É certo que tamanho não é documento. O Japão e países europeus quem o diga. Porém nossos vizinhos, com décimos do nosso tamanho, espremidos pela Cordilheira dos Andes e pelo Oceano Pacífico mostram mais uma vez que a organização e o preparo são cruciais para um desfecho de sucesso como o tão aclamado caso dos mineiros soterrados.
O Chile aprendeu com sua própria história que para seres humanos sobreviverem em seu território eles teriam de superar cada vez mais desafios e, inevitavelmente, catástrofes. Desde 1570 o país sofre com abalos sísmicos e tsunamis e centenas foram registrados ao longo da história. Desde 1960, ano da pior catástrofe de sua existência, o Chile adota medidas de poupança de fundos para o país não entrar em um colapso financeiro para cobrir o prejuízo causado pelos seus constantes abalos sísmicos.
Em fevereiro 2010, novamente um terremoto assola o Chile, 15% de seu PIB foi o preço a pagar pelo prejuízo. “Estados de catástrofe” anunciados pelo governo, milhares de famílias desabrigadas e 800 mortos. Meses depois, tudo resolvido. A vida volta ao normal, ou quase. Só para comparar, o terremoto no Chile foi 100 vezes maior que o ocorrido no Haiti, que matou 230 mil pessoas e até hoje o país não se reconstruiu.
E no mesmo ano, desde a descoberta dos mineiros sobreviventes a mais de 600 metros, o governo traçou um plano não só para o resgate, mas também do tratamento que tentará trazer de volta a vida quem passou 69 dias dentro de um buraco sem ver a luz do sol. Os mineiros terão até tratamento com psicólogos para saber como se portar diante tanta exposição na mídia.
Eles agiram rápido, conseguiram ajuda certa e imediata. O que o Chile deixa de lição, para nós que podemos ser considerados mais ricos economicamente, é que ser um país de terceiro mundo na América Latina não é motivo pra ser desorganizado ou burocrático.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Site - nathaliafontoura.com.br
Todos os esforços, todas as buscas, todas as gambiarras e improvisos possíveis e inacreditáveis depositados no site da minha talentosíssima eterna "ex-chefa" e amiga.
http://nathaliafontoura.com.br/
Layout: Photoshop
Linguagem: PHP e MySQL
Estruturação: Tableless (CSS)
Área de administração com inclusão de fotos, depoimentos e cadastro de área de clientes.
Sim, ela merece.
http://nathaliafontoura.com.br/
Layout: Photoshop
Linguagem: PHP e MySQL
Estruturação: Tableless (CSS)
Área de administração com inclusão de fotos, depoimentos e cadastro de área de clientes.
Sim, ela merece.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
E as dúvidas eclodem.
Em 2007-2008 eu estudei Comunicação Social em uma faculdade particular. De 2009 pra cá estudo em uma estadual. Pra quem olha de fora, a diferença se dá apenas pelo fato de uma ser paga, a outra não. De uma ser fácil de entrar, a outra nem tanto. Não é bem assim. Faculdades particulares tem seu ensino voltado ao mercado de trabalho e as públicas visam alimentar seu próprio umbigo formando futuros professores ou pesquisadores. Não é via de regra, mas é excencialmente assim.
Como eu vivi os dois lados, eu ainda penso no que fazer. E pra piorar tudo, participei de um congresso de Comunicação Social (Intercom) onde são expostos artigos sobre trabalhos científicos de pesquisadores das áreas da comunicação. Gostei de alguns trabalhos, boiei completamente em outros. O que mais me interessou foram artigos sobre gestão de marcas, branding, algumas coisas sobre Semiótica... Mas por enquanto nada me tira do caminho da criação, redação ou arte. Só ainda não me toquei, academia ou mercado. Dúvidas...
Como eu vivi os dois lados, eu ainda penso no que fazer. E pra piorar tudo, participei de um congresso de Comunicação Social (Intercom) onde são expostos artigos sobre trabalhos científicos de pesquisadores das áreas da comunicação. Gostei de alguns trabalhos, boiei completamente em outros. O que mais me interessou foram artigos sobre gestão de marcas, branding, algumas coisas sobre Semiótica... Mas por enquanto nada me tira do caminho da criação, redação ou arte. Só ainda não me toquei, academia ou mercado. Dúvidas...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Meu nome é...
