quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Live at Pompeii – O Floyd pelo Floyd

Música psicodélica é como berinjela, ou você ama ou odeia (eco). Se você não vê com bons olhos cotoveladas no teclado, cachorros uivando no microfone e guitarras fazendo sons estranhos, pare por aqui.
Live at Pompeii foi um filme da banda de Rock Progressivo Pink Floyd no anfiteatro de Pompéia, destruído pelo vulcão Vesúvio. O que de tão especial tem esse show? Absolutamente nenhum espectador. Novamente, se você conhece Pink Floyd apenas por Another Brick in The Wall, Wish You Where Here e não faz questão de passar disso. Melhor nem continuar.
O ano era 1971, época em que o Pink Floyd ainda buscava uma definição musical de fato desde a saída de Syd Barret. Tinham acabado de lançar Meddle e ainda não haviam gravado Dark Side Of The Moon (1973). Vivam uma transição entre resquícios da psicodelia de Syd Barret e a criação da sua identidade progressiva.
Aqui falarei sobre o DVD Pink Floyd Live At Pompeii – The Director’s Cut. Que além das filmagens originais, conta com entrevistas e outros extras. Destacando a entrevista com Adrian Maben, diretor e idealizador dessa obra sem precedentes no mundo; também raras filmagens dos membros da banda em estúdio na gravação de Dark Side of The Moon. (Destaque para Nick Mason reclamando da torta com crostas). O legal do DVD pára por aí. O show principal foi bastante modificado em relação a versão original, as vezes deixando de mostrar a banda tocando para exibição de imagens de planetas ou coisa parecida. Mas obrigado Adrian Maben, você pensou em mim. Colocou a versão original nos extras com a mesma qualidade de imagem.
Adrian Maben, conta em sua entrevista nos extras, que perguntou a banda se eles aceitaram tocar em playback. Aquilo foi quase um insulto, jamais os Floyd aceitariam fingir que tocam seus instrumentos. Resultado: O mais gigantesco equipamento musical da época transportado para o meio do nada, para o anfiteatro de Pompéia. Habitantes e guias turísticos locais dizem que o equipamento do Pink Floyd era tão potente que causou danos irreparáveis as estruturas do anfiteatro.
Uma das magias desse show é o destaque que cada membro recebe. Diferentemente dos outros em que futuramente Rick Wright e Nick Mason parecem apenas de base para as estrelas de David Gilmour e Roger Waters brilharem ao palco, cenas do tecladista e baterista são amplamente exploradas e fazem parte do que o filme tem de melhor. Dentre as memoráveis, destaco Wright maltratando um teclado com cotoveladas e sopapos, David Gilmour cantando com o cabelo esvoaçando ao vento (versão original, por favor), o dueto de Gilmour e Wright em Echoes, Roger Waters se preparando para “martelar” uma bateria e Nick Mason quebrando sua baqueta.
A partir do primeira nota de Echoes, entusiastas e fãs do inquieto espírito floydiano vêem a música, seu conceito e sua imagem o transportarem a uma nova dimensão do que é música. Aquilo que parece ser uma passagem de som é música. O que parece ser uma pessoa com raiva e maltratando uma bateria é música. Shows de mega bandas levavam dezenas, centenas de milhares de pessoas aos shows e o maior espetáculo do rock progressivo estava vazio. Era a música pela música. A magia pela magia. Floyd pelo Floyd.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Legião Urbana – Análises úteis (ou não).

Mesmo não tão frequentemente como a 5 ou 6 anos atrás, ainda volta e meia me pego ouvindo algumas de minhas músicas preferidas da Legião Urbana, como Metal Contra as Nuvens, Eu Era Um Lobisomem Juvenil, Dezesseis...
Pegando carona na notícia de que Faroeste Caboclo, talvez o grande clássico da banda, irá virar filme em 2011, compilei algumas coisas que reparei nesses longos anos em que ouço Legião Urbana.

- A letra de uma de minhas músicas preferidas, Eu Era Um Lobisomem Juvenil, não passa de um amontoado de frases de efeito que, juntas, não fazem sentido algum. Por exemplo:

Ontem faltou água, anteontem faltou luz
Teve torcida gritando quando a luz voltou
Não falo como você fala, mas veja bem o que você me diz


Isso pode até fazer sentido na cabeça do Renato Russo, mas fica difícil meros mortais entenderem.

