quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Marcos, o orgulho alvi-verde.

marcos31.jpg (371×247)

Minha memória a longo prazo é ótima. Me entendo por Palmeirense desde 1996, ano em que aquela máquina de fazer gols trucidava adversários com goleadas constantes. Me lembro de um 8x0, alguns 6x0 e vários 4x0 e levamos um Paulista. Em 97 chegamos na final do Brasileiro e perdemos, minha primeira grande decepção. Em 98 ganhamos a Copa do Brasil e, a partir daí, eu era mais torcedor, mais fanático, surgiu de verdade uma paixão e, mais do que isso tudo, surgiu um ídolo.
Vários gols me vêem à cabeça quando tento recordar da minha história de torcedor, porém o que me enche os olhos de lágrimas e o peito de orgulho são os gritos do nome daquele santo que guardou nosso gol.
No dia 4 de janeiro de 2012, Marcos oficializa sua aposentadoria. O futebol se torna agora menos carismático, menos autêntico e o amor pela camisa fica cada vez mais raro.

Obrigado por tudo Marcão. Poucos podem bater no peito e se orgulhar de ter um ídolo por mais de 20 anos no time. Eu posso.

sábado, 29 de outubro de 2011

Lulu - As aventuras de Lou Reed e Metallica


O Metallica disse aos quatro ventos que Lulu não é seu novo disco, mas apenas uma espécie de aventura com o lendário vocalista Lou Reed. Desde 2009, em que a banda e o vocalista se encontraram na comemoração dos 25 anos do Rock and Roll Hall of Fame, manifestaram o desejo de realizar um trabalho conjunto. Reed já havia composto algumas músicas baseadas na peça teatral Lulu de Frank Wedekind e as “entregou” ao Metallica. O resultado, vejamos...

Lulu em uma primeira audição é estranho, na segunda continua estranho e na terceira você tem a certeza de que é veementemente estranho. Isso é ruim? Sim. Não. Talvez. A capacidade de assimilação dessa obra sem precedentes varia de acordo como o ouvinte digere experimentalismos exacerbados e, principalmente, o modo como Lou Reed canta.
A sonoridade é, em partes, o que o Metallica tem de melhor. As guitarras soam magnificamente se analisarmos os riffs. São riffs fortes, diretos e com uma pegada que poucas bandas, ou quase nenhuma, são capazes de criar. A bateria marcante e esporádicos vocais de James nos dão noção de que realmente é o gigante do heavy metal por trás daquela magnífica barulheira. O que foge é a repetição desses mesmos riffs ao longo da música, o que não se nota em seus trabalhos propriamente ditos. O que, pra mim não é problema algum.
O vocal, ah o vocal...

Os não familiarizados com Lou Reed devem se perguntar porque diabos esse cara conversa tanto e não canta. Quanto a isso, realmente não posso responder. Seria o mesmo que me perguntar porque Axl Rose rebola tanto ou a Madonna pensa que o microfone é um falo. Claro, levemos em consideração também que Lulu é baseada em uma obra de teatro e o que Reed faz é cantar como se tivesse recitando ou atuando em um. Como fã de Valvet Underground, levemente acostumado com isso, pra mim foi um prato cheio. Ponto pra Reed também na composição das letras, verdadeiras obras de arte.

Não posso ser considerado um fã ferrenho tr00 from hell de Metallica, mas sou um grande apreciador de heavy metal. Fã do tipo que toma uma cerveja, ouve uma guitarra distorcendo um belo riff, olha pra cima e fecha os olhos a ponto de sentir a vibração daquilo que entra pelos ouvidos. Porém, mais do que metaleiro, sou um apreciador do que o ser humano é capaz de produzir. A inspiração, a arte e o desejo de mudar o curso das coisas, de mudar e mudar. Artista que vive estagnado é apenas cover de si mesmo. O Metallica tem a característica que admiro muito em qualquer artista: A gana de experimentar sem medo, novos e tortuosos caminhos. Erram feio, como em St. Anger, acertam genialmente como Black Album e, em Lulu, a banda fez mais do que caminhar pela estrada do peculiar, ele criou uma nova estrada e, provavelmente escondeu o mapa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Duplique essa idéia



