainha Vermelha representa todo mal do socialismo a ser combatido, como na guerra fria. Sua corte é um jogo de alegorias representado a falida URSS. Com seus protegidos, meras aberrações rejeitadas pelo mundo e seus súditos que a sustenta (literalmente sustentam, as vezes) são submissos e estão sempre prestes a terem suas cabeças cortadas pelo deslize mais pífio possível, tal qual àqueles que seguem um governo socialista. Um governo onde todos são iguais, mas apenas para os que sequer beliscam os calcanhares dos grandes e poderosos.

A Guerra Fria termina justamente como termina a batalha final de Alice no País das Maravilhas. O gagantesco dragão, assim como a gigantesca União Soviética é derrotado, sua cabeça desce rolando a escada como um tijolo do muro de Berlim. A partir daí, os súdios da Rainha Vermelha não são mais obrigados a lhe obedecer, a final, o bem venceu e era ela quem reinaria dalí pra frente.
Mas a final, se os EUA já venceram a guerra há mais de 20 anos, porque trazer à tona todo esse assunto novamente? Acredito que, como no filme, em que Alice volta para combater o mal, os EUA temem que o ele volte. Não necessariamente como o socialismo, mas como algo ideológico parecido. Tudo isso seria um esforço para que, desde já, a população mundial tome um partido favorável a eles.
Mensagens subliminares da lado, Alice no País das Maravilhas de Tim Burton traz também não é novidade. O cinema hollywoodiano faz isso há décadas: A luta dos Estados Unidos contra a União Soviética, o Capitalismo contra o Socialismo, e claro, o mal a ser combatido pelo bem. Se na Guerra Fria não houve luta armada declarada, nos filmes o que vemos é luta braçal, sangue, ódio. Em Rocky IV (embora não seja da Disney), em sua luta final contra o soviético Ivan Drago, Rocky (Silvester Stalone) não só representou sua pátria usando um calção listrado e a bandeira ianque, ele era todo o ódio de seu país em aniquilar aquele que era seu inimigo, também prestes a explodir.
25 anos depois, com a Guerra Fria terminada, com o capitalismo mais forte do que nunca e prestes a se tornar eterno e com a União Soviética esfacelada reduzida à Rússia, Alice no País das Maravilhas traz de volta a guerra do bem contra o mal, caracterizando suas alegorias com o intuito de regredirmos e termos alusões de que o bem é o capitalismo estadunidense e o mal, tudo aquilo que vem contra.
O vilão da história é uma rainha má, qual não apenas usa roupas e toda a decoração de sua corte de vermelho (cor da União Soviética), mas tem em seu nome sua cor. A Rainha Vermelha representa todo mal do socialismo a ser combatido, como na guerra fria. Sua corte é um jogo de alegorias representado a falida URSS. Com seus protegidos, meras aberrações rejeitadas pelo mundo e seus súditos que a sustenta (literalmente sustentam, as vezes) são submissos e estão sempre prestes a terem suas cabeças cortadas pelo deslize mais pífio possível, tal qual àqueles que seguem um governo socialista. Um governo onde todos são iguais, mas apenas para os que sequer beliscam os calcanhares dos grandes e poderosos.
A Guerra Fria termina justamente como termina a batalha final de Alice no País das Maravilhas. O gagantesco dragão, assim como a gigantesca União Soviética é derrotado, sua cabeça desce rolando a escada como um tijolo do muro de Berlim. A partir daí, os súdios da Rainha Vermelha não são mais obrigados a lhe obedecer, a final, o bem venceu e era ela quem reinaria dalí pra frente.
Mas a final, se os EUA já venceram a guerra há mais de 20 anos, porque trazer à tona todo esse assunto novamente? Acredito que, como no filme, em que Alice volta para combater o mal, os EUA temem que o ele volte. Não necessariamente como o socialismo, mas como algo ideológico parecido. Tudo isso seria um esforço para que, desde já, a população mundial tome um partido favorável a eles.
sábado, 30 de outubro de 2010
Não ria
O Blog da Michas me fez lembrar que sou especialista em música depressiva. Foi difícil, mas escolhi 10 músicas de 10 bandas diferentes que exploram esse “recurso”.
The Scientist - Coldplay
Pra começar leve, uma baladinha triste.
