sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Algo sobre BBB, gavetas e perda de memória.

Se lembra quando o Big Brother Brasil era febre nacional e que todo mundo falava dele? Provavelmente não. Mas da fase em que todo mundo odiava e adorava destilar seu ódio contra esse "programa que não agrega em nada à cultura da população" você deve se lembrar. Não faz tanto tempo, talvez há uns 2 anos você lia textos de 10 linhas no Facebook, artigos em blogs de pessoas engajadas a mostrar que sua cultura é um pouco mais elevada que a média desse país atrasado.

Hoje não vemos tanto isso. Mas qual motivo? Big Brother mudou a ponto de ser amado pela intelectualidade popular? Não. O motivo é mais uma das teorias de vida que carrego na vida: A teoria da folha guardada na gaveta. Não me lembro onde li sobre isso, mas como nesse mundo nada se cria e tudo se transforma, fui moldando de acordo com o modo rafaelico de viver.

Se trata de esquecer algo, ou alguma pessoa. A não ser que estejamos falando de de alzheimer, é impossível esquecer alguém que foi importante na sua vida. O tempo cura, a mudança de vida alivia, mas esquecer alguém ou algum momento por completo, jamais. É como você ter consigo uma fotografia que não dê conta de rasgar e nunca poderá jogar fora: você guarda numa gaveta e vai cuidar da vida. A rotina fará não se lembrar da foto 24 horas por dia, mas, com o passar do tempo, as vezes abre a gaveta e a vê, mas não se importa. Olhar já não dói.

Foi assim que o Big Brother passou de amado (não por todos, óbvio) a odiado e agora ele é, para desespero da emissora, ignorado. O "falem bem, falem mal mas falem de mim" já não existe. Some isso ao hábito do ecossistema da internet brasileira de ter o poder de banalizar a crítica exacerbada (não é mais cool nem hipster criticar o BBB) pra vermos, enfim, que o Big Brother tem seus anos contados.
O país não só deixou de odiar os heróis do Pedro Bial, mas o guardou na gaveta.

Ps.: Vi um texto ralo feito sopa de fubá "assinado" pelo Luiz Fernando Veríssimo. Ele JAMAIS escreveu sobre o assunto.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pink Floyd - The Endless River: O canto do cisne.



Mesmo pra quem não é fã, não é novidade o lançamento do novo álbum do Pink Floyd: The Endless River. Foi a bomba musical do ano tanto na mídia especializada, quanto na não tão especializada assim. Meus amigos viam a notícia e me repassavam, loucos pra verem minha reação. O lendário e louco grupo que fez o mundo gritar para os professores deixarem as crianças em paz na década de 80 estava de volta. Ou quase.

De imediato, fiquei eufórico. Não consegui entender como o Pink Floyd conseguiria criar um novo álbum, já que não temos mais o coração que pulsa o sentimento das canções, o tecladista Rick Wright. Tampouco podia imaginar o velho baterista Nick Mason em estúdio. Depois, quando li sobre o que era realmente The Endless River, esfriei os ânimos. O álbum é baseado num apanhado de resquícios de canções, acordes e passagens do seu verdadeiramente último, Division Bell, lançado no longínquo 1994. Tudo principalmente composto pelo já falecido tecladista. Nesse caso, não pude conter meu pressentimento que seria uma espécie de mexidão de domingo, feito com restos do churrasco.

E chegou o dia de ouvir. Baixei o álbum em FLAC, Apaguei as luzes e pluguei o fone de ouvido. Estava ouvindo um álbum inédito da minha banda favorita pela primeira vez... Não quero fazer uma análise minuciosa de cada música, quero apenas expressar o que senti ao fazer algo assim pela primeira fez.

Ouvir os primeiros acordes, os primeiros minutos, a primeira música foi algo absolutamente surreal. Deve ter sido o sentimento de alguém ouvir Shine on You Crazy Diamond pela primeira vez. É único e arrepiante. Um experimentalismo puro e que evoca a necessidade do Pink Floyd em explorar sua genialidade e, ao mesmo tempo, homenagear aqueles que foram tão importantes em criar sua essência. Shine on e as primeiras passagens do álbum são dois belos tributos ao passado. A primeira, ao Syd Barrett, a segunda, a Rick Wright.

Mas confesso que foi só no começo. Com o passar do tempo aquele pressentimento de que o álbum era uma colcha de retalhos se tornou realmente um sentimento. Fique aborrecido, faltava algo. A guitarra de David Gilmour não sobressaia ao excesso de efeitos. Não, eu não gostava do que estava ouvido. Pra piorar, como não quis ler absolutamente nada sobre como seria o disco, não sabia que ele seria totalmente instrumental. A cada segundo eu esperava a voz mágica de Gilmour, que demorou, mas veio apenas em Louder Than Words. Essa sim valeu muito a pena. Surreal, triste, linda. Por mais clichê que possa aparecer: um canto do cisne dessa banda que é uma lenda antes mesmo de acabar.

Um veredito final sobre o que achei do álbum: Não gostei do conjunto pela obra. Algumas passagens são lindas e arrepiantes, remetendo ao bom e velho Pink Floyd experimental dos anos 70. Já outras: muito efeito barato, pouca guitarra que no final mais parecem exercícios de criatividade de Rick Wright.

Ok, Pink Floyd, descanse em paz.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Jim Morrison - Um único único.


Não é tão simples pensar em um ícone máximo do rock, já que é o estilo mais rico e ramificado da música. Mas pensar em ousadia, rebeldia, desdém pelo “moral” e status quo, ou seja, sua essência primordial, é comum lembrar do Rei Lagarto, Jim Morrison.

Jim foi um ícone e, como todo ícone que se preze, é único. Não que signifique que é o mais talentoso da história ou o mais bem sucedido, ele foi um dos únicos únicos de verdade. Daqueles sem precedentes. Não existiu um Doors antes e nada comparável depois de Jim Morrison. (Isso inclui a tentativa de tocar a banda sem ele).

Jim vivia em um mundo só seu. Cantava de olhos fechados, não olhava para as câmeras e nem para o público. A vida autodestrutiva do líder dos Doors o inspirava nas suas letras. Bebedeira, drogas, mulheres eram berrados no palco que muitas vezes sequer o via finalizar o show. Era comum Jim sair carregado de bêbado ou preso pela polícia (facilmente os dois ao mesmo tempo).

Morreu no dia de hoje, 03 de julho de 1971 com a idade de outros ícones da música, aos 27 anos depois de overdose. Dizem que é pouco, mas é um daqueles que viveu em 27 anos muito mais do que a maioria com 80.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Copa das Cop... (título não finalizado)

Algumas objeções sobre a mais polêmica Copa do Mundo de todos os tempos e como você pode deixar de ser um chato por criticar a Copa, a Fifa, o Neymar e a seleção apenas para ser cool:

- A Fifa não impôs a Copa no Brasil. O Brasil foi o único candidato da América do Sul e foi eleito automaticamente.

- A Fifa pediu 9 estádios, não 12.

- Não existe um estatuto que ordena espalhar estádios inúteis pelo país. Construir futuros elefantes brancos em Manaus, Cuiabá e Brasília não foi exigência da Fifa.


-Futebol no Brasil funciona, é rentável. Não é como na Áfria do Sul, onde o futebol é como o basquete para nós. Sabendo administrar, os estádios (exceto os elefantes brancos acima citados) gerarão lucros.

-O Brasil arrecadou, só em 2014, dinheiro pra fazer 5 Copas do Mundo (http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,arrecadacao-recorde-de-impostos-soma-r-123-7-bilhoes-em-janeiro,178518e). Ou seja, desde 2007 não faltou dinheiro pra saúde, educação, alimentação, moradia e tudo que seria mais importante. O que faltou foi saber administrar ou ter vontade de administrar a máquina pública.
-A história do presidente que recusou a Copa há décadas é uma bobagem. Na época o Brasil não era apenas pobre socialmente, como hoje. Era pobre economicamente, também. Portanto, mesmo se ele implorasse de joelhos, o mundial não seria disputado aqui. Além do mais, ele tendo recusando sediar a Copa, alguma coisa melhorou de lá pra cá?
-A Fifa exigiu exonerações de impostos. Alguém tentou dizer não ou abriram de vez as pernas?
-O Brasil não era melhor antes de sediar a Copa e não vejo razão para pensar que se não fosse ela as coisas estariam melhores. Ou você acha que os 20 e tantos bilhões investidos no mundial seriam investidos em educação? Me poupe...
-Sou de pleno acordo e daria meu sangue em manifestações populares, como as de 2013, porém com um intuito diferente: Crucifiquemos a máquina pública por desorganizar um evento desse porte com tanta incompetência e decapitaremos os crápulas que tento empenharam em construir estádios maravilhosos e tem tão pouca vontade em construir hospitais.

Por esses e vários outros motivos não sou contra a Copa, mas sim com o modo idiota que ela foi planejada e o que me revolta é ver que é possível construir maravilhas do futebol em tão pouco tempo enquanto hospitais e escolas agonizam...

domingo, 25 de maio de 2014

Sempre serão tempos de mudança.

Eu, você, seu vizinho, aquela sua tia que compartilha piadas do gatinho no Facebook, todo ser humano normal temos algo em comum: Temos forte resistência a mudanças. E não me venha falar que você não é assim, pois está no fundo do seu psicológico manter o status quo de sua existência.
Veja esse blog, por exemplo. Fazia 5 anos que mantinha os mesmos tudo. Cores, imagens, formas, proporções... Gosto tanto de mudar que até meia hora atrás tinha um link do Orkut ali do lado (que foi substituído por meu portfólio desatualizado). Pra bem ou mal, mudei o quase tudo. O preto e branco não abro mão, já que eu e meu daltonismo nos sentimos confortáveis nele.