Direto e reto. Para onde vai o dinheiro que deveria duplicar a maldita estrada que liga a cidade de Colômbia à Barretos/SP?
Vamos fazer de conta que no Brasil existem coisas que são difíceis de explicar. Fingir que não sabemos como ou o que acontece, de onde vem e pra onde vai.
Como o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do planeta e nenhum serviço público funciona dignamente?
Como o Brasil arrecada 1 trilhão de reais em impostos e insiste em criar mais um?
Isso são perguntas corriqueiras e que, por mais revoltante que seja, nada se vê fazendo pra mudar. De onde vem todo o dinheiro é impossível não saber. Se sabe porque dói a carteira. Dói o olerite. Cada mordida da gula da máquina do estado não só dói fisicamente, mas a alma impotente de um povo. Mas e para onde vai?
É triste depender da falta de vontade de gente mesquinha. Só não menos triste que perder amigos e familiares em uma estrada que já provou e prova todo dia que mata mesmo quem dirige certo. Andar de Colômbia/Barretos é como entrar em uma guerra. É sobreviver por sorte.
Não sei quem é o responsável pela duplicação da rodovia, mas garanto que se alguém de sua família vier a falecer por acidente lá, as coisas fluirão bem mais rápidas.

Duplique essa idéia

http://www.facebook.com/duplique

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Argumentos, curiosidade e afins.

Eu posso ser a favor, posso ser contra. Mas o que mais empolga é querer ter opinião acerca de qualquer coisa no mundo. Não uma opinião formada sem conhecer de fato a ponto de pré-conceituar, mas opinião concreta e cravada em fundamentos. Opiniões com argumentos sólidos, como odiar a nova Montana por achar que, sei lá, ela parece um sapo ou gostar de alguém porque tem o cabelo vermelho despenteado. Isso são opiniões graciosamente minhas.

É rotina pra mim, querer saber de tudo um pouco ou pelo menos uma fatia microscópica de um assunto profundo como uma lasanha. Mesmo antes de saber que isso é essencial para um publicitário sempre me pego lendo sobre carros, física quântica, games, televisão, marketing de guerrilha. Hoje, por exemplo, me veio uma dúvida: prisão de ventre era algo que ocorre só em mulheres ou também em homens? (já que “ventre” para homem fica meio, sei lá, esquisito). Descobri que ocorre mais em mulheres devido aos hormônios e bla bla blá, mas ocorre sim em homens. Tive minha resposta, posso dormir feliz.

Tenho em mente que curiosidade não pode ser alimentada, mas sim sacrificada no ato. Caso queira saber sobre algo, procure, pesquise, pergunte, desmonte, quebre, abra, coma, cheire, vá... A curiosidade traz respostas, das respostas surgem argumentos, dos argumentos se constrói uma personalidade propriamente dita, não algo volúvel que caminha a favor do vento.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eles merecem o mundo.

Ok, todo mundo sabe, todo mundo já viu. Mas não custa enfatizar que a homenagem do Google ao aniversário de Freddie Mercury foi uma coisa espetacular. Arrepia qualquer fã ou quem simplesmente aprecia um talento genial.



Por essas e outras que a gente entende porque o Google está no topo do mundo da internet. Parabéns.

domingo, 4 de setembro de 2011

Década de 90 nada, 2011 com muito orgulho.


Havia rumores, especulações e muito comentário sobre que rumos o Dream Theater tomaria após a saída do não só gênio da bateria, mas o líder da banda, Mike Portnoy. Continuariam com a sonoridade dos não tão bem aceitos 2 últimos álbuns ou se voltariam à sua gloriosa década de 90, em que foram lançados os clássicos Images and Words e Scenes From a Memory?