- João de Santo Cristo é o nome perfeito para encaixar em uma música com letra tão gigantesca como Faroeste Caboclo. Quando a música exige um nome pequeno, ele usa João. Um nome médio: Santo Cristo e um nome mais extenso ele encaixa João de Santo Cristo. 3 nomes se torna muito útil também para não haver uma cacofonia ao falar da mesma pessoa várias vezes. Simples e muito eficiente.

- Essa é baba, todo mundo já deve saber. Renato Russo expondo ao mundo sua atração pelo mesmo sexo. Fácil de se notar em Meninos e Meninas:

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas


E não tão fácil assim em Daniel na Cova dos Leões, onde ele descreve uma relação homossexual. Talvez a primeira.

Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.


- Sem chances. A Legião Urbana era obra única e exclusiva de Renato Russo. Fato é que as evoluções das composições acontecem de acordo com as fases da vida de Renato. O início da banda, ainda com resquícios do Aborto Elétrico, com ideologia e musicalidade punk rock. Com letras voltadas a luta contra um sistema capitalista (Geração Cocal Cola, Que País É Esse?, O Reggae), passando por uma evolução e complexidade musical mais densa e letras “viajadas”, chegando a ter influencias progressivas (Metal Contra As Nuvens, Eu Era Um Lobisomem Juvenil) e, por fim, já sabendo que era portador do HIV e sabendo que morreria em breve, Renato Russo cria canções extremamente melancólicas, tanto em letra quanto melodias. (Todas as músicas do álbum A Tempestade).

Considero, de longe, Legião Urbana a mais bem sucedida banda de rock cantada em português do Brasil. Embora sem composições musicais complexas, elas se mostram bastante eficientes a se tornarem um pano de fundo para o que Renato Russo tentava dizer ao mundo. Às vezes sem tanto sentido explícito, ou sem sentido algum (acredito eu), mas sempre fazendo as pessoas refletirem sobre aquilo que ouviam. Hoje em dia já não é minha banda favorita, mas foi ela que abriu as portas para eu criar uma percepção musical crítica. E isso já me faz um eterno fã.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sinopse No Caminho de Thandara

Mais que um caminho, muito além de uma estrada. Thandara é um portal que divide a vida entre antes e depois de quem o atravessara. Era onde os culpados se redimiam com sua consciência, ou se flagelavam eternamente; onde crianças se tornavam adultas ou se trancafiavam na sua inocência.

Doru viverá uma experiência que marcará profundamente sua vida ao andar pelos sete quilômetros de Thandara. A cada passo, redescobre o sentido da sua vida ao lado de Sara, filha da mulher que ele matara há anos atrás. Um buscando se redimir, e a outra, perdoar.


Agora sim, meu futuro livro tem uma sinopse =]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Top - Personagens mau exemplo

Não estou criticando nenhum desses personagens, seu impacto na sociedade ou coisa parecida. Muito pelo contrário. Sou fã de todos, adoro o politicamente incorreto e me vejo fascinado por anti-heroísmo.

8 - Alex DeLarge (Filme Laranja Mecânica) - O ultraviolento



Quantas vezes já ouvi falar: - O DeLarge é foda! Um jovem que tem atos violentos como hobbie. Péssimo exemplo para a juventude oprimida da época de lançamento do filme.

7 - Dexter (Série Dexter) - O Assassino


Quem não gostaria de assassinar todos os traficantes, estupradores e pedófilos do mundo? Eu sim. Querer, todos queremos e Dexter é nosso ícone. Porém justiça com as próprias mãos não é legalmente correto para uma sociedade. A final, o Código de Hamurabi já foi extinto há algum tempo.

6 - Agostinho Carrara - O trambiqueiro


Agostinho Carrara é o estereótipo do brasileiro que quer ganhar a vida sem muito esforço. Consegue dinheiro e não paga, compra fiado e não paga. Dobra o sogro, a esposa e qualquer um que ver pela frente.

5 - Ben Linus (Série Lost) - O manipulador



Nem todos têm aqueles esses olhos amedrontadores como arma. Mas bem que gostaríamos de nos safar de emboscadas usando apenas o dom da fala. E nisso, Ben é especialista. Conta mentiras tão bem que qualquer um caí na sua refinada lábia.