Mas o que é mudar a cor do blog perto da verdadeira mudança de vida que tive nos últimos 6 meses? Pra quem não sabe, depois de me formar saí da minha confortável e minúscula cidade na aventura de ganhar a vida no sul do Brasil. O que trouxe comigo? Dinheiro pra não morrer de fome e dormir na rua, roupas que couberam na mala  e 2 grandes companheiros a quem confio os Yakult que guardo na geladeira (a cerveja ainda está em fase de provação).

Foi nessa grande mudança que vi a resistência das pessoas em dar um 90º em suas vidas. Não dá pra contar quantos chamaram a mim e meus companheiros de loucos por largarmos tudo e ir sem rumo pelo país. Quando dizia que estava indo sem emprego em vista e sequer uma casa pra morar era como dizer que estava indo pra um Bar-Mitzvá na Alemanha nazista.

Os motivos de estar aqui hoje são um capítulo a parte, mas sobre mudanças bruscas só digo: Não é fácil, mas se for necessário, é vital. Não sou eu quem vai dar lições de vida pra quem é infeliz, quem fará melhor é Jack Kerouac e Christopher McCandless. Leia On The Road e assita Into the Wild. Verá que a única corrente que te prende é sua apatia.

Ouvindo: Pink Floyd - When You're In

sábado, 14 de dezembro de 2013

Memória. Se existe uma coisa que eu não entendo nesse mundo, é minha memória. Dia desses ainda quero ir a um neuro alguma coisa para poder me explicar como funciona o armazenamento de informações da minha cabeça.

Vamos a alguns exemplos perturbadores. Tenho 108 bandas de música gravadas no meu HD, e dessas, eu sei de onde conheci todas elas. Talvez não saiba exatamente quem me indicou, mas me lembro da situação, do momento. Muitas delas conheci através de pesquisas, e essas eu sei onde achei. Me lembro de cabeça todas as senhas possíveis e imagináveis que eu venha a usar. Seja números ou frases, eu me lembro. Letras de músicas que eu decorei, jamais me esqueço. Canto todas da Legião Urbana, Cazuza, Gabriel Pensador, Leandro e Leonardo... dentre tudo.

“Ok, oh Rafael, o senhor é dotado de uma memória incrível, parabéns.” Não! Minha memória é uma droga. Se você me fala hoje para eu comprar um caldo de feijão, impossível eu me lembrar amanhã. Telefones? Não decoro nem se digitar 50 vezes. Isso pra mim é o inexplicável. Como me lembro do primeiro momento de 90% das pessoas que conheci, mas não me lembro de comprar o arroz pro almoço de amanhã?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Storm Thorgerson - O gênio das capas


O maior elogio a uma criação vindo de mim é: Que drogas esse casa usou? Claro que é sem maldade alguma falar sobre drogas, mas certas obras são tão fantásticas que imagino que o autor precisou de toneladas pra chegar naquele resultado.

Dentre os “drogados”, creio que o que mais questionei sobre catalisadores ilícitos de criatividade foi Storm Thorgerson, falecido no último no último dia 18. Como designer e fã de tantos álbuns quais ele foi responsável pela arte gráfica, senti muito sua morte.

Amigo de infância da banda Pink Floyd, quase todos os álbuns foram dele a autoria da criação das capas. Muitas delas se tornaram as grandes referências para os álbuns, como o “disco da vaca” (Atom Heart Mother) ou do prisma (Dark Side of The Moon).

Assim como a banda, Storm era gênio, ousado e vanguardista. Era ele quem entendia as loucuras do Pink Floyd e transformava todo o conceito dos álbuns em imagem. Seja com vacas, prismas, olhos, o que se via nas capas era sentido ao ouvir o disco.

Embora considere as melhores, suas obras são se restringem apenas ao Pink Floyd. O designer criou as capas de discos para Led Zeppelin, The Mars Volta, Peter Gabriel, Dream Theater, Audioslave, Genesis e muitas, muitas outras.

Escolhi as minhas 3 capas de álbum preferidas, mas se quiser conhecer mais, dê uma olhada no seu site oficial (que é fantástico).

Dream Theater – Falling in to Infinity

Storm não usava fontes criadas por outros artistas, por isso quase nunca os discos não vinham com o nome da banda e quando vinham – como nesse caso – não era a logo oficial. Tinha moral ou não? =)
 
Pink Floyd – Atom Heart Mother











O disco da vaca. Essa capa é tão cultuada entre os fãs de Pink Floyd que até sabemos o nome dela, Lullubelle III.

Alan Parsons - Try Anything Once











Esse é o que mais pergunto: -Que drogas esse cara usa?



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ummagumma - O queijo mofado com vinho seco.



Ummagumma, ah o Ummagumma. Último álbum no mundo que indicaria a alguém ouvir de imediato, assim, na lata. Sabe aquelas manias que os ricos tem de comer queijo mofado com vinho seco? É parecido com alguém ouvir Ummagumma. É musica de rico pomposo? Não e sim. Qualquer um pode ouvir música e assimilar suas essências, porém o rock progressivo, em si, aos poucos se tornou música para estudiosos e especialistas em música até o punk resolver devolver o rock ao povão.

Mas a comparação do queijo mofado e o vinho seco com Ummagumma vai além do gosto pessoal de quem o prova. Devemos levar em consideração a preparação dos sentidos para entender o que vai ser provado para poder ter discernimento e julgar sua qualidade. Não digo que apenas entender o que se passa no álbum garantirá um nirvana aos ouvintes, porém, tenho absoluta certeza que por chegar até aqui na leitura, você é fã de Pink Floyd e as chances de ter o “paladar auditivo” para o álbum são bem grandes. Enfim, era com você que queria falar.

O ano era 1969, o Pink Floyd já não tinha mais Syd Barret pelos motivos que todos sabem e Ummagumma vinha ser o primeiro álbum oficial da banda sem seu primeiro motor criativo. Até chegarem às suas obras máximas em termos comerciais e criativas, como Dark Side of The Moon, Animals e The Wall, os Floyds ainda teriam uma imensa provação, sendo o Ummagumma a porta de entrada.

O Pink Floyd em 1969 não era a banda que provavelmente o mundo conhece hoje caso o interessado não for a fundo na pesquisa de suas raízes. Roger Waters não mandava em tudo e não criava discos conceituais. Gilmour também não compunha seus solos arrepiantes e o feeling transbordando o vinil só veio alguns anos após, embora esse venha a se destacar no álbum. Ummagumma possui 12 faixas, as quais todas foram compostas por um único membro da banda, o que dá a impressão de que cada um se virou pra fazer sua parte sozinho, sem meter o nariz na composição do outro.

As 4 partes de Sysyphus é um conjunto de solos mal humorados de Rick Wright e uma bateria mais aborrecida ainda. A linda Grantchester Meadows, composta e cantada de Waters, é a primeira música “de verdade” do álbum. É seguida de barulhos de macacos e animais em fúria que o mesmo Waters ousou chamar de música. Já Gilmour, mostra um pouco do que vinha a ser o Pink Floyd nos próximos anos por compor as três The Norrow Way. A primeira é um leve violão; a segunda um pouco mais sombria abusando dos efeitos eletrônicos e a terceira e na última -a melhor música do álbum- enfim mostra sua maravilhosa voz. O álbum acaba com as 3 composições de Nick Mason com solos de bateria mais aborrecidos ainda. Algo mais parecido com passagens de som do que música.

Ummagumma é um álbum sombrio do Pink Floyd. Daqueles esquecidos pela banda que jamais tem suas músicas tocadas ao vivo por nunca se tornarem um hit ou cair no gosto do fãs. Aconselharia fortemente a ouvir tudo da banda, antes e depois, para preparar os ouvidos e a mente e viajar.
Mas Rafael, Ummagumma é bom?
Não sei, você gosta de queijo mofado com vinho seco?

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O trigo e a preguiça.


Em uma corte, um acidente com uma carroça espalhou todo o trigo de uma semana de colheita por toda a estrada. O rei, furioso, queria que apenas um súdito recolhesse todo o trigo e levasse à vila. O problema era que a carroça era a única disponível e estava impossibilitada de andar.

O primeiro súdito tentou explicar ao rei que a tarefa era impossível, já que não havia condução e ele não conseguia consertar a carroça. Disse também que um ser humano carregar todo o trigo sozinho era inviável e que não iria fazer. O súdito teve a cabeça arrancada por desobedecer a uma ordem direta do rei.

Foi chamado, então, o homem mais forte e disposto do reino. Mesmo sem saber que o outro súdito havia sido morto por não fazer a tarefa, aceitou de imediato. Como era muito trigo, ele deveria ir e voltar várias vezes a vila. Com muita vontade e o sol escaldante nas costas, o homem não suportou o trabalho e morreu de exaustão.

Desapontado e mais furioso ainda, o rei ordenou a um jovem, que dormia o dia todo em baixo de uma árvore a por fogo no trigo, já que ninguém foi capaz de resolver o problema. No amanhecer, foi informado ao rei que todo o trigo estava na vila, trazido apenas pelo garoto que havia mandando o incendiar. O rei, incrédulo, explicou a situação dos dois homens que haviam sido mortos por não conseguir levar o trigo e perguntou o que ele havia feito.