A Road Crew, revista especializada em rock/metal, não se sabe porque, acreditou que a banda estaria de volta à década de 90. Eu, não muito otimista, fiquei na minha e após ouvir o novo álbum A Dramatic Turn of Events posso dizer: Não voltaram. Ainda bem!
Não se sabe ao certo se as amarras criativas de Systematic Chaos e Black Clouds & Silver Linings eram impostas por Mike Portnoy, mas o próprio viu que suas composições já não seguiam o mesmo nível de álbuns anteriores, chegando a sugerir aos membros da banda um hiato para, quem sabe, botar a cabeça no lugar e voltar ao ser o que era antes. O resto da história todos sabem. Os outros membros não aceitaram, Portnoy saiu da banda, quis voltar, não foi aceito e a vida continua. E como continua.

Confesso não estar muito animado com o que viria, mas estava muito curioso. E que grata surpresa ao ouvir A Dramatic Turn of Events faixa a faixa. Jordan Rudess e John Petrucci travando duelos de teclado (as vezes exagerados, como sempre), John Myung compondo novamente e o vocal de James Labrie com um timbre excelente.
O que mais me chamou a atenção e,de certa forma, me emocionou foi como o A Dramatic Turn of Eventis começa e termina. On The Backs Of Angels abre dignamente o álbum com uma introdução que poucas vezes vi com o Dream Theater e finaliza com Breaking All Illusions (de composição de John Myung) e a magnífica Beneath The Surface. Essa última tendo como único defeito ter apenas 6 minutos. O ponto fraco do disco fica pra, variar, a mais comercial delas. Build Me Up, Break Me Down é descartável e não merecia estar ali.

Quando não se espera muito de algo, qualquer coisa já seria suficiente. Mas não, A Dramatic Turn of Events não é qualquer coisa. É um álbum de muito respeito. Não comparo com os grandes clássicos da banda pois cada caso é um caso, mas que o Dream Theater voltou ao topo do metal progressivo, voltou.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Viram?

Viram a semana final da novela das 9? Quem diria! Um assassinato em circunstâncias misteriosas que faz a população se perguntar quem é o autor do crime. Por mais que pareça, não é um déjà vu. É só uma novela usando uma de suas 3 ou 4 formas de fazer clichê. Fazer o que? É o que o povo gosta e dá certo. Pelo menos a das 6 é extremamente bem feita...

Viram que o filho do Neymar nasceu? Nasceu carimbando a aposentadoria milionária da mãe.

Viram aquele programa do Danilo Gentili? Confesso que vejo sempre, mas não vejo graça alguma. Uma mistura de Jô Soares, David Letterman e Patati Patatá.

Viram que o Deep Purple vai voltar ao Brasil? Eles gostam tanto do Brasil, acho que eles deveriam montar uma filial aqui. Uma espécie de Purple de segunda categoria com o David Coverdale, Jon Lord Glenn Hughes e Ritchie Blackmore. (Pros xiitas de plantão, o Mark III é minha formação favorita).

Viram que o Rafael não tem nada pra escrever? Pois é... bloqueio criativo é foda!

domingo, 31 de julho de 2011

De volta às rupturas. Baladas preguentas

A linha que separa o “não gostar” de “desdenhar” não tem nada de tênue. Tão larga que pode facilmente ser chamada de faixa. Ou seja, você pode odiar Guns n’Roses e bandas de grunge a vontade, mas faça isso apenas por gosto pessoal e saiba que elas tem grande importância pra história do rock.



A década de 80 havia terminado, a MTV já era uma mega potência sonhada por qualquer artista musical ou banda do mundo que almejava algum status no mainstream internacional. Como o pop era também cada vez mais forte, algumas bandas de rock deviam se moldar pra ser aceitas por essa e outras corporações. Algumas bandas mergulharam no pop (http://rafew.blogspot.com/2011/05/rock-progressivo-80s-quem-procura-acha.html), outras encontraram um caminho diferente, mas que também agradou muito a cultura pop. As baladas.