Saudações, meu nome é Universo. Primeiramente gostaria de salientar que não sou aquilo que o homem jamais conseguirá desbravar com seus brinquedinhos caros e que custam alcançar a lua de seu planeta. Nada de buracos negros, poeira cósmica ou asteróides. Sou bem maior, mais misterioso e indecifrável. Eu giro em torno do umbigo do meu dono. Ele é meu centro e todas as vidas que o circuvizinham fazem parte do todo que me molda. O que me torna imensurável é o fato de que cada vida que o rodeia é um universo distinto e, assim sendo, meu dono observa cada elemento dos universos que se comunica, os absorve um por um, e o resultado dessa equação de grau infinito é uma personalidade repleta de inconstâncias.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Cartaz Festa do Peão de Planura
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
O "R" que faz a diferença.
Nunca, absolutamente nunca confunda Closer to the Edge da banda xoxa e piegas 30 Seconds to Mars com Close to the Edge da banda de rock progressivo Yes. Integrada por um dos maiores (se não o maior) tecladista de todos os tempos, Rick Wakeman e outros gênios do rock como Steve Howe e Jon Anderson.
domingo, 25 de julho de 2010
Prepare-se para o pior.
Talvez você tenha ouvido falar disso há pouco tempo. Sabia que isso existia, mas não imaginava que tinha um nome. É aceitável, pois coisas tão idiotas assim normalmente não têm nome. É o famoso bullyng.
Bulling nada mais é que uma espécie de violência física ou psicológica praticada por algum indivíduo contra alguém que não pode se defender. Bully, em inglês, quer dizer valentão. São os tão retratados valentões das escolas que abusam dos nerds, negros, gordos etc.
Já não bastasse o projeto de lei que proíbe os pais de dar palmadas nos filhos, agora esse assunto está sendo largamente discutido e até criaram uma lei anti-bullyng. Algo nisso preocupa. O que o mundo irá se transformar quando essa geração extremamente protegida tomar o poder?
Desde que eu me lembre, eu sempre sofri de alguma forma bullyng na escola. Eram valentões bravos por causa de suas namoradas, querendo roubar meu lanche, andar na minha bicicleta entre outras coisas. E, pelo que eu saiba, nunca tive problemas psicológicos, nunca quis me isolar do mundo e muito menos saia chorando pra alguém. Eu procurava era me virar e contornar a situação. E conseguia, da minha forma, sem usar de violência, pois com 10 anos eu tinha a força de um coelho.
É isso que vai faltar daqui 40 anos se isso continuar. Vão faltar pessoas com pulso, que saibam se virar em um mundo onde leis não são seguidas por todas. Essa geração de fracos e frescos atual vai se multiplicar e, seus filhos, os protegidos por lei serão cada vez mais fracos.
Bulling nada mais é que uma espécie de violência física ou psicológica praticada por algum indivíduo contra alguém que não pode se defender. Bully, em inglês, quer dizer valentão. São os tão retratados valentões das escolas que abusam dos nerds, negros, gordos etc.
Já não bastasse o projeto de lei que proíbe os pais de dar palmadas nos filhos, agora esse assunto está sendo largamente discutido e até criaram uma lei anti-bullyng. Algo nisso preocupa. O que o mundo irá se transformar quando essa geração extremamente protegida tomar o poder?
Desde que eu me lembre, eu sempre sofri de alguma forma bullyng na escola. Eram valentões bravos por causa de suas namoradas, querendo roubar meu lanche, andar na minha bicicleta entre outras coisas. E, pelo que eu saiba, nunca tive problemas psicológicos, nunca quis me isolar do mundo e muito menos saia chorando pra alguém. Eu procurava era me virar e contornar a situação. E conseguia, da minha forma, sem usar de violência, pois com 10 anos eu tinha a força de um coelho.