Vídeo
Durma Medo Meu - Teatro Mágico
Vai uma brasileira aí? Música dessa talentosíssima banda cujas letras são figuras fáceis em nicks de MSN.
Vídeo
Tears - Rush
O trio virtuoso canadense não foi muito de compor músicas nesse aspecto, mas bem que podiam...
Vídeo
Second Love - Pain Of Salvation
Linda balada da banda de um dos maiores músicos do mundo, Daniel Gildonlow
Vídeo
Vento no Litoral - Legião Urbana
Todos tem suas origens musicais. As vezes ficam com elas pra sempre, as vezes simplesmente deixam de ouvir, outras se envergonham. Volta e meia me pego ouvindo Legião Urbana. Não é algo constante, mas não me envergonho de incluir essa música na lista.
Vídeo
Are You There - Anathema
Essa música faz parte do álbum que dividiu a vida da banda que faz parte da Trindade Doom-Metal Britânica (Só não sei se os puristas consideram isso ainda). Linda, triste, arrepiante.
Vídeo
Lacrimosa - Crucifixio
Música de cemitério, de enterro, de qualquer coisa que deixa amargurado. Escolhi ela pra representar a música Gótica que tem por fundamento ser depressiva.
Vídeo
Videotape - Radiohead
Ok ok. Novidade nenhuma Radiohead numa lista deprê. Mas convenhamos, eles não devem faltar de forma alguma. Difícil foi escolher uma dentre tantas.
Vídeo
Viorar Vel Til Loftarasa - Sigur Rós
Essa do Sigur Rós foi dificílmo. A banda é um ícone do Post-Rock e tem um arsenal de músicas que rasgam o fundo da alma.
Vídeo
(A letra da música não trata especificamente desse assunto, mas o clipe traz uma história sobre duas crianças homossexuais e uma cena de beijo entre elas. Fiquei pasmo com a coragem deles)
Cody - Mogwai
Não tive dúvidas pra escolher essa. Dentre verdadeiras obras de arte dessa que também é um dos expoentes do Post-Rock. Uma daquelas canções que facilmente fará refletir sobre o que você faz no mundo. (Torça pra imaginar coisas boas, caso contrário uma avalanche depressiva lhe soterrará).
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The Scientist - Coldplay
Pra começar leve, uma baladinha triste.
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Durma Medo Meu - Teatro Mágico
Vai uma brasileira aí? Música dessa talentosíssima banda cujas letras são figuras fáceis em nicks de MSN.
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Tears - Rush
O trio virtuoso canadense não foi muito de compor músicas nesse aspecto, mas bem que podiam...
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Second Love - Pain Of Salvation
Linda balada da banda de um dos maiores músicos do mundo, Daniel Gildonlow
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Vento no Litoral - Legião Urbana
Todos tem suas origens musicais. As vezes ficam com elas pra sempre, as vezes simplesmente deixam de ouvir, outras se envergonham. Volta e meia me pego ouvindo Legião Urbana. Não é algo constante, mas não me envergonho de incluir essa música na lista.
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Are You There - Anathema
Essa música faz parte do álbum que dividiu a vida da banda que faz parte da Trindade Doom-Metal Britânica (Só não sei se os puristas consideram isso ainda). Linda, triste, arrepiante.
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Lacrimosa - Crucifixio
Música de cemitério, de enterro, de qualquer coisa que deixa amargurado. Escolhi ela pra representar a música Gótica que tem por fundamento ser depressiva.
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Videotape - Radiohead
Ok ok. Novidade nenhuma Radiohead numa lista deprê. Mas convenhamos, eles não devem faltar de forma alguma. Difícil foi escolher uma dentre tantas.
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Viorar Vel Til Loftarasa - Sigur Rós
Essa do Sigur Rós foi dificílmo. A banda é um ícone do Post-Rock e tem um arsenal de músicas que rasgam o fundo da alma.
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(A letra da música não trata especificamente desse assunto, mas o clipe traz uma história sobre duas crianças homossexuais e uma cena de beijo entre elas. Fiquei pasmo com a coragem deles)
Cody - Mogwai
Não tive dúvidas pra escolher essa. Dentre verdadeiras obras de arte dessa que também é um dos expoentes do Post-Rock. Uma daquelas canções que facilmente fará refletir sobre o que você faz no mundo. (Torça pra imaginar coisas boas, caso contrário uma avalanche depressiva lhe soterrará).
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Entre o pão e o biscoito.
Não foi uma, nem duas, mas várias reportagens já foram exibidas a respeitos daqueles pobres coitados que ganham a vida e o sustento no lixão que nos faz sentir na pele o que é viver de resto dos outros. Às vezes achando coisas para vender, outras para comer. Você, sentado em sua confortável cadeira acolchoada azul (espero ter acertado a cor de pelo menos 70%) com uma geladeira que te sustentará por semanas sem ser recarregada, não deve fazer idéia do que é isso. Felizmente nem eu (sentado em uma cadeira acolchoada azul). Mas o que sinto nessas eleições é algo parecido.
Escolher entre os dois presidenciáveis nesse segundo turno pra mim é como escolher entre um pão e um biscoito encontrados em um lixão. Ambos embolorados, impregnados de sujeira e parasitas só esperando minha mordida para atacar meu organismo a ponto de não poder fazer nada. A situação me obriga a escolher entre os dois, pois a imensa e burra maioria da população insistiu em comer pão e biscoito, e só existe isso disponível. Mas bato o pé, fico com fome, mas não escolho nenhum dos dois, pois sei que qualquer um me adoecerá. Sei que não fará diferença alguma, pois de uma forma ou de outra, um deles será escolhido pela maioria e todos sofrerão de dor de barriga.
Democracia de merda essa em que o povo não tem o poder de escolher se quer votar ou não.
Escolher entre os dois presidenciáveis nesse segundo turno pra mim é como escolher entre um pão e um biscoito encontrados em um lixão. Ambos embolorados, impregnados de sujeira e parasitas só esperando minha mordida para atacar meu organismo a ponto de não poder fazer nada. A situação me obriga a escolher entre os dois, pois a imensa e burra maioria da população insistiu em comer pão e biscoito, e só existe isso disponível. Mas bato o pé, fico com fome, mas não escolho nenhum dos dois, pois sei que qualquer um me adoecerá. Sei que não fará diferença alguma, pois de uma forma ou de outra, um deles será escolhido pela maioria e todos sofrerão de dor de barriga.
Democracia de merda essa em que o povo não tem o poder de escolher se quer votar ou não.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Os “P” da vida – O Marketing de iniciante para patetas
Isso é marketing, aquilo é marketing. Fulano faz isso por marketing. Tal empresa planta árvores por marketing. Na verdade, o senso comum está errado e ao mesmo tempo certo a respeito de marketing. Ao pé da letra, o termo significa “mercadando”. Obviamente essa palavra feia não existe, portanto se usa “mercadologia” pra ficar mais apresentável. Marketing nada mais é que o um imenso (sim, isso foi proposital) estudo e planejamento voltado para a venda de produtos/serviços, manutenção/fortalecimento de marcas e etc. Sim, como todos pensam, marketing pode carregar consigo uma gigantesca enganação para seu consumidor apenas para fazê-lo comprar. Mas não, não é só isso.
O mais básico para se saber sobre marketing é que ele se divide em 4. O famoso mix de marketing, ou 4P’s. Me veio a cabeça o coral da minha sala: Preço, praça, produto e promoção. Sabe, no estilo de Another Brick in the Wall quando as crianças começam cantar: Preço, praça, produto e promoção. Hey, professor, ensine-nos vender!
Pra ilustrar isso, não vou usar um case (Case = caso. Acostume-se com esse estrangeirismo idiota) de sucesso, como vemos por aí. Vou usar algo que é realmente uma puta de uma enganação e que, ao meu ver, não engrena de forma alguma. Mas que ilustra os extremos dos Ps de Marketing.
Tente se lembrar desse comercial:

A poderosa Tekpix. Filma, tira fotos com absurdos 12 megapixels, mp3, mp4, pendrive, webcam, frita ovos, leva o cachorro pra passear...
Olha como é simples ver os 4P nesse caso e como eles são pensados para fazer o consumidor bocó comprar.
Preço: Entrada de 29,90 + 36x39,90 no financiamento bancário.