Talvez você conheça Aerosmith pelos clipes com a Alicia Silverstone (que veio a ser a garota propaganda da banda) ou baladas como I Don't Wanna Miss A Thing, que fazem parte da trilha sonora do filme Armagedon, entre outras. Não é certo dizer que “isso não é Aerosmith”, pois qualquer coisa feita por uma banda, mesmo que fuja de sua essência, faz parte de sua obra. Porém o que nós, rockeiros amantes de guitarra e fúria gostamos é bem diferente disso. Aermosmith é só um exemplo, assim como o Bom Jovi ou Whitesnake, de como o antigo e excelente hard rock se moldou para ser aceito na mídia. Criando, na década de 90, basicamente baladas que em sua maioria falavam de aventuras amorosas.



O que o Grunge e o Guns n’Roses tem a ver com essa história toda? Assim como o punk havia feito, essas duas correntes devolveram ao rock o espírito rock and roll para uma geração órfã de ídolos com atitude. As baladas, os rostinhos bonitos (não valendo pro Steven Tyller), o amor já estava saturado e os jovens queriam mais e isso os bad boys do Guns e, principalmente o Nirvana trouxeram de volta. Uma tendência tão forte, ao mesmo tempo audaciosa, que a MTV foi obrigada a engolir. Agora tinha músicos drogados quebrando instrumentos nos clipes, músicas falando de violência, sexo, pornografia ou qualquer coisa que vinha na cabeça desses jovens ídolos que surgiam.



Fãs mais ortodoxos de Nirvana e Gun n’ Roses geralmente se odeiam, assim como os membros da banda, que muitas vezes deixaram isso bem público. Mas algo que eles têm em comum é que fizeram parte de uma das gerações mais importantes para o rock. (falo mesmo, o choro é livre)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

UOL e sua propaganda mais ridícula


Em seus 15 anos de existência, a publicidade do portal UOL se encontra numa fase difícil. A campanha de 2011 (A internet tem um farol) sequer é digna de sua importância na internet brasileira, tendo em vista a falta de criatividade e ousadia das peças veiculadas na televisão. Mas não faz tão pouco tempo que isso vem acontecendo. Os clichês vêm à tona quando cada membro de uma família explica porque gosta do UOL, ou apresentadores com diferentes etnias com ar de inteligência simplesmente explicam o que o portal tem a oferecer.

Ok, mas e daí? Publicidade clichê é como formiga, gente besta e corintiano, sempre teve aos montes e nunca vai acabar. Por que gastar tempo falando disso?
Por que o UOL simplesmente transcendeu a barreira do óbvio e mergulhou diretamente no ridículo ao veicular um comercial, o qual um garoto, que não consegue tocar sua guitarra, desiste do seu instrumento e começar a "tocar guitarra" em um jogo de computador. Enquanto isso o narrador parece se orgulhar do tal feito. (não achei o vídeo pra ilustrar, desculpe).

É esse tipo de pessoa que o UOL quer mostrar como seus clientes? Jovens estúpidos, bitolados em computador que simplesmente desistem do mundo real e procuram o mundo virtual pra se satisfazer. E se o garoto não conseguir uma namorada, ele vai correr pro UOL procurar uma namorada virtual e será feliz? Se for isso mesmo, o Universo On Line tem o nome mais perfeito do mundo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Super cinema

Depois dos grandes clássicos de Kubrick e Copolla, o que mais me entusiasma no cinema são filmes de super heróis. Diferentemente nos quadrinhos, em que puxo uma sardinha medonha pro lado da DC, não tenho muita preferência entre essa, a Marvel ou qualquer outra.


E o que me deixa feliz nisso tudo é que atualmente vivemos uma grande época em produções desse estilo. De uma década pra cá, alguns heróis foram vistos pela primeira vez no cinema de forma digna, como o primeiro do Homem Aranha (vindo a se perder nos outros 2), Homem de Ferro, X-Men ou Quarteto Fantástico. Embora as adaptações não venham a ser fiéis às histórias originais, uma vez que, geralmente, o público dos filmes é mais jovem que das histórias em quadrinhos, o grande trunfo desses longas é mostrar como pessoas comuns vieram a se tornar heróis e ícones, partindo do acidente no espaço do Quarteto Fantástico ou o experimento com o Hulk, passando por suas dificuldades de adaptação dos poderes, a aceitação dos seres humanos e comuns, sua inserção na sociedade, o treinamento, as lutas e finalmente
culminando na glória de derrotar o grande vilão no final.