É isso que vai faltar daqui 40 anos se isso continuar. Vão faltar pessoas com pulso, que saibam se virar em um mundo onde leis não são seguidas por todas. Essa geração de fracos e frescos atual vai se multiplicar e, seus filhos, os protegidos por lei serão cada vez mais fracos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Wanna Rock and Roll All Night

Dia 13 de julho. Dia do estilo musical mais popular do mundo, o rock. É com certeza que se pode falar que é realmente o estilo mais popular do mundo? Sim, com a mesmo certeza que se tem que a água é líquida ou que cerveja Bella causa dores de barriga. Pode-se ter certeza porque o rock é o mais abrangente. Suas vertentes atraem revoltados com o sistema, intelectuais, apaixonados, suicidas e uma infinidade de gente comum que vê o rock não só como música, mas como um estilo de vida.
O rock em evidência atual não é uma coisa que quem conhece a fundo essa riquíssima ideologia pode se orgulhar. Muito pelo contrário. Como o estilo, depois dos anos 60 e explodindo nos anos 70 se tornou o que havia de mais lucrativo para a indústria fonográfica, ele tem se tornado cada vez mais uma tendência, a qual os poderosos por trás dos talentos a moldam de acordo como pensam e criam essas aberrações musicais que fariam Jim Morrison, Ian Anderson e Jimi Hendrix se esconderem de vergonha.
Sim, existem muitas bandas atuais que fazem jus ao nome, porém elas não interessam as gravadoras e não dão lucro. O que deixa o estilo em uma espécie de submundo da música. O que eles enfiam garganta abaixo dessa geração alienada e que chamam de rock hoje em dia... bom, sem comentários, hoje não é dia.
Não, o rock não morreu. Sua essência morreu. Sua atitude e seu futuro praticamente inexistem. Não existe mais uma revolta contra um sistema político opressivo, dificilmente vemos mentes brilhantes tendo seu trabalho reconhecido. O que temos hoje como rock são... Bom, eu ia citar exemplos, mas melhor não. Hoje não é dia de lamentar a podridão (principalmente no Brasil), mas celebrar aqueles que fizeram história e, enquanto não surgir no mundo algo que chegue ao nível de sua magnitude, Led Zeppelin, AC/DC, Beatles, Black Sabbath, The Doors, Deep Purple serão sempre exaltados como ícones do maior e mais importante estilo de música de todos os tempos.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Trabalho - Edição de vídeo.
Como é de costume, vou postar o trabalho final do semestre de Redação Publicitária.
Idealização e redação: Ju cabeça de pera
Filmagem: Wander
Edição: Rafael
Idealização e redação: Ju cabeça de pera
Filmagem: Wander
Edição: Rafael
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Veias capilares
Não, meus dedos não foram comidos por crocodilos. Muito menos me tornei um microblogger tuiteiro. O que faltava pra eu escrever aqui era exatamente o que tenho nesse momento: Tempo livre, uma cama bagunçada, um notebook ligado na tomada e um banho tomado. Não foi por falta do que falar, pois se eu não tenho o que escrever, eu escrevo qualquer coisa, como agora. É quase uma reflexão sobre nada, porém é algo sobre esses últimos meses tão conturbados da minha “vida profissional”.
Já trabalhei com webdesign e, por mais que eu ache impossível fazer as duas coisas perfeitamente, projetava layouts e programava ao mesmo tempo. Hoje me dedico exclusivamente à criação gráfica, editoração eletrônica e algumas gambiarras possíveis e prováveis de uma gráfica pequena. O que isso tudo tem a ver com criação de propagandas para rádio pode parecer difícil de saber, desde que o interessado não me conheça a ponto de não estar a par da minha paixão por criar textos tomando sorvete, tomando banho, andando na rua ou até dormindo. Não sei se vai dar certo, mas há pouco tempo encarei o desafio de criar spots para rádios. Meu primeiro trabalho foi feito justamente como pensei que seria. Pensei o dia todo no spot nos momentos de ócio mental (foi a única vez que adorei ter sido escalado para dar uma mãozinha para o setor de acabamento da gráfica), cheguei em casa e apenas moldei o texto de acordo com os conceitos, frases e falas em que criei ao longo do dia. O texto foi bem modificado, mas pouco da essência que eu queria injetar havia ficado. E ainda teve aquela desculpe que me animou um pouco: - Ta ótimo por ser a primeira vez.
É pouco? Recentemente recebi uma proposta para “tocar o barco” de uma loja virtual especializada em peças e acessórios de carros. (não é a auto peças que eu trabalhava). E pra melhorar (ou piorar), além de design e programação, vai ficar por minha obrigação o marketing on-line. Na verdade duvido muito que o dono saiba do que se trata isso, mas eu tenho plena consciência que um site de vendas não sobrevive sem uma boa e constante divulgação. E adivinhe o que falta para eu aceitar? Um telefonema, uma conversa e uma boa proposta.
O que é bom nisso tudo? Obviamente eu não sou um profissional pleno nessas áreas que eu me aventuro mundo a fora, nada disso. O charme é aceitar desafios, e o resultado é saber qual caminho traçar nessa veia capilar chamada publicidade e propaganda.
Já trabalhei com webdesign e, por mais que eu ache impossível fazer as duas coisas perfeitamente, projetava layouts e programava ao mesmo tempo. Hoje me dedico exclusivamente à criação gráfica, editoração eletrônica e algumas gambiarras possíveis e prováveis de uma gráfica pequena. O que isso tudo tem a ver com criação de propagandas para rádio pode parecer difícil de saber, desde que o interessado não me conheça a ponto de não estar a par da minha paixão por criar textos tomando sorvete, tomando banho, andando na rua ou até dormindo. Não sei se vai dar certo, mas há pouco tempo encarei o desafio de criar spots para rádios. Meu primeiro trabalho foi feito justamente como pensei que seria. Pensei o dia todo no spot nos momentos de ócio mental (foi a única vez que adorei ter sido escalado para dar uma mãozinha para o setor de acabamento da gráfica), cheguei em casa e apenas moldei o texto de acordo com os conceitos, frases e falas em que criei ao longo do dia. O texto foi bem modificado, mas pouco da essência que eu queria injetar havia ficado. E ainda teve aquela desculpe que me animou um pouco: - Ta ótimo por ser a primeira vez.
É pouco? Recentemente recebi uma proposta para “tocar o barco” de uma loja virtual especializada em peças e acessórios de carros. (não é a auto peças que eu trabalhava). E pra melhorar (ou piorar), além de design e programação, vai ficar por minha obrigação o marketing on-line. Na verdade duvido muito que o dono saiba do que se trata isso, mas eu tenho plena consciência que um site de vendas não sobrevive sem uma boa e constante divulgação. E adivinhe o que falta para eu aceitar? Um telefonema, uma conversa e uma boa proposta.
O que é bom nisso tudo? Obviamente eu não sou um profissional pleno nessas áreas que eu me aventuro mundo a fora, nada disso. O charme é aceitar desafios, e o resultado é saber qual caminho traçar nessa veia capilar chamada publicidade e propaganda.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Eu me cadastrei, e você?
Ajudar o próximo faz parte da natureza humana. Claro que a especialidade de muitos é arruinar sua espécie, mas normalmente ficamos felizes em poder ajudar alguém de alguma forma.
Eu tenho um sonho que pode soar forçadamente altruístao, mas não é. É simplesmente verdadeiro. Que é doar uma medula óssea pra depois olhar nos olhos de quem recebeu e ter a consciência de que aquela vida foi salva por mim. Não por um ato heróico de salvamento em um incêndio ou evitando alguém de ser atropelado, mas apenas porque eu fiz algo que deveria ser feito. Nem todos podem sequer tentar salvar alguém de um incêndio, mas se cadastrar para a doação de medula óssea é algo tão simples que todos deveriam fazer.
Primeiramente, basta se inscrever em algum ponto de cadastramento de medula. Eles recolherão seu sangue e o cadastrarão no Banco Nacional de Doadores (REDOME - INCA www.inca.com.br). Depois de muitos exames, caso encontrem alguém compatível, você será convidado a fazer a coleta da medula.
É muito difícil encontrar pessoas compatíveis, mas quanto mais doadores, mais serão as chances.