Praça: É a localização estrategicamente pensada para o ponto de venda. Ela é vendida exclusivamente por telefone e internet, então praça é o Brasil todo. Ela será entregue em casa, então qualquer lugar é praça.
Promoção: As vezes confundido no preço, promoção é toda a comunicação englobada a respeito do produto. Nesse caso, a propaganda de TV. Exaustiva, maçante, digna dos mais chatos e preguentos comerciais com aquele apresentador irritante.
Até aqui, tudo certo. O produto poderia ser um sucesso se dependesse “apenas” desses 3 Ps. Mas...
Produto: Primeiramente, nada descrito na propaganda é mentira. Mas o que o “marketing” faz, nesse caso, é esconder o que realmente essa porcaria de câmera é.
Sim, ela filma. O vídeo sai um lixo, mas filma.
Sim, tem 12 megapixels. Interpolados! Ou seja, ela tira fotos em tamanhos grandes, mas a qualidade da imagem é um lixo.
Sim, ela é mp3 e mp4. Com uma memória interna de 32 mb. Vai ter que comprar um cartão separado, pois não suporta nem 15 músicas e não sobra espaço pra suas fotos.
Sim, ela é um pendrive. Imagina carregar esse trambolho só pra transferir um arquivo.
Portanto, o problema da TekPix não é preço, pois por mais que seja cara em relação a outras muito melhores, ela oferece boas condições para o grande público comprar. Não é praça, pois seu público alvo tem computador em casa e pode comprar pela internet ou telefone. Definitivamente não é promoção. Todo mundo já se cansou de ver aquele apresentador irritante falando Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix... E por mais que seja irritante, a propaganda funciona, pois todos nós conhecemos de alguma forma a TekPix. Então, o motivo básico para você não ver essa aberração da tecnologia nas mãos de qualquer um é ela mesma. A câmera é ruim, e em um mundo com informações globalizadas, seus defeitos são espalhados e quem busca informações sobre a mesma, acaba esbarrando em opiniões como essa, desse blog.
Eu só queria saber de onde eles tiram a informação que é a filmadora mais vendida do Brasil...
O mais básico para se saber sobre marketing é que ele se divide em 4. O famoso mix de marketing, ou 4P’s. Me veio a cabeça o coral da minha sala: Preço, praça, produto e promoção. Sabe, no estilo de Another Brick in the Wall quando as crianças começam cantar: Preço, praça, produto e promoção. Hey, professor, ensine-nos vender!
Pra ilustrar isso, não vou usar um case (Case = caso. Acostume-se com esse estrangeirismo idiota) de sucesso, como vemos por aí. Vou usar algo que é realmente uma puta de uma enganação e que, ao meu ver, não engrena de forma alguma. Mas que ilustra os extremos dos Ps de Marketing.
Tente se lembrar desse comercial:
A poderosa Tekpix. Filma, tira fotos com absurdos 12 megapixels, mp3, mp4, pendrive, webcam, frita ovos, leva o cachorro pra passear...
Olha como é simples ver os 4P nesse caso e como eles são pensados para fazer o consumidor bocó comprar.
Preço: Entrada de 29,90 + 36x39,90 no financiamento bancário.
Praça: É a localização estrategicamente pensada para o ponto de venda. Ela é vendida exclusivamente por telefone e internet, então praça é o Brasil todo. Ela será entregue em casa, então qualquer lugar é praça.
Promoção: As vezes confundido no preço, promoção é toda a comunicação englobada a respeito do produto. Nesse caso, a propaganda de TV. Exaustiva, maçante, digna dos mais chatos e preguentos comerciais com aquele apresentador irritante.
Até aqui, tudo certo. O produto poderia ser um sucesso se dependesse “apenas” desses 3 Ps. Mas...
Produto: Primeiramente, nada descrito na propaganda é mentira. Mas o que o “marketing” faz, nesse caso, é esconder o que realmente essa porcaria de câmera é.
Sim, ela filma. O vídeo sai um lixo, mas filma.
Sim, tem 12 megapixels. Interpolados! Ou seja, ela tira fotos em tamanhos grandes, mas a qualidade da imagem é um lixo.
Sim, ela é mp3 e mp4. Com uma memória interna de 32 mb. Vai ter que comprar um cartão separado, pois não suporta nem 15 músicas e não sobra espaço pra suas fotos.