4 - Barney Stinson (Série How I Met Yout Mother) - O cafajeste


Para os homens, é um ótimo exemplo a ser seguido. Todos os dias com uma diferente, usando “técnicas” de sedução peculiares (com sucesso as vezes). Já para as mulheres não é bem assim, é um cafageste que sequer sabe da existência delas no próximo dia.

3 - Neil Cafrey (Série White Collar) - O estelionatário



Uma pessoa que é boa em tudo que faz e ganha dinheiro fácil. Falsificador, vendedor, ladrão, estelionatário e mentiroso. Por mais que esteja ajudando a justiça em sua nova vida, não consegue se safar do seu passado e suas recaídas fora da lei são constantes.



2 - Dr. House



Cínico, sarcástico, irônico, infantil, egoísta, preguiçoso, egocêntrico, viciado, anti-social e, principalmente, extremamente competente no que faz. O médico alia sua inteligência com todas essas “virtudes”, e usa frases de efeitos que deixam qualquer um boquiaberto. Assistí-lo conversar é péssimo se você tem 1% de seu caráter.

Homer Simpson - O preguiçoso, guloso, bêbado, egoísta, anti-religioso, mentiroso, burro...



Homer uma espécie de compilação do que há de pior (e as vezes de melhor), do cidadão norte-americano, uma sátira. Óbvio que ser burro como ele, ninguém pretende. Mas sua “filosofia” é amplamente difundida. A final, de consumistas e preguiçosos todos nós temos um pouco.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada II - Stardust

Bastou trocar umas letras e olhar pra cima. Havia estrelas, e das estrelas nós viemos.

Particularmente (meu "particularmente" se trata da verdade absoluta no universo Overdose Intuitiva, ok?) considero a língua portuguesa a mais bela que existe. Não sou nenhum discípulo de Policarpo Quaresma, mas também considero nosso hino e nossa bandeira os mais lindos. Mas isso não vem ao caso.

A poesia, a fonética, as rimas, a imensidão de palavras que modificam todo um contexto apenas trocando uma sílaba tônica. Tudo soa maravilhoso na língua portuguesa e tenho orgulho de me dar bem com ela.

Pois bem, isso tudo foi apenas pra mostrar que não sou apegado em nenhum estrangeirismo. Tanto é que me irrito quando alguém escreve "delivery" no lugar de "entrega" ou coisa parecida. Mas há palavras em inglês que me fazem pensar em coisas absurdas em lugares ou horas não muito convencionais. Uma delas, a mais de todas, a Forrest Gump do dicionário é:

Stardust - É a junção de star (estrela) e dust (poeira). Primeiramente, ela tem uma fonética maravilhosa. "Segundamente". Poeira e estrela em um mesmo contexto? Tão insignificante como poeira, vindo de algo imensuravelmente importante como uma estrela. Isso é de deixar perplexo. Terceiramente. Ah, esse terceiramente...

Imagine minha profunda admiração pelo espaço (já bastante descrito por aqui) aliado com minha curiosidade sobre algo que provavelmente nunca vou saber ao certo. Agnóstico com um pé no ateísmo, não sei explicar como surgiu a vida. Não sei assim como todo mundo não sabe (muito menos a Bíblia) e acham que suas teorias são as verdades absolutas. Porém acho muito interessante a teoria de que somos poeiras das estrelas (stardust). Acho interessante e muito lógico. Pois somos feitos de átomos e esses átomos podem ter vindo de qualquer parte do universo. De uma explosão de uma estrela, de uma colisão de um asteróide com um planeta ou, quem sabe, de um espirro de Deus (=.

E o que essa palavra com 9 míseras letras carrega é nossa possível (ainda longe de provável) origem e nossa importância no infinito. Você, eu, a Angelina Jouli, aquela pedra que você chutou na rua. Todos podemos conter átomos de bilhões de estrelas. Somos, de certa forma, imensuráveis.

Mais coisas na salada? Imagine minha profunda admiração pelo universo, minha curiosidade sobre algo que provavelmente nunca vou saber ao certo e minha paixão por rock progressivo da suécia:

"Stardust we are, close to divine" (Stardus We Are - The Flower Kings)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada I – Rupturas

Só existe um lugar no mundo onde eu possa colocar as pernas pra cima e ouvir meu bom rock tranquilamente tomando uma cerveja. Esse lugar é meu quarto.
Nada de especial nesse sábado a tarde, tanto é que nem me lembraria dele, e principalmente, do que havia pensado nele se não tivesse achado rascunhos disso aqui.