Eu tenho um sonho que pode soar forçadamente altruístao, mas não é. É simplesmente verdadeiro. Que é doar uma medula óssea pra depois olhar nos olhos de quem recebeu e ter a consciência de que aquela vida foi salva por mim. Não por um ato heróico de salvamento em um incêndio ou evitando alguém de ser atropelado, mas apenas porque eu fiz algo que deveria ser feito. Nem todos podem sequer tentar salvar alguém de um incêndio, mas se cadastrar para a doação de medula óssea é algo tão simples que todos deveriam fazer.
Primeiramente, basta se inscrever em algum ponto de cadastramento de medula. Eles recolherão seu sangue e o cadastrarão no Banco Nacional de Doadores (REDOME - INCA www.inca.com.br). Depois de muitos exames, caso encontrem alguém compatível, você será convidado a fazer a coleta da medula.
É muito difícil encontrar pessoas compatíveis, mas quanto mais doadores, mais serão as chances.
sábado, 5 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Lost nunca terá um fim.
Lost sempre esteve em um patamar acima das outras ao longo de sua história. Por mais que existessem mistérios, viagens no tempo, ursos polares, monstros de fumaça e outras coisas inimaginéveis, o que sempre teve seu papel principal era o ser humano e principalmente, seus problemas psicológicos e sociais.
Como o próprio Jacob (espero que saiba quem seja) disse, todos que estavam lá eram pessoas incompletas, infelizes, “quebradas” e Os 6 anos da série mostraram isso perfeitamente. Seja através de flashbacks ou na realidade da ilha, tudo que estava em evidência era o ser humano tentando sempre se redimir de erros cometidos. De resto, era apenas pano de fundo.
E pra sacramentar, cravar pra sempre Lost nos corações e mente de todos os fãs, a série teve um final que jamais será esquecido. Não apenas pela forte emoção de enfim saber o que aconteceria a todos os sobreviventes do Oceanic, não apenas pelas mortes, reencontros, sofrimento. Não, não. O que fez Lost não poder sair da cabeça de quem acompanhou foram as lacunas deixadas em aberto. Felizmente para uns, infelizmente para outros, o que vemos no final foi algo extremamente reflexivo, não entregando nada mastigado. O que nos fará pensar em seus porquês e “comos” pelo resto da vida. É muito mais mágico cada um refletir como quiser, e agradeço muito ao J.J Abrans também pensar assim.
Novamente o ser humano foi explorado, mas desta vez, fomos nós espectadores.
Como o próprio Jacob (espero que saiba quem seja) disse, todos que estavam lá eram pessoas incompletas, infelizes, “quebradas” e Os 6 anos da série mostraram isso perfeitamente. Seja através de flashbacks ou na realidade da ilha, tudo que estava em evidência era o ser humano tentando sempre se redimir de erros cometidos. De resto, era apenas pano de fundo.
E pra sacramentar, cravar pra sempre Lost nos corações e mente de todos os fãs, a série teve um final que jamais será esquecido. Não apenas pela forte emoção de enfim saber o que aconteceria a todos os sobreviventes do Oceanic, não apenas pelas mortes, reencontros, sofrimento. Não, não. O que fez Lost não poder sair da cabeça de quem acompanhou foram as lacunas deixadas em aberto. Felizmente para uns, infelizmente para outros, o que vemos no final foi algo extremamente reflexivo, não entregando nada mastigado. O que nos fará pensar em seus porquês e “comos” pelo resto da vida. É muito mais mágico cada um refletir como quiser, e agradeço muito ao J.J Abrans também pensar assim.
Novamente o ser humano foi explorado, mas desta vez, fomos nós espectadores.
domingo, 16 de maio de 2010
Sessão Cult - Barry Lyndon – Uma pintura em movimento
Dentro de 1 ano eu pensava ter assistido o essencial da filmografia do meu diretor de cinema favorito, Stanley Kubrick. Laranja Mecânica, Dr. Fantástico, O Iluminado e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Assisti também outros grandes longas assinados por ele, Nascido para Matar, de Olhos bem Fechados e Glórias Feitas de Sangue. Dentre os que faltam, apenas 3 eu ainda pretendia assistir. Lolita, Spartacus e Barry Lyndon.