Em outros casos, heróis voltam ao cinema com uma repaginada. Como o caso de dois extremos como Batman e Superman.
Este primeiro volta depois de desastrosas e tentativas na década de 90 que de expôs o homem morcego ao ridículo. Christian Nolan refez o Batman nos cinemas em Begins e deu continuidade no brilhante The Dark Knight. Já no homem de aço é o oposto. O filme de 2005 sequer pode ser comparado ao grande sucesso com Christopher Reeve. Com uma história fraca, atores sem identificação e o mais grave: Superman com um filho. O filme provavelmente não terá uma continuação.

O que me prende nesses filmes não á algo tão particular. A catarse (uma certa “descarga de emoções”) funciona ao eu imaginar esses personagens no meu mundo. Imaginar pessoas extraordinárias com poderes extraordinários que salvam o mundo (ou apenas os Estados Unidos) vivendo ao lado e tendo uma vida parecida com o normal.
Agora é esperar Capitão América, Lanterna Verde, o novo Batman e, quem sabe um dia o tão sonhado Liga da Justiça. Oremos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Post-Rock. 4 bandas para entender (ou não).

Espíritos inquietos buscando coisas novas sem fugir de certa linha. Não sabe explicar do que gosta, simplesmente gosta, nunca está satisfeito e quer mais, sempre mais.
Ok, vamos deixar a subjetividade de lado. Meus seguidores do twitter devem estar até enjoados de ver eu falando de Post –Rock. Mas o que diabos é isso afinal? Boa pergunta.
Seguindo a sempre didática Wikipédia, Post-Rock é uma mescla de Rock Alternativo com Space Rock e influência do Rock Progressivo.
Mas vamos deixar essas definições idiotas de lado porque música não é bolo de fubá e eu não sou Ana Maria Braga pra explicar receitas.
Vou direto ao ponto: 4 bandas de Post-Rock pra se entender Post-Rock.


Pelican
Existem 2 pontos muito distintos no Post-Rock. Dois extremos chamados Pelican e Sigur Rós. Esta primeira, a australiana Pelican tem instrumental pesado, com longas distorções de guitarra e as vezes pegada de heavy metal. Agrada fãs de metal progressivo como Symphony X, Dream Theater ou Evergrey.


Godspeed You! Black Emperor
Uma gigante do estilo. Lendo sobre suas características, a banda canadense, com seus 9 integrantes poderia ser facilmente assimilada com qualquer banda de rock progressivo. Composições longas (longas mesmo), instrumentos usados de forma incomum e extremamente complexa. Fãs de Pink Floyd e Space Rock se sentirão bem familiarizados com GY!BE


Aerial
Como não podia deixar de ser, a Suécia representa dignamente qualquer estilo de rock possível e imaginável. Aerial é carregada de riffs empolgantes e é a única até aqui que tem vocal. E que vocal! É o grande charme da banda.


Sigur Rós
Na outra ponta do extremo, a initeligível, arrotulável e surpreendente Sigur Rós. Catando em um idioma e um instrumental único. É impossível descrever o sentimento de melancolia carregado em cada acorde ou verso. Ouça, mas é por sua conta e risco.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Climax -Rock progressivo boliviano

Em mais um sonho naquela soneca de 5 minutos depois do despertador me acordar, no meio do turbilhão de imagens e sons, em que mal consigo interpretar o que é o que em seus milésimos de segundos, que inexplicavelmente Rock Progressivo e Bolívia surgiram. Resultado: Acordei me perguntando se existe Rock Progressivo na Bolívia.
Foi só por curiosidade mesmo, mas depois de uma dantesca procura encontrei o único álbum da única banda boliviana presente no maior banco de dados do gênero no assunto, o site progarchives.com. Eis a banda Climax e seu álbum Gusano Mecanico.



O que eu esperava dessa banda? Nada. Sinceramente nada mesmo. Pelo ano do álbum (1974) já tinha em mente uma produção porca, amadora e de garagem, a final eram tempos em que gravações em discos eram extremamente caras. E o que esperar do país? Bolívia! Eu sei que é preconceito medonho de minha parte, mas quem em sã consciência espera achar algo primoroso em se tratando de Rock Progressivo em um país tão peculiar.

Bem, fãs de rock progressivo, segurem os queixos porque eu mal consegui o fazer depois que ouvi esse álbum. Se posso me considerar um bom conhecedor de músicas com instrumental complexo e bem trabalhado, viradas de baterias vertiginosas, solos de guitarras rápidos e com pegadas, baixo e teclados marcantes; posso também dizer que Clímax não perde em nada para grandes medalhões progressivos da década de 70. Duvida? Segue o link....

http://www.mediafire.com/?dndgf21j8p5dhhf

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A música do filme. O filme da música

Se você gosta de música e/ou cinema certamente tem sua vida marcada pelo menos uma vez por uma música ou filme. Alguma música te faz lembrar da adolescência, um personagem te lembra uma pessoa do passado, um filme te traz à mente um lugar... Difícil achar alguém que não faça esse “exercício” de memória.

E quando música e cinema se unem? Você ouve uma canção no filme e aquele momento da sua vida fica marcado pra sempre e os dois ficam interligados de forma que você ouve a música e se lembra do filme e não consegue assistir sem cantarolar.

Escolhi essas, em que a música se encaixa perfeitamente no conceito do filme e ambos me trazem um turbilhão de lembranças:

Twist and Shout – Beatles (Filme Vivendo a Vida Adoidado)
Um filme clássico adolescente dos anos 80 com uma música que marcou a juventude dos anos 60. Confesso que comecei ouvir Beatles a partir desse filme.



Down to Earth – Peter Gabriel (Filme Wall-E)
De longe a animação mais fantástica que já vi. Com créditos finais ao som desse gênio chamado Peter Gabriel.



Stop Crying Your Heart Out – Oasis (Filme Efeito Borboleta)
Esse final dispensa comentários



Where Is My Mind? – Pixies (Filme Clube da Luta)
Depois de descobrir realmente o segrede de Clube da Luta, Pixies pergunta “Onde está minha mente?” E eu vendo aqueles prédios desabarem, repondo que não sei. Realmente não sei.



Celine Dion – Go On (Filme Titanic)
Brincadeira =)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Belo, belo monte.



Creio que jamais conseguirei me expressar falando como faço escrevendo. Não é nenhum defeito de fabricação ou dádiva divina, é só uma característica mesmo. Queria falar bem, mas não consigo. A vida segue.

Em um debate na oficina “desinstitucialização”, tomei o microfone e disse pouco do que pensava sobre um tema bastante complexo. A construção da Usina Belo Monte (se não sabe do que se trata, informe-se). Não por coincidência, na platéia havia alguns índios que participavam de outras atividades e puderam opinar na nossa oficina. Depois de muito discurso socialista pré-programado e certa comoção indígena prestes a perder sua terra, pedi o microfone e com muita tremedeira expus minha opinião.
Contrariando vários colegas de lá, que diziam que a minoria capitalista que só quer explorar a população se sobressaia sobre a maioria “do bem” (questionaram até o nome “Belo Monte”. Por favor, ninguém é criança pra desconhecer o papel do marketing nessas horas), assim como outros que chamavam o que temos de defesa do meio ambiente de “falsa conscientização ambiental”, defendi a idéia de que o que vivemos na atualidade não pode ser tratado como uma falsa conscientização ambiental, ao passo que, se voltarmos 40 anos o progresso era sinônimo de desmatamento e que nosso governo dava o dobro de terra que uma pessoa desmatasse na Amazônia. Estamos longe sim, anos luz de um país ambientalmente sustentável, porém se hoje um índio consegue conversar com um político em plena Câmara dos Deputados e ser aplaudido, é porque algo mudou. E mudou muito.

Se o projeto Belo Monte estivesse pronto há 40 anos, a barragem certamente teria sido construída. Um alagamento gigantesco e sem precedentes seria apenas um efeito colateral irrisório no progresso, índios perderiam suas terras e teriam que tomar territórios das onças do outro lado da mata. E o pior, se achassem ruim, teriam que reclamar com Tupã.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sonhos simples.