-Meu Rei, eu sou a pessoa mais preguiçosa da vila, jamais carregaria o trigo nas costas. Porém, uso minha preguiça a meu favor para resolver problemas com o mínimo de esforço e tempo possível. Eu apenas consertei a carroça e trouxe o trigo. Agora, se me dê licença, preciso descansar.

domingo, 24 de março de 2013

Análise novo Tomb Raider 2013.


Foram anos de espera desde os rumores de como seria o jogo, seguido de imagens, clipes, até chegar em alguns reviews pela internet para finalmente ter o gosto de poder comandar minha amada de longa data, Lara Croft. Não sou nenhum gamer especialista, mas tenho alguns pontos a discutir sobre o recomeço de Tomb Raider. (Relaxe, eu adorei)



História.
Como o objetivo do jogo é dar uma nova vida a série Tomb Raider, nada mais justo que recomeçar a vida de Lara Croft nos games. Nada de pistolas duplas infinitas e medkits. Lara é uma garota inexperiente que tem medos e dúvidas. Cai em uma ilha macabra apenas com suas roupas e é obrigada a se virar para enfrentar um exército de seguidores de uma antiga seita que venera sua rainha morta que está prestes a voltar a vida. A trama se desenrola ao longo do game, Lara vai desenvolvendo habilidades conforme ganha experiência (menção honrosa quando os bandidos ficam surpresa por ela ainda estar viva ela grita furiosa: -Yes, i’m live!) e descobrindo os mistérios que envolve a ilha -entre eles como pode nevar em uma ilha tropical. Veremos Lara pedindo para os vilões não a matarem (obviamente a resposta é balas e flechas) e depois seu rito de passagem, o assassinato de uma pessoa pela primeira vez e questionando se era certo.
Nota 10. A história é tudo aquilo que fãs de Tomb Raider tanto amam. Recomeçar Tomb Raider era preciso e souberam fazer muito bem e de quebra com um enredo que os fãs tanto amam, com magia, fenômenos da natureza, pessoas loucas e poderosas, mistério...

Comandos.
Como a jogo é muito complexo, jogar no joystick pode parecer complicado. É totalmente diferente dos Tomb Raiders clássicos. Do que mais senti falta foi a mira automática, mas nada que vá acabar com o prazer de jogar. O game evoluiu, portanto os comandos também o devem. Não tive muitos problemas com isso.


Gráficos.
Atualmente, gráficos beirando a realidade é crucial para o sucesso de um game dessa modalidade. Assim como Batman, God of War e Call of Duty, o visual de Tomb Raider impressiona. É tudo muito lindo e impecável. Cada folha, vento, pedra… tudo foi meticulosamente criado para passar a impressão que está andando em uma paisagem verdadeira.
Nota 10. Sempre que olhava para uma paisagem me arrepiava de tão bom que é o gráfico.

Os problemas...
Bem, senhores fãs de Tomb Raider, agora vem o que certamente vai incomodar a todos: a facilidade do game.
Me lembro de demorar meses para zerar Tomb Raider 4 no Playstation e me peguei algumas vezes lendo detonados para ajudar. Lembra de ter que rodar por toda uma fase e fazer coisas bizarras para abrir uma porta? Esqueça. Nesse novo, alguns segundos parando e pensando já é o bastante para resolver esse tipo de problema. O charme do jogo, para mim, era martelar a cabeça e ter muita paciência para ir em frente, o que dificilmente acontece nesse novo. No jogo, existe um Instinto de Sobrevivência. Quando acionado, mostra todos os objetos que Lara pode interagir, portas, escaladas ou itens coletáveis. Até concordo que, como o gráfico é incomparavelmente superior aos dos jogos antigos, os detalhes são extremamente elaborados e ficaria difícil procurar objetos pelo chão sem uma ajudinha, porém é viciante e torna fácil até demais. A maior dificuldade que enfrentei foi ter que derrotar exércitos intermináveis de capangas armados, samurais e ninjas. Os combates são exagerados e chegam a irritar por vezes e torna a trama muito inverossímil.  Essa nova Lara está mais para guerrilheira do que para arqueóloga. A jogabilidade também é muito básica. Os saltos, escaladas não são desafios de habilidade. Tudo é muito fácil comparado aos clássicos.


Mas vale a pena?
Sim, muito! Esse jogo é apenas o começo do que vem por aí. Creio que, nos seguintes, Lara estará mais desenvolvida e terá desafios e enigmas mais “Tomb Raider” para resolver. Se dependesse de mim a Crystal Dynamics pode começar hoje a criar outro jogo baseando-se nessa aventura. Mas por favor, menos sangue e mais raciocínio.




quinta-feira, 14 de março de 2013

Toy Story 3 - Prepare-se para catarse.


O primeiro Toy Story foi lançado em 1995, mas não me recordo se foi nesse ano em que o assisti, uma vez que nesse tempo as informações e conteúdos não chegavam até nós na mesma velocidade que hoje. Mas foi próximo. Eu devia ter por volta de 7 ou 8 anos, mesma idade que Andy, personagem humano e dono dos brinquedos que estrelam o filme. Se você também tinha essa idade no primeiro filme, gostou e não assistiu o terceiro, assista já! É obrigatório. Saiba por quê...


Toy Story foi um sucesso absoluto. A Pixar havia feito um filme em animação totalmente em 3D, algo inédito até então. Mas só? Óbvio que não. A história envolvendo brinquedos e crianças era fascinante e atingiu em cheio não só o público infantil, mas também o adulto (lembro da minha família assistindo e se divertindo muito).  Toy Story 2 pegou carona 4 anos depois e também teve sua relevância, mas foi no 3, de 2010 que nós, ex crianças que sentem falta daquela época, nos derretemos.

Como anunciado, a terceira parte da aventura de Woody e Buzz Lightyear seria a mais sombria e melancólica de todas. De fato. Claro que conta com cenas divertidas, (engraçadas de verdade, que dão banho nessas comédias idiotas que vemos hoje em dia) mas o que fica na memória é a aquela pontada no coração ao ver cenas que não vimos nos dois primeiros. Histórias de brinquedos abandonados pelo dono, desencontros e lágrimas deixam fazem o filme soar como triste e maravilhoso.

Mas a genialidade fica por conta do envolvimento que o filme tem com nós que amamos o primeiro Toy Story e nos identificamos com o garoto. No terceiro, ele já é crescido, está prestes a entrar na faculdade e deve se desfazer dos seus brinquedos. Uma transição repentina entre a criança e o adulto, que, de tão repentina, o faz questionar se quer ou não se desfazer de seus brinquedos que são como seus amigos. Mais uma vez me coloquei na vida do garoto. Então o mais mágico em se tratando de arte aconteceu, a catarse. Foi hora do turbilhão de lembranças da infância, dos brinquedos e de como era fabulosa essa fase da vida que o garoto está prestes a deixar pra traz. Se você viu e sentiu o mesmo, não se envergonhe, foi de propósito. É sinal que sente falta de uma infância tão boa que deixou saudade. Você, assim como eu, se identificou como tudo começou e como terminou.

domingo, 18 de novembro de 2012

O gigante que acorda.

Eu não nasci na época errada, o talento que parou no tempo. É isso que penso quando ouço minhas bandas favoritas da década de 60 e 70.

O Led Zeppelin representa todas. John Paul Jones, Robert Plant e Jimmy Page -Led Zeppelin já sem o gênio John Bonham- não se reuniam em um show ao vivo desde o desastroso Live Aid de 1985. De lá pra cá cada um seguiu seu rumo. Page e Plant se reuniam esporadicamente, mas sem mencionar o nome Led Zeppelin.

Em 2007, enfim, o gigante adormecido acordou pra tomar um copo d’água. Os 3 membros remanescentes convidaram o filho de John Bonham, Jason, para um show em Londres em homenagem ao dono da Atlantic Records, a gravadora que acompanhou a banda ao longo dos anos.



Os números são impressionantes. 27 anos depois do último show, mais de 20 milhões de pessoas se inscreveram para concorrer aos 18 mil ingressos. A O2 Arena nunca foi tão minúscula. No eBay, ingressos a 2 mil libras eram vendidos em poucas horas. Um fã de Londres chegou a pagar mais de 80 mil libras para ver o Led Zeppelin voltar tocar.



E o Led não desapontou. Segundo Plant, foi o melhor show que fizeram desde 1975. A banda tocou os grandes clássicos e, mesmo com cabelos brancos e muitas rugas, mostrou estar em uma forma incrível. Robert Plant já não tem mais os agudos dos tempos clássicos, mas está com um timbre único. Jimmy Page com suas incontáveis guitarras e danças características esbanja feeling no palco. O multi instrumentista John Paul Jones, não tão espalhafatoso, mas talentoso como os outros 2 ainda mostra quão fundamental é para a sonoridade das músicas do Zeppelin. Jason Bonham, na hercúlea tarefa de substituir o pai, não decepcionou. Muito pelo contrário, mostrou um talento incrível.

Acabado o show, a pergunta inevitável era se o Led Zeppelin voltaria a fazer Aquilo (sim, Aquilo com A maiúsculo). Infelizmente, para os demais milhões de fãs que ficaram de fora, a banda não mostrou interesse algum em uma turnê. O gigante botou o copo no armário e voltou a dormir. Pelo visto, para sempre.

Para os não tão sortudos de ser sorteados e nem tão ricos assim, em 2012 o show está em exibição nos cinemas e em breve será lançado em DVD/BluRay.

domingo, 14 de outubro de 2012

O Ditador - Obrigatório para todos americanos


A heróica história do General Aladeen (Sacha Baron Cohen), ditador da República de Wadiya, localizada no norte da África. Ele dedica sua vida inteira a garantir que a democracia jamais chegue ao seu país, enquanto ergue estátuas em sua homenagem e cria seus próprios Jogos Olímpicos. Quando a comunidade internacional suspeita que Wadiya está construindo uma arma nuclear, ele é intimado a se explicar na sede da Organização das Nações Unidas, nos Estados Unidos. Mas seu encontro com a democracia americana não se passa exatamente como ele esperava...  (Fonte:  Adoro Cinema)


Sacha Baron Cohen já havia chamado atenção do mundo com o magnífico Borat e o nem tão bom assim Bruno. Dois filmes que tem em comum a participação espontânea de pessoas normais (leia-se não atores) sem saber que tudo se tratava de encenação para captar suas atitudes verdadeiras e escancarar seus defeitos. Dentre eles, o mais evidente e focado: o preconceito do povo americano e seu modo de ver o mundo.  

O Ditador abusa da visão estereotipada ao criar cenários e personagens tanto árabes quanto americanos. Muitos podem achar um exagero esse tipo de generalização, mas é uma ferramenta eficaz pra que se entenda o teor da crítica de Cohen.  O modo como o totalitarismo árabe e a visão determinista americana é tratado pode sim ser exagero por parte do diretor, mas o pequeno (talvez não tão pequeno assim) fio de verdade deixa um gosto amargo a quem a crítica interessa. É um filme que todo o povo norte-americano deveria ver para despertar a vergonha pela sua mania de ver e rotular o mundo de acordo com o que sabem ou, pior, com o que não sabem.

O sucesso mercadológico de Borat e Bruno foi tão bom que, para O Ditador, o diretor foi obrigado a abrir mão do grande charme dos dos primeiros, a mistura de realidade com ficção (muitas vezes o espectador não sabe o que é o que). O motivo é prático, não seria difícil reconhecer Sacha interpretando um personagem para enganar as pessoas. Por isso o “disfarce” já não poderia mais ser usado. O charme dos dois primeiros longas de Cohen ficou pra trás, mas a crítica aos norte-americanos foi aprofundada. Anteriormente elas eram vistas como agulhadas ao modo dos ianques ver o mundo, agora são como estacas fincadas em seus punhos. Só nos resta saber se seu orgulho fará refletir mais ou se sairão do cinema comendo pipoca sem olhar por onde pisam.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Que de fato é campeão.


Me lembro de ser palmeirense desde 96, convencido por um tio a torcer e ganhar um uniforme completo do time por isso. Até hoje espero esse uniforme, mas nunca reclamei de ter adotado o sangue verde. Muito pelo contrário...

Eu era novo e talvez ainda mais fanático pelo Palmeiras se comparado a hoje. Me recordo bem dos títulos que comemorei. Paulistão de 96 atropelando todo mundo com recorde de gols, Copa do Brasil com gol no final contra o Cruzeiro (aliás, minha avó é Cruzeirense,e ao longo da segunda metade da década de 90 travamos enumeras batalhas contra os mineiros e a rivalidade em família era gigantesca) e claro, a Libertadores e outros.

Mas a Copa do Brasil de 2012 foi especial. Pra mim, pois pude comemorar com os amigos, em uma casa de palmeirenses e extravasar contra quem secava o alvi-verde imponente no último jogo da final. Mas principalmente especial para nós, pois só palmeirenses entendem o quanto é angustiante ficar na fila por anos vendo os rivais levantarem taça e a gente a ver navios e, no máximo, rir de suas decepções. Por mais que sejamos Octo-Campeões do Brasileiro, por mais que sejamos os Campeões do Século, faltava levantar uma taça para, enfim, levantarmos cabeça, bater no peito e voltar para onde nunca deveríamos ter saído.


Não vou falar de cada jogador ou sobre o jogo (para isso aconselho a leitura do texto de Alex Cajobi Augusto: http://atorcidacomenta.blogspot.com.br/2012/07/1-seca-de-13-anos-sem-titulos-de-grande.html).

Todos foram guerreiros e honraram aquela camisa com raça e vontade. Mas quero citar um em especial. Henrique. Esse que mais me deu orgulho ao longo dos quatro últimos jogos do campeonato e fez com que nosso hino fosse não apenas um hino, mas um mandamento.
“Defesa que ninguém passa”


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por trás do McDonald's.


O McDonald’s lançou um vídeo na internet o qual responde uma dúvida uma consumidora sobre como são feitas as fotos de seus lanches. No vídeo, uma equipe revela detalhes de como o produto é montado e sua foto é maquiada para sair perfeita para a publicidade. O viral teve uma imensa e rápida propagação pela web.