Hoje criei ânimo e resolvi assistir o gigantesco Barry Lyndon sem muitas pretensões de inseri-lo no meu rol dos favoritos de Stanley. Pois pelo que li em sites especializados e fóruns, o filme é considerado uma obra prima sim, mas apenas para quem estuda cinema, devido a sua magnífica fotografia, iluminação única e enquadramento “a la Kubrick”, porém com um enredo maçante e história forçadamente “arrastada”. Bom, nada pode ser mais arrastado que 2001: Uma Odisséia no Espaço e isso não encaro muito como defeito.
Se especialistas ou cinéfilos impõem que o visual de Barry Lyndon é perfeito, ninguém em sã consciência poderia discordar. O longa é uma (mais uma) revolução do cinema. Para começar, toda a iluminação foi feita apenas com luz natural do sol, e para as cenas noturnas ou ambientes fechados, era feita à luz de velas. E para isso, usou de uma câmera especialmente projetada para esse tipo de ambiente. Já não bastasse toda essa preocupação, todo o figurino foi feito com roupas verdadeiras, todas feitas na segunda metade do século XVI. Tudo para que, no final, o espectador tenha uma visão perfeitamente real do que se passava na época. A fotografia e enquadramentos se dão como em todos os filmes de Kubrick, com um toque único.
Analisando a forma de arquitetar o visual de Barry Lyndon, nós, brasileiros, podemos comparar com o modo de criação dos poemas parnasianos (apesar de ter nascido na França, teve maior evidência por aqui) do início do século XX. Assim como Kubrick visa tem por objetivo a perfeição fotográfica, os escritores buscam sempre a perfeição nas formas, montando sempre o poema e suas rimas como um ouvires molda uma jóia. Porém as comparações com parnasianismo devem parar mesmo na sua forma visual. A “arte pela arte” do estilo literário o faz visar apenas as formas, pondo de lado o conteúdo. Isso não acontece em Barry Lyndon. O enredo e histórias podem ser considerados maçantes, mas apenas para aqueles não familiarizados com o tipo de obra que Stanley proporciona. O filme é repleto de detalhes, onde ninguém fez questão de acelerar o passo para que ele termine rapidamente. Detalhes que podem ser comparados a pinceladas em um quadro de auto-retrato, onde cada traço tem seu propósito de existir, e se não existisse, sentiríamos que está faltando algo. Como os traços em uma pintura, os sorrisos, os olhares, os silêncios, os passos, sons, conseguem ilustrar perfeitamente o clima da aristocracia da Grã-Bretanha. O que Barry Lyndon finalmente nos passa é uma sensação de que vemos realmente um belíssimo quadro em movimento. Uma pintura com traços de Caravaggio, conteúdo de Picasso e um surrealismo de Salvador Dali.
Hoje criei ânimo e resolvi assistir o gigantesco Barry Lyndon sem muitas pretensões de inseri-lo no meu rol dos favoritos de Stanley. Pois pelo que li em sites especializados e fóruns, o filme é considerado uma obra prima sim, mas apenas para quem estuda cinema, devido a sua magnífica fotografia, iluminação única e enquadramento “a la Kubrick”, porém com um enredo maçante e história forçadamente “arrastada”. Bom, nada pode ser mais arrastado que 2001: Uma Odisséia no Espaço e isso não encaro muito como defeito.
Se especialistas ou cinéfilos impõem que o visual de Barry Lyndon é perfeito, ninguém em sã consciência poderia discordar. O longa é uma (mais uma) revolução do cinema. Para começar, toda a iluminação foi feita apenas com luz natural do sol, e para as cenas noturnas ou ambientes fechados, era feita à luz de velas. E para isso, usou de uma câmera especialmente projetada para esse tipo de ambiente. Já não bastasse toda essa preocupação, todo o figurino foi feito com roupas verdadeiras, todas feitas na segunda metade do século XVI. Tudo para que, no final, o espectador tenha uma visão perfeitamente real do que se passava na época. A fotografia e enquadramentos se dão como em todos os filmes de Kubrick, com um toque único.
Analisando a forma de arquitetar o visual de Barry Lyndon, nós, brasileiros, podemos comparar com o modo de criação dos poemas parnasianos (apesar de ter nascido na França, teve maior evidência por aqui) do início do século XX. Assim como Kubrick visa tem por objetivo a perfeição fotográfica, os escritores buscam sempre a perfeição nas formas, montando sempre o poema e suas rimas como um ouvires molda uma jóia. Porém as comparações com parnasianismo devem parar mesmo na sua forma visual. A “arte pela arte” do estilo literário o faz visar apenas as formas, pondo de lado o conteúdo. Isso não acontece em Barry Lyndon. O enredo e histórias podem ser considerados maçantes, mas apenas para aqueles não familiarizados com o tipo de obra que Stanley proporciona. O filme é repleto de detalhes, onde ninguém fez questão de acelerar o passo para que ele termine rapidamente. Detalhes que podem ser comparados a pinceladas em um quadro de auto-retrato, onde cada traço tem seu propósito de existir, e se não existisse, sentiríamos que está faltando algo. Como os traços em uma pintura, os sorrisos, os olhares, os silêncios, os passos, sons, conseguem ilustrar perfeitamente o clima da aristocracia da Grã-Bretanha. O que Barry Lyndon finalmente nos passa é uma sensação de que vemos realmente um belíssimo quadro em movimento. Uma pintura com traços de Caravaggio, conteúdo de Picasso e um surrealismo de Salvador Dali.
sábado, 15 de maio de 2010
Só pra constar (2)
Não me orgulho de de não ligar pro aquecimento global, de ligar o ventilador no frio só pra não dormir no silêncio, de ser manipulador, de ser ciumento, não gostar de amarelo, de ter mania de organização, de ser tão nostálgico, de gostar de O Mágico de Oz, de ser tão pragmático, de não olhar pra trás quando assoviam, de passar marcha sem pisar na embreagem, de ter perdido meu celular, de pensar que todos são idiotas antes de conhecer, de gostar de Rasputina. Não me orgulho de não ter orgulho disso tudo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Péssima pergunta.
Já é meio que sabido que a pior coisa para um produto ruim, é uma boa propaganda. Mas a sorte da Antartica Sub Zero é que isso que está sendo veiculado na tv é tão ruim quanto o produto.
Eu como um bom apreciador de cerveja me sinto com o mínimo de gabarito possível pra falar que essa cerveja é ridícula, ruim, depreciável. E ainda vem com umas características (duplamente filtrada abaixo de zero) que são nada mais que marketing. E como estudante de Publicidade e Propaganda, também achei o mesmo de sua peça pra tv. Juntando essas duas coisas, algumas perguntas pertinentes vem a cabeça.
Como assim "refrescante"? - Ok, cerveja agora virou Coca-Cola pra matar a sede.
Como assim "duplamente filtrada abaixo de zero"? - Ela esquenta do mesmo jeito.
O que faria eu trocar minha velha e boa Brahma por isso? BOA PERGUNTA.
Eu como um bom apreciador de cerveja me sinto com o mínimo de gabarito possível pra falar que essa cerveja é ridícula, ruim, depreciável. E ainda vem com umas características (duplamente filtrada abaixo de zero) que são nada mais que marketing. E como estudante de Publicidade e Propaganda, também achei o mesmo de sua peça pra tv. Juntando essas duas coisas, algumas perguntas pertinentes vem a cabeça.
Como assim "refrescante"? - Ok, cerveja agora virou Coca-Cola pra matar a sede.
Como assim "duplamente filtrada abaixo de zero"? - Ela esquenta do mesmo jeito.
O que faria eu trocar minha velha e boa Brahma por isso? BOA PERGUNTA.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Emoção²
Devo ter sido único da faculdade que votei nesse comercial como o melhor de Cannes 2009. Mesmo porque tinha concorrentes de peso como Encounter da Coca-Cola e Dog Fish da Volkswagen.
Mas o que mais me chamou atenção nesse filme para o perfume Flora da grife italiana Gucci é a expressão/emoção/sentimento/algo inexplicável da garota. É algo puro que dá pra se notar apenas por pouquíssimos segundos de tomada em seu rosto.
Dá pra se notar, mas não explicar.
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