Sim, ela é um pendrive. Imagina carregar esse trambolho só pra transferir um arquivo.
Portanto, o problema da TekPix não é preço, pois por mais que seja cara em relação a outras muito melhores, ela oferece boas condições para o grande público comprar. Não é praça, pois seu público alvo tem computador em casa e pode comprar pela internet ou telefone. Definitivamente não é promoção. Todo mundo já se cansou de ver aquele apresentador irritante falando Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix... E por mais que seja irritante, a propaganda funciona, pois todos nós conhecemos de alguma forma a TekPix. Então, o motivo básico para você não ver essa aberração da tecnologia nas mãos de qualquer um é ela mesma. A câmera é ruim, e em um mundo com informações globalizadas, seus defeitos são espalhados e quem busca informações sobre a mesma, acaba esbarrando em opiniões como essa, desse blog.
Eu só queria saber de onde eles tiram a informação que é a filmadora mais vendida do Brasil...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vai diminuindo a cidade...
Quem tem antena parabólica em casa e assiste rede Globo com certa freqüência certamente já deve ter visto alguns vídeos fazendo propaganda sobre diversos estados do Brasil. Ceará, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo... Pode até dizer que seja puxação de sardinha pro meu estado, mas os comerciais de Minas Gerais são os que mais conseguem levar a essência do estado para o espectador. No total são 4 diferentes, Paula Fernandes com Seio de Minas, Cesar Menotti e Fabiano com Minas das Violas, Tianastácia com o rock n’ roll Eu Sou Mineiro e a mais fabulosa de todas:
Pato Fu - Simplicidade
É simples, a música fala por si.
Pato Fu - Simplicidade
É simples, a música fala por si.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
3º Mundo né?
É certo que tamanho não é documento. O Japão e países europeus quem o diga. Porém nossos vizinhos, com décimos do nosso tamanho, espremidos pela Cordilheira dos Andes e pelo Oceano Pacífico mostram mais uma vez que a organização e o preparo são cruciais para um desfecho de sucesso como o tão aclamado caso dos mineiros soterrados.
O Chile aprendeu com sua própria história que para seres humanos sobreviverem em seu território eles teriam de superar cada vez mais desafios e, inevitavelmente, catástrofes. Desde 1570 o país sofre com abalos sísmicos e tsunamis e centenas foram registrados ao longo da história. Desde 1960, ano da pior catástrofe de sua existência, o Chile adota medidas de poupança de fundos para o país não entrar em um colapso financeiro para cobrir o prejuízo causado pelos seus constantes abalos sísmicos.
Em fevereiro 2010, novamente um terremoto assola o Chile, 15% de seu PIB foi o preço a pagar pelo prejuízo. “Estados de catástrofe” anunciados pelo governo, milhares de famílias desabrigadas e 800 mortos. Meses depois, tudo resolvido. A vida volta ao normal, ou quase. Só para comparar, o terremoto no Chile foi 100 vezes maior que o ocorrido no Haiti, que matou 230 mil pessoas e até hoje o país não se reconstruiu.
E no mesmo ano, desde a descoberta dos mineiros sobreviventes a mais de 600 metros, o governo traçou um plano não só para o resgate, mas também do tratamento que tentará trazer de volta a vida quem passou 69 dias dentro de um buraco sem ver a luz do sol. Os mineiros terão até tratamento com psicólogos para saber como se portar diante tanta exposição na mídia.
Eles agiram rápido, conseguiram ajuda certa e imediata. O que o Chile deixa de lição, para nós que podemos ser considerados mais ricos economicamente, é que ser um país de terceiro mundo na América Latina não é motivo pra ser desorganizado ou burocrático.
O Chile aprendeu com sua própria história que para seres humanos sobreviverem em seu território eles teriam de superar cada vez mais desafios e, inevitavelmente, catástrofes. Desde 1570 o país sofre com abalos sísmicos e tsunamis e centenas foram registrados ao longo da história. Desde 1960, ano da pior catástrofe de sua existência, o Chile adota medidas de poupança de fundos para o país não entrar em um colapso financeiro para cobrir o prejuízo causado pelos seus constantes abalos sísmicos.