Existem muitas lendas quando se trata de McDonald’s. Ninguém sabe do que realmente é feito seus hambúrgueres, se usam frutas transgênicas, carne de cavalo alado ou drogas para viciar o consumidor. Isso, de certa forma, é ruim para a marca. Aqueles ferrenhos anticapitalistas podem usar todo esse mistério como argumento para alfinetá-la pelo mundo a fora.

Acredito que seja esse o motivo desse vídeo (não sei se há outros vídeos tirando dúvidas dos consumidores pra poder chamar de campanha), mostrar que não existe nada de tão secreto no mundo McDonald’s. Se repararmos, apesar da única preocupação com a aparência, eles usam produtos de verdade. Queijo, hambúrguer, salada, picles. Nisso, mostram que apesar de muito mais bonito que o que você compra, os ingredientes e o sanduiche são de verdade.



Muitos podem criticar o McDonald’s por esse vídeo, dizendo que eles enganam as pessoas com imagens e afins. Caso você seja um deles, me responda: quantas vezes você abriu seu Big Mac e ficou surpreso porque o sanduíche não tinha exatamente a mesma aparência da foto? Faça-me o favor...
Outros podem criticar o vídeo por causar uma imagem negativa à marca, causando a queda das vendas. Caso você seja um deles, me responda: você não namoraria aquela gata da Playboy porque suas fotos são tratadas? Faça-me o favor...

terça-feira, 22 de maio de 2012

House – Eu órfão novamente.




A primeira e última vez que uma série me deixou órfão nesse planeta de esporádicos lapsos de entretenimento de qualidade foi com Lost. Mesmo não sendo tão fã assim a ponto de não dormir para ver um novo episódio, House me fará falta também.

Pra quem conhece a série, descrever o personagem principal é tão difícil quanto desnecessário. Pra quem não conhece Dr. House, é um antipático, arrogante, viciado... (poderia ficar o dia todo dizendo seus defeitos) mas mais do que tudo, um gênio da medicina que jamais abre mão de seus ideais e que constantemente infringe leis para que os mesmos sejam resguardados. Comparável a sua capacidade intelectual e de observar detalhes é sua força de vontade em obter respostas lógicas para tudo. Nesse caso, descobrir diagnósticos para doenças em que só ele poderia ser capaz de fazer.

Instruir seus subordinados a fazer tudo que for possível (tudo mesmo, incluindo invasão de casas) para salvar a vida de seus pacientes nos faz pensar que Dr. House é um altruísta que vive por salvar vidas. Ao mesmo tempo em que procurar respostas para solucionar a doença  que matou uma criança 2 anos atrás a ponto de exumar seu corpo para obter provas, nos leva a crer que o médico é apenas que um investigador com fome de respostas, nada mais.

O que ele é a final? Nenhuma nem outra. House é uma série que mostra que a realidade de maniqueísta não tem nada. Ninguém é bom, ninguém é mau. Um personagem extremamente anti-social por vezes recorre aos companheiros de trabalho para uma noitada de bebidas; um médico dotado de valores mata um paciente ditador genocida; alguém que nunca mente um dia aprende fazer. Isso é a realidade.
Tudo na série, assim como no mundo, é uma constante busca sobre quem somos, o que queremos ser e o quão longe vamos para termos o que queremos. A pergunta que paira no no final de cada episódio é: Existe limite para conquistar meus objetivos?

House é uma série memorável com um personagem brilhante. Vai deixar saudades.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Dizem que sou louco...

Pode não ser a propaganda mais criativa de todas, a mais engraçada ou a mais impactante. A cerveja não tem o mesmo glamour internacional que outras de renome. O futebol também não é nenhuma Liga dos Campeões. Mas quem liga?

Dizem que o Brasil passa por uma crise de criatividade nas propagandas televisivas, mas o que penso é que estamos deixando de fazer peças para ganhar prêmios para vender mais, o que importa realmente para o cliente. E é o que realmente importou tanto para a África, idealizadora deste comercial e para a Brahma.

Eu, como torcedor e apreciador de cerveja (na maioria das vezes simultaneamente) me vejo na pele de cada um desses torcedores idiotas do comercial. Mesmo sendo estudante de Publicidade caí feito um patinho no conceito da peça a ponto de me sentir orgulhoso de tomar uma Brahma enquanto assisto meu time jogar (mesmo ultimamente não me dando muito orgulho). Gosto tanto dela que meus amigos até repararam que sempre canto junto. "Dizem que sou louco...". É emocionante.
 

Atualização 10/05/2012

Não acredito que deixei de mencionar sobre a música de fundo, que toma ares de oração pelo narrador e canto de torcida ao mesmo tempo. A linda Balada de Louco do mais genuíno rock brazuca possível, Os Mutantes.
Valeu Richard!