Sabe aquele tipo de pessoa que fica feliz com qualquer coisa? É, sou eu. Não significa que eu não almeje crescer na vida, muito pelo contrário, ainda vou ser o primeiro presidente dos Estados Unidos sem nunca ter pisado naquele país.

Eu queria mesmo era ter um tico-tico (aquelas serrinhas de marceneiro), um bom estoque de madeira em compensado e muitos, muitos pregos. Passar dias construindo os móveis para minha casa do jeito que eu quiser. Mas não, não quero ser designer de interiores ou decorador, só quero meter a mão na massa (ou madeira) mesmo. Serrar, martelar o dedo, colar as mãos e ver o resultado pronto. É isso, nada de mais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Rock Progressivo 80's - Quem procura, acha.

Há quem diga que a década de 80 foi a mais inexpressiva do rock. Logicamente levando em consideração que isso é muito relativo, pois, foi nessa década que surgiram bandas que hoje são ícones dessa cultura. Especialmente bandas de Heavy Metal como Metallica e Megadeath e também a New Wave of Britsh Heavy Metal, como maior expoente o Iron Maiden. Aqui no Brasil, depois de uma ditadura opressiva, roqueiros saíram das garagens com décadas de atraso e ganharam o mundo.



Mas muitos torçem o nariz pra essa época. Pessoas como eu, que tanto amam o rock dos anos 60 e 70 e viram suas bandas desaparecerem como pó. As que restavam buscavam se adaptar àquilo que acontecia no mundo da música cada vez mais eletrônica e também influenciada pela simplicidade do Punk Rock. Quem via bandas de rock progressivo como Yes, Genesis ou Pink Floyd como deuses intocáveis anos atrás agora via como vendidas ao mainstreen. O Yes, que já sofria mudanças de integrantes drasticamente emplacou o hit Owner of A Lonely Heart, uma espécie de monumento ao apelo comercial do rock progressivo. O Genesis já não era o mesmo sem Peter Gabriel no comando e a década de 80 só piorou tudo. O Pink Floyd, pós saída de Waters, lança Momentary Lapse of Reason, recheada de elementos eletrônicos e sem as características da banda.



Se as megabandas faziam feio nesses 10 anos, paralelamente surgiam outras que nos faz pensar que nem tudo estava perdido, especialmente mantendo as características do rock progressivo com seus instrumentais complexos, letras conceituais e músicas de longa duração. Se o Genesis não era o mesmo da década de 60/70, duas bandas podiam ser facilmente equiparadas a ele se analisarmos os vocais ao estilo Gabriel e instrumental de Hakett. IQ e Marillion se mostraram extremamente competentes ao criar um novo estilo, o Neo-Prog. Hoje é bastante difundido por nomes como The Flower Kings, Transatlantic e Spock’s Beard dentre outras bandas provenientes do norte europeu, conhecidos até pelos fãs mais antigos de rock progressivo. Outro subgênero do progressivo que nasceu nessa década, embora tenha explodido no início de 90, foi o Metal Progressivo, tendo como carros chefes o Queensryche, que lançou o hit Silent Lucidity e Dream Theater com Pull me Under. Duas das mais comerciais de todo o gênero, constantemente exibidas na MTV. O estilo mescla metal com rock progressivo, como resultado uma música pesada, por vezes veloz e na maioria das vezes complexa.


É certo que a comparação da década de 80 com 60, 70 e até 90 é pra se passar vergonha. Porém nada é imutável e artista que se preze não gosta de se prender a um estilo por 4 décadas ininterruptas. Mudanças são sempre válidas desde que eles saibam o que estão fazendo e o fazem pra suprir seus espíritos compositores inquietos. Há que saiba fazer sem perder sua essência, outros infelizmente não. Por sorte, ou coisa parecida, foi dessa década tão conturbada que se iniciou o que se tem de melhor das bandas em atividade atualmente em se tratando de uma espécie de novo rock progressivo (já não tão novo assim).