Em fevereiro 2010, novamente um terremoto assola o Chile, 15% de seu PIB foi o preço a pagar pelo prejuízo. “Estados de catástrofe” anunciados pelo governo, milhares de famílias desabrigadas e 800 mortos. Meses depois, tudo resolvido. A vida volta ao normal, ou quase. Só para comparar, o terremoto no Chile foi 100 vezes maior que o ocorrido no Haiti, que matou 230 mil pessoas e até hoje o país não se reconstruiu.
E no mesmo ano, desde a descoberta dos mineiros sobreviventes a mais de 600 metros, o governo traçou um plano não só para o resgate, mas também do tratamento que tentará trazer de volta a vida quem passou 69 dias dentro de um buraco sem ver a luz do sol. Os mineiros terão até tratamento com psicólogos para saber como se portar diante tanta exposição na mídia.
Eles agiram rápido, conseguiram ajuda certa e imediata. O que o Chile deixa de lição, para nós que podemos ser considerados mais ricos economicamente, é que ser um país de terceiro mundo na América Latina não é motivo pra ser desorganizado ou burocrático.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Site - nathaliafontoura.com.br
Todos os esforços, todas as buscas, todas as gambiarras e improvisos possíveis e inacreditáveis depositados no site da minha talentosíssima eterna "ex-chefa" e amiga.
http://nathaliafontoura.com.br/
Layout: Photoshop
Linguagem: PHP e MySQL
Estruturação: Tableless (CSS)
Área de administração com inclusão de fotos, depoimentos e cadastro de área de clientes.
Sim, ela merece.
http://nathaliafontoura.com.br/
Layout: Photoshop
Linguagem: PHP e MySQL
Estruturação: Tableless (CSS)
Área de administração com inclusão de fotos, depoimentos e cadastro de área de clientes.
Sim, ela merece.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
E as dúvidas eclodem.
Em 2007-2008 eu estudei Comunicação Social em uma faculdade particular. De 2009 pra cá estudo em uma estadual. Pra quem olha de fora, a diferença se dá apenas pelo fato de uma ser paga, a outra não. De uma ser fácil de entrar, a outra nem tanto. Não é bem assim. Faculdades particulares tem seu ensino voltado ao mercado de trabalho e as públicas visam alimentar seu próprio umbigo formando futuros professores ou pesquisadores. Não é via de regra, mas é excencialmente assim.
Como eu vivi os dois lados, eu ainda penso no que fazer. E pra piorar tudo, participei de um congresso de Comunicação Social (Intercom) onde são expostos artigos sobre trabalhos científicos de pesquisadores das áreas da comunicação. Gostei de alguns trabalhos, boiei completamente em outros. O que mais me interessou foram artigos sobre gestão de marcas, branding, algumas coisas sobre Semiótica... Mas por enquanto nada me tira do caminho da criação, redação ou arte. Só ainda não me toquei, academia ou mercado. Dúvidas...
Como eu vivi os dois lados, eu ainda penso no que fazer. E pra piorar tudo, participei de um congresso de Comunicação Social (Intercom) onde são expostos artigos sobre trabalhos científicos de pesquisadores das áreas da comunicação. Gostei de alguns trabalhos, boiei completamente em outros. O que mais me interessou foram artigos sobre gestão de marcas, branding, algumas coisas sobre Semiótica... Mas por enquanto nada me tira do caminho da criação, redação ou arte. Só ainda não me toquei, academia ou mercado. Dúvidas...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Meu nome é...
Saudações, meu nome é Universo. Primeiramente gostaria de salientar que não sou aquilo que o homem jamais conseguirá desbravar com seus brinquedinhos caros e que custam alcançar a lua de seu planeta. Nada de buracos negros, poeira cósmica ou asteróides. Sou bem maior, mais misterioso e indecifrável. Eu giro em torno do umbigo do meu dono. Ele é meu centro e todas as vidas que o circuvizinham fazem parte do todo que me molda. O que me torna imensurável é o fato de que cada vida que o rodeia é um universo distinto e, assim sendo, meu dono observa cada elemento dos universos que se comunica, os absorve um por um, e o resultado dessa equação de grau infinito é uma personalidade repleta de inconstâncias.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Cartaz Festa do Peão de Planura
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