quarta-feira, 31 de março de 2010

Violência gratuita: Sertanejo Universitário.

Não, eu não nasci no país errado, ou na época errada (no planeta errado eu posso até pensar). Eu só nado contra a correnteza musical da nossa pobre cultura. Ou melhor, da nossa cultura pobre. (E que fique bem claro o tipo de cultura que eu estou falando).

É tão fácil criticar a cena atual da musica brasileira em evidência, que eu nunca me interessei em fazer isso. É como bater em um bêbado cego e paraplégico. Isso que temos como música é tão frágil quando este citado. Música frágil feita por artistas frágeis, estas que são tão admiradas por pessoas com discernimento frágil.

Não se pergunte o porquê de envolver quem dá audiência a esses artistas, os fãs dessa verdadeira poluição sonora são peças cruciais para o funcionamento do nada complexo nicho musical brasileiro. Resumindo, artista não vive sem fãs. E fãs de sertanejo pouco importam com o que ouvem. Não quero que ninguém seja um expert em música, mas entender um pouco do assunto diminuiria bastante o estrondo disso: O sertanejo universitário.

A evidência do momento no país é o que é chamado aos quatro ventos de “Sertanejo Universitário”. A fórmula é antiga e simples. Fale com alguém sobre amor, traições, abandonos, choradeira em segunda pessoa. Ou faça pior. Às vezes, intercale segunda e terceira pessoa em uma mesma estrofe, como faz o Luan Santana:
Você é exatamente o quê eu sempre quis;
Ela se encaixa perfeitamente em mim;

Lendo assim, dá pra imaginar que ao mesmo tempo em que fala com sua namorada, ele vira pro lado e fala para alguém sobre ela. É no mínimo criativo, se levarmos em conta que “terceira” ou “quinta” pessoa não é lá uma coisa que ele entenda muito.

Outra coisa que o senhor sertanejo universitário insiste é trazer de volta o mesmo estilo, mas dos anos 90 com uma roupagem mais moderna, com violas e sanfonas no lugar dos solos de guitarra depreciáveis da época. E sim, guitarra no sertanejo é antigo (Edson e Udson estão fora dessa) e viola é moderno.

Criticar de Luan Santana e companhia limitada é mais fácil e sem graça que bater em bêbado, cego, paraplégico e dormindo. Fácil porque os argumentos pra fazê-lo eclodem mais que espinha na cara de adolescente, e sem graça porque não existe algo contundente para contrariar. O máximo que um fã pode fazer é falar “gosto é gosto”, ou partir para o ataque do rock: “aquele bando de doido cabeludo que canta [barulhos estranhos] em inglês pra ninguém entender”. Após ouvir isso, e rir, resta me perguntar se é a música imbecil atual brasileira que transforma a população em vegetais estereotipados, ou pessoas que nascem assim são mais propensas a gostar desse tipo de música. Na minha opinião, é uma pergunta de duas alternativas qual não há erros.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Novas empresas no Brasil: As dificuldades de mercado e a burocracia.

A ENG-MINAS, empresa de Frutal em funcinamento a 1 ano e 4 meses, é exemplo de do quão é complicado iniciar qualquer tipo de empreendimento no Brasil. V.C.R, relatou que a dificuldade de início é por no papel todo investimento a ser feito.
“A dificuldade é o seguinte, a gente tem que pensar o que vai ter que gastar pra por no papel qual vai ser sua determinação. Se você determinar um preço, 40 ou 50 mil. Você pode jogar 40 ou 50 por cento a mais.” – Relatou.

Pra piorar, além do alto investimento, um imenso e duradouro processo para abertura de firma deve ser travado pra que, enfim, o empreendimento possa entrar em funcionamento legal.
Confira o passo-a-passo para abertura de empresas no Brasil:

1) Fazer uma consulta do CPF do empresário junto a Receita Federal, para verificar se consta algum tipo de pendência com o Governo Federal (empresas não canceladas, IRPF e outros impostos atrasados). Caso haja algum problema, o empreendedor deve primeiro regularizar a situação para depois abrir a empresa. Caso contrário, a Receita não emite o cartão do CNPJ da nova firma.

2) Realizar uma pesquisa de nomes na Junta Comercial de seu estado, pois nossa legislação não permite que duas empresas tenham nomes iguais. Essa pesquisa, para ser bem fundamentada, deve ser extensiva ao INPI, setor de proteção ao registro de marcas e patentes.

3) Verificar se os documentos da sede da nova empresa estão em ordem.

4) Contratar um contador especializado em legislação de empresas.

5) O último passo é a formalização do empreendimento, com os seguintes procedimentos:
a) Registrar o contrato social na Junta Comercial do seu estado.
b) Obter o CNPJ junto à secretaria da Fazenda da receita Federal.
c) Conseguir a inscrição junto à Secretaria da Fazenda de seu respectivo estado (isso apenas em se tratando de empresa mercantil).
d) Obter a inscrição do cadastro do contribuinte municipal junto a prefeitura do município sede da empresa.
e) Se a empresa for do setor alimentício, providenciar sua inscrição no setor de vigilância sanitária.
f) Se a empresa tiver um ramo de atividade de indústria ou a ela equiparada, verificar se há necessidade de inscrição junto a Cetesb.
g) Empresas de profissão regulamentada, tais como sociedades de médicos, dentistas, contadores, advogados, psicólogos, administradores, terão que obter o visto prévio de seus respectivos órgãos de classe, isto é, os conselhos regionais.
h) Providenciar junto a uma gráfica a confecção de talões de notas fiscais, de serviço ou de venda mercantil, para registrar as receitas da empresa.

Segundo um estudo feito pelo Banco Mundial, o Brasil é o sexto país mais em termos de complexidade para se abrir uma empresa em todo mundo. Essas 14 ou mais etapas são não são mais burocráticas que países como Haiti, Moçambique, Laos ou Indonésia.
Para se ter uma boa noção, enquanto no Brasil, a abertura de empresa tem como média 152 dias, na Austrália tudo pode ser feito via internet e se gasta incríveis 24 horas.

E Após enfrentar o árduo processo legal de abertura, V.S.R. relata que o início das atividades comerciais é muito complicado. O investimento em propagandas comerciais locais é necessário para que possa posicionar sua marca no mercado local.
Ressalta também que o lucro do investimento será de fato visto anos após a abertura da empresa.

O mesmo estudo feito pelo Banco Mundial, em 2004, revela que iniciar uma empresa no Brasil e dar continuidade é inóspito, mesmo comparado a países mais pobres e atrasados. O estudo Fazendo Negócios 2004 mostra que a atividade empresarial no país enfrenta uma combinação de fatores institucionais adversos quase sem paralelo no mundo: Justiça lenta, leis trabalhistas retrógradas, burocracia dantesca e desestimuladora para abrir uma empresa e até para conseguir fechá-la. "Em seu conjunto, o número de regras e complicações no Brasil supera o da maioria dos países da pesquisa", disse a Simeon Djankov, coordenador do estudo do Banco Mundial.

O mercado brasileiro, por si próprio, é complicado. A saturação de empreendimentos e a crise financeira já são dois obstáculos que os novos empresários devem milagrosamente superar. Já não bastasse isso, ele deve combater, também, o processo burocrático que toda empresa teme e luta, mas nem sempre vence.

Tudo isso dá uma boa noção de como a burocracia toma conta dos processos que envolvem a relação entre os empreendedores e o governo. É lamentável ver tantas pessoas batalhando para colocar sua marca no mercado e ver o sistema burocrático de seu país fazendo de tudo para dificultar seu progresso.

Resta a nós, nos perguntarmos o que o governo ganha com toda essa burocracia. Imaginar que, quanto mais rápido uma empresa pode ser considerada legalmente aberta, mais rápido ela pagará impostos ao governo, pode até parecer ingênuo, mas também pode ser considerado bastante inteligente. Porém, nesses e outros inúmeros casos, a inteligência é algo bastante difícil de ser alcançado ao longo de nossa realidade jurídica.


Matéria escrita para Redação Jornalística III
Por pouco eu não me perco nesse labirinto de gravatas chamado Jornalismo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Deixe Platão em paz.

Pobre Platão, é obrigado a ouvir seu nome toda vez que alguém não vê seu amor correspondido. “Meu amor platônico. Blá blá blá”.
Choradeira e pieguice de lado, o que nem todos sabem é que “Amor Platônico” não é simplesmente um “amor impossível”. Deixe o filósofo grego de lado quando levar seu quinto (sexto, sétimo...) fora seguido daquela garota que conheceu no carnaval.

Pra piorar, não foi Platão quem inventou esse termo. Ele é baseado no Amor Ideal, em que o próprio filósofo concebe o amor como algo puro e desprovido de interesses carnais e/ou sexuais. Tendo como objeto de visão apenas as virtudes das pessoas.
Ao contrário de seu mestre Sócrates, Platão era um filósofo idealista. Pra ele o que importava era o que as pessoas idealizavam e que o mundo material era imperfeito. Sendo assim, o Amor Platônico são todas e quaisquer relações afetuosas que não se encontram no campo material. Um amor perfeito que essencialmente está no ideal do indivíduo e que não existe no mundo social.

Assim, unindo o amor perfeito e o ideal de Platão, filósofos e pensadores neo-platonistas criaram o Amor Platônico. Tão distorcido ao longo dos tempos por aqueles que andam pensando com o coração e pouco se importando em saber o que falam ou pensam.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Negativo e Negativo (3)

- Deve ser a terceira ou quarta vez que eu digo que é muito estranho fazer isso.
- O que? Você mesmo te entrevistar?
- Adivinha!
- Não sei porque estranhas tanto, é como se veres do espelho e admirares suas costeletas.
- Estranhas, veres. Por que diabos está falando assim? E eu odeio costeletas.
- Acho que é porque tive aula com uma professora portuguesa ontem.
- Isso faz de você uma pessoa volúvel?
- Sim.
- Sim?
- Sim.
- E você acha que é natural ser volúvel.
- Tão natural quanto um bebê chorar quando sente fome.
- E você se sente feliz por isso?
- Eu deveria me sentir feliz com cada característica natural do ser humano?
- Bem...
- Achas que tens o controle de tudo?
- É que...
- Te enganas alterego entrevistador. Tu não tens controle total de nada nesse mundo, escolha algo a chegar ao máximo do domínio total te tornarás o melhor. De resto relaxe, não lute contra sua natureza.
- Tudo bem, só pare com essa espécie de sotaque luso-brasileiro.
- Não é sotaque, o português brasileiro também deriva os verbos assim.
- Não é da escrita que estou falando, é do seu pensamento. Você está pensando com sotaque português e escrevendo.
- Ok, estou a parar por aqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tudo é tão... tão...

...simples, e belo.
Seja adepto a essa idéia também.
Já reparou no céu da sua cidade? Já prestou atenção num caminho de formigas levando pedaços de folha? Já encheu os olhos ao ver o por do sol?
Talvez, quando um dia você tiver tudo que sempre quis e mesmo assim sentir que falta algo, preste atenção nas coisas simples. Quem sabe é isso que falta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fotos históricas (3)



Tucunaré's Hotel. 2006 (eu sei pelo tamanho do meu cabelo)

- Aí cara, curte Dream Theater? - Baterista do Cesar e Paulinho
- Opa!
- Como que chama o baterista da banda?
[0,0008 segundos depois]
- Mike Portnoy.
- Orra, o cara pensou que você não sabia o nome do baterista? - Betinho
- Pois é, vai ver ele pensou que eu tô com essa camiseta porque eu acho bonita só.

Hoje é praticamente impossível reunir essas figuras na mesma foto. WTC está casado (ou quase) com o amor de sua vida, Verme encontrou seu caminho espiritual e prega a palavra de Deus por aí, Betinho mora em Barretos e vem pra Planura as vezes, Osama está perdido pelo mundo, Dion ta na mesma, só uns quilos a mais, César e Paulinho devem estar fazendo algum show por aí.

terça-feira, 9 de março de 2010

Don't be scared...

Se eu pudesse fazer uma lista das principais pessoas que atravessaram meu caminho e mudaram o rumo da minha vida, sem sombra de dúvidas ela estaria lá. Em negrito, itálico e em Comic Sans.
Não, isso não é um Arquivo Confidencial ou qualquer outro quadro de programa de domingo. Não vou falar da mamãe Nathália, ou da fotógrafa Nathália Fontoura. Não vou elevar todas suas qualidades, lamentar seus defeitos. Vou só lembrar que ela existe e me fazer feliz por isso. Alguém que apostou em mim e que, se eu sou algo hoje, devo diretamente a ela.

Se alguém duvida do que essa menininha tímida, comilona, chorona e amante de animais é capaz de fazer:

http://nathaliafontoura.carbonmade.com/

quinta-feira, 4 de março de 2010

Gravatas, nheca.

Pelo menos na web, o Google parece ter lançado moda. E como primeira regra de uma moda bem sucedida, ela foi largamente usada.
Leia essas duas mensagens de erros de servidor (ou qualquer coisa que faça uma página não ser carregada) e pense qual das duas se adaptaria melhor a uma rede social.

1 - Falha do servidor. Por favor, recarregue a página ou tente novamente mais tarde.
2 - Que feio servidor! Você não deveria ter feito isso.

Obviamente a mensagem numero 2 não poderia ser usada no site da Receita Federal ou da OAB, mas é fantástico ver que o mundo está a caminho de se tornar menos chato, menos sério e parece afrouxar um pouco a gravata.
Não só na web, mas valores cotidianos tradicionais vão pouco a pouco se adaptando a realidade. Valores de grandes proporções, como a idéia que se tem sobre casamento, ou pequenos detalhes como o modelo de um convite de casamento.
A tradição se esvai e a gravata some ao passo que "tradicional" cada vez mais se torna sinônimo de "chato", enquanto esse que cada vez se torna mais "desnecessário".

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Liberdade

É o olhar pra baixo sem medo de se esbarrar.
É olhar pra cima sem medo de tropeçar.
É andar, pensar sobre a liberdade,
chegar em casa e apenas digitar.



Não, não é o início da Semana de Arte Moderna de 2010. Foi só algo que pensei no caminho do trabalho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Como, quando e onde.

Não se sabe com antecedência quando, onde ou como. A volta de todo mundo existem milhões de “onde” com variáveis trabalhando incessantemente a fim de adiantar o “quando”. Tornando, assim, impossível profetizar o “como”.
Que vamos morrer, é a única idéia certa que temos. Alguns tão cedo a ponto de não conseguir realizar o que almejam. Os sonhos são interrompidos, vidas se desmoronam ao seu perímetro e tudo se vai. Em contrapartida, outros demoram tempo o bastante pra fazer tudo de ruim ao mundo o qual está de passagem.
Quem não aproveita a vida não tem o direito de morrer. Aproveitar a vida é viver e quem não vive não morre, simplesmente desaparece e não deixa rastros.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fotos históricas (2)



Trevo de Planura. 2005

-Vai lá, eu ajudo vocês dois a subir.
-Subimos, agora sobe aí Cabeça
-Não to dando conta.
-Então tira a foto só.

Hoje ninguém sobe em lugar nenhum mais. Maicon ainda mora em Planura, tem uma Twister amarela e está quase se casando com uma top model. Deny Cabeção mora em Londres e fala um português muito estranho agora.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Fotos históricas (1)



Festa do Peão de Pirajuba (2006)

-Calil, essa vodka tá muito forte.
-Tá mesmo, vamo misturar com alguma coisa.
-Com o que?
-Com Martini!
Resultado: Acho que fiquei bêbado assim poucas vezes na vida.

Hoje Alex Calil não bebe nem Ice. Ele encontrou seu caminho espiritual e prega a palavra de Deus pelo mundo, ou coisa parecida.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O inferno é você.

Desculpe a todos. Desculpe Tico Santa Cruz (Detonautas Roque Clube). Não queria ser chato, mas isso me irrita sempre e eu tenho que falar.
Nunca vi ninguém usar a expressão “O inferno são os outros” em um contexto correto. Se eu me irrito, penso no pobre filósofo Jean-Paul Sartre, teorizou uma magnífica idéia e todos a usam totalmente ao contrário.
“O inferno são os outros” não significa que todo mundo atrapalha seu namoro e sua felicidadezinha, é algo bem mais complexo.
Segundo Sartre, o ser humano não é capaz de conhecer sua essência sozinho. Através dos olhos dos outros é que ele conhecerá essa essência e se localizará no mundo. Por mais que os projetos das pessoas se sobrepõem, a convivência e a visão do outro de você mesmo é fundamental para você se completar. Por isso “o inferno” são os outros”, apesar de eles parecerem atrapalhar, eles são cruciais pra você mesmo.
O inferno, na verdade, é a tentativa de se mostrar mais inteligente com uma frase filosófica sem nem saber o que ela significa de verdade.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quem veio primeiro? Deus ou o homem?

O homem das cavernas tinha como deuses tudo aquilo que julgava ser mais poderoso que ele próprio e que um dia sonhavam derrotar. Isso é retratado nas suas pinturas em cavernas. Desenhos de figuras humanas lutando contra mamutes, tigres e outros animais. Sim, esses eram seus deuses e esse foi o início da criação de Deus pelo homem.

Com um intuito ligeiramente mais evoluído que os seres humanos da idade das pedras, os gregos criavam mitos e deuses pra explicar o que não entendiam. Levando em consideração que a Grécia foi o berço da filosofia e astronomia, não entender e não poder explicar aquilo que viam na natureza devia ser intrigante.

A religião no Antigo Egito era ainda mais intensa, a final o regime de governo teocrático já dá noção de como ela era influente em suas vidas. O faraó era o deus vivo na terra e todos deveriam adorá-lo.

Por fim, o cristianismo. Em um misto de gana pelo poder e querer explicar o inexplicável, constrói-se o maior império de toda humanidade com um único e imortal rei. Império tão poderoso que foi capaz de tentar combater as religiões pagãs do mundo. O ostracismo intelectual/cultural da Idade Média, a Santa Inquisição e a Contra Reforma são exemplos de poder da criatividade humana. Como? Um livro, o maior Best-seller de todos os tempos. A bíblia.

O homem não é uma máquina. Não existe uma programação, na nossa concepção, que determina o que seremos e faremos ao longo da existência. Nem todos, mas os mais notáveis o mínimo possível, são dotados de criatividade que muitas vezes está a frente do seu tempo. Isso já comprovado nos primórdios, com pinturas rupestres, passando pela era clássica com os gregos, a antiguidade com os egípcios e até hoje. Todos eles. Sua arte, sua história, sua vida era voltada a ela, e principalmente eles. Religião e seus deuses. Por enaltecer tanto a mente humana, defendo ferrenhamente que toda e qualquer divindade seja fruto de sua criatividade. Cada civilização com seus propósitos diferentes. Pra mim não é difícil acreditar que algo nos criou. É impossível.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Negativo e Negativo (2)

- Ok, vamos continuar...
- Onde você foi?
- O entrevistador aqui sou eu, ok?
- Agora vai vir com o papinho “a vida é minha eu faço o que quero”.
- Bom, na verdade eu não ia falar. Mas já que insiste, é isso mesmo.
- Ia sim, e você sabe que eu sei. Prossiga.
- Qual seu maior medo?
- Não conseguir seguir a carreira de publicitário.
- Por que?
- Eu não duvido do que eu possa ser capaz. Mas na vida a gente depende muito da sorte ou outros fatores. As vezes você ser bom no que faz não é o bastante. Pode faltar um empurrão de uma pessoa certa, que as vezes não cruza seu caminho. Milhares de coisas.
- E você faz alguma coisa pra superar esse medo?
- Claro!
- O que?
- Nada, eu vivo minha vida. Preocupação faz nascer cabelos brancos.
- Isso é fugir do medo, não enfrentá-lo.
- Esse é um tipo de medo que não se enfrenta. Apenas se convive até superá-lo naturalmente. Minha parte eu vou fazer, buscar ser bom no que faço e correr atrás, mas sem procurar nada no escuro.
- Não ficou bom isso. Esperava algo mais heróico sobre superação...
- Entendo. Posso falar de um medo mais objetivo. Meu medo de altura.
- Boa! E o que você faz pra superar esse medo?
- Não subo em lugares altos.

"A sua rádio do seu jeito"


"A sua rádio do seu jeito". Se você passar o dia todo ouvindo essa rádio e ter um pouco de senso crítico, você irá pensar que a Band está te chamando de idiota com esse slogan.
Não, não sou um roqueiro revoltado com o mainstream músical. Não tenho um pingo de vontade ou esperança que as rádios tenham em sua programação o "meu" estilo de música, o negócio aqui é o quanto a Band FM é irritantemente repetitiva.
Para ouvir toda as músicas da rádio durante o dia, basta ouvir por 3 horas. Esse é o tempo em que todas as músicas são tocadas, e vai se repetindo, repetindo. Não é exagero, são as mesmas músicas todos os dias exaustivamente.
Pra piorar, não há uma variedade de estilos (como toda rádio que se preze), o que há aqui é uma intercalação entre sertanejo, pagode e música de novela o dia todo.
Rádio do meu jeito? Desculpe, Band. Mas de repetitivo e tedioso eu não tenho nada. Fale por si própria.
Antes que se perguntem porque diabos eu ouço isso. O rádio fica ligado o dia todo onde eu trabalho e eu sou minoria pra poder falar alguma coisa. Portanto...


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Minhas musas.

Muita gente me pergunta quem são essas mulheres que eu coloco no topo do blog, ou o porquê delas. Na verdade não faço idéia de quem são, só sei que são perfeitas e todas são tiradas do Deviantart.
O método de escolha é um só. Simples e único: O olhar. Seja tristeza, sensualidade, alegria, o olhar deve transmitir alguma emoção (pelo menos pra mim).
Só isso, nada muito filosófico.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tempo x Responsabilidade

O legal de ficar velho, pra alguns, é a liberdade conquistada pela idade. Mas isso é ilusão. Liberdade se ganha com confiança, essa que se obtém com mostras de responsabilidade, não com o avanço de idade.
Na verdade, eu nunca entendi o porquê de tanta confiança em mim. Porém não acredito que tivesse sido um tiro no escuro por parte da minha família. Creio que eles me conhecessem melhor que eu mesmo. Com 13 anos eu já saia e voltava a hora que eu bem entendia. E olha que eu nunca fui uma criança das mais santinhas.
Escola? Se não fosse uma senhora chamada "repetência" no primeiro ano do ensino médio, eu duvido que estaria cursando uma faculdade pública hoje. Eu repetir de ano me fez abrir os olhos pra vida. Isso aos 15 anos de idade.
Com minha liberdade, eu poderia ser um viciado em drogas, um traficante, um ladrão ou qualquer outra coisa. Será que eu teria a mesma oportunidade de abrir os olhos pra vida, como na escola, se eu tivesse me envolvido com isso? Não. E de alguma forma, eu sabia. Afinal, a confiança em mim não caiu do céu.

23 de janeiro. Pouco menos de 5 horas pra completar 23 anos de vida. Eu vivo brincando, dizendo que não posso mais comemorar aniversário, apenas lamentar. Óbvio que é exagero da minha parte, mas acho que cheguei na maldita idade de não achar a coisa mais divertida do mundo fazer aniversário.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Negativo e Negativo

- Nome?
- Rafael
- Idade?
- Depende, posso ter 50, posso ter 20, posso ter 10.
- Sua idade, quantos anos você tem?
- Eu já respondi.
- Ah, claro. Como não pensei antes, são suas idades mentais.
- Não só mentais, mas podem ser culturais, sociais...
- Entendo. 50 anos pode estar relacionado a músicas e filmes ditos como antigos, certo?
- Certíssimo.
- Sociais, vejamos, você se relaciona com pessoas de várias idades sem problema algum.
- Você parece me conhecer muito bem.
- Obviamente. Eu sou você mesmo te entrevistando.
- Detalhe. Isso não vem ao caso.
- Você trabalha? O que você faz da...
- Não podemos pular essas partes técnicas? Isso não interessa a ninguém.
-Ora ora. E o que faz você pensar que algo que diz interessa alguém? Independente se for “parte técnica” ou filosófica?
- Você quem deveria saber. Essa entrevista foi idéia sua.
-Bom, na verdade eu achei interessante perguntar o que você achou do seu blog aumentar em 20 vezes o número de acessos depois do artigo sobre as comparações entre Kubrick e Pink Floyd?
- Como assim “achar”? Não procuro nada, portanto não acho idem.
- Nem ficou feliz?
- Claro que fiquei. Não viu o outdoor na Av. Paulista que eu mandei colocar em homenagem ao artigo?
- Se eu não fosse você eu o faria engolir seu sarcasmo num gole só. E tem mais, em São Paulo foi proibido qualquer tipo de mídia externa.
- Ah, me pegou. Confesso, não mandei colocar outdoor algum.
- Então, o que você...
- Na verdade, isso tudo aqui é um erro. Que idiotice. Eu mesmo me entrevistando. Tudo que perguntar SOBRE MIM, automaticamente saberá a resposta.
- É aí que você se engana.
- Ah é? Me chamou de débil mental agora. Se você não sabe a resposta, é sinal que eu não sei. Isso não tem lógica.
- Veja: Você pensa em se casar? Quer ter filhos? O que vai fazer depois que se formar? Redação ou Arte? Led Zeppelin ou Pink Floyd?...
-Chega.
- Você não sabe responder.
- Não mesmo. Está orgulhoso agora?
- Na verdade, não sei responder.