Foi ouvindo Ramones que passei a reparar que o que entra pra história são as rupturas.
Ok, explicar-vos-ei através do exemplo desmoronamento do Punk na cabeça amarelo-cor-de-ovo de John Rotten.

A primeira ruptura do dia, o surgimento do Punk. O Punk Rock foi (desculpe, mas Punk Is Dead sim) um estilo que pregava em suas letras e atitudes um descontentamento com o sistema do mundo (essa birrinha contra o McDonnalds e Coca-Cola vem daí), uma vez que os jovens, principalmente do Reino Unido, se sentiam oprimidos pela classe burguesa capitalista e não tinham perspectivas de vida. Esse sentimento foi refletido na música. Antes do Punk Rock, o que predominava eram as mega bandas, pomposas, com instrumentistas formados em universidades usando instrumentos caros. Os músicos queriam, naturalmente, ser como seus ídolos, fazer sucesso e ganhar dinheiro. Porém cada vez ficava mais difícil, a cada dia o rock tendia a ser mais complexo e, consequentemente, distante da realidade dos jovens com “vida normal”. E, se não fosse por essa opressão e o ódio pelo sistema do Punk, hoje estaríamos vendo shows de rock em teatros de óperas.
Eis a primeira ruptura do dia, do rock pomposo para um rock simples, feito com instrumentos de segunda, músicos não muito competentes (mas muito talentosos) falando o que sua classe queria ouvir.
“We love our queen. God saves. God save the queen.” (Sex Pistols, em uma óbvia avalanche de sarcasmo).

A segunda ruptura foi como isso tudo se desmoronou. Foram 2 motivos. Um deles: O Punk Rock era simples por natureza, tanto em melodia quanto em letras. O estilo foi tão difundido pelo mundo que se saturou. Não existia mais o que falar e foi se tornando enjoativo com o tempo. 4 acordes iam sendo repetidos e o discurso já não tinha o mesmo efeito. O outro, e mais importante, foi a descrença de alguns quanto a eficiência do Punk. Anos e anos lutando contra o sistema e ele sequer deu sinal de mudança. Surge então outro estilo, Pós-Punk (ou Gótico). Com a seguinte ideologia: O problema não está no mundo, mas sim dentro de nós. Assim surge no mundo bandas com letras extremamente depressivas, criticando nós mesmos e nos comparando a lixos.
Essa foi a segunda e mais importante ruptura do dia, pois não basta lutar contra um sistema que oprime se nós mesmo somos assim por natureza.

É fantástico como a música reflete na sociedade e nas nossas vidas, basta absorvermos esses dois fatos em nossas vidas e nos tornaremos pessoas melhores.
Primeiro: Sejamos simples. Dar valor a pequenas coisas na vida, como olhar um pôr-do-sol ou dar uma boa gargalhada faz muito bem.
Segundo: Deixemos de por a culpa no mundo. Não adianta falar que o mundo é injusto, pois o mundo é feito de pessoas e pessoas são injustas que só pensam em sí. Não adianta chorar ou ficar bravo. Problemas ocorrem corriqueiramente e ninguém é isento disso. Resolva e pronto.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada. Gênesis

Não se trata de falar das bundas de mulheres ou que quero ir ao banheiro. É uma fase onde os neurônios parecem se entender com o álcool e o resultado é uma fase fértil onde os pensamentos parecem fluir deliberadamente.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inception - Neorônios em forma de omelete



Contém spoilers.

Uma coisa que me fiz escrever sobre A Origem (Inception) meio atrasado (algumas semanas depois) foi esperar a poeira baixar, o estouro da boiada se acalmar e meus neurônios agora poderem trabalhar em prol desde post.

Pobre de mim. Achava que nada podia fritar mais meus miolos que Clube da Luta, ou Efeito Borboleta. Eis que surge uma obra de um diretor que se mostra cada vez mais ousado e sem medo de errar. Após reformular o envergonhado Batman no cinema, cria uma história que me fez imaginar que tipo de droga Christopher Nolan usou pra pensar nisso tudo que, não chega ser impossível de se entender, mas uma simples olhada no relógio faz perder todo sentido (torça pra ter algum).

No início, já era de se esperar uma cena pra não se entender nada (sem querer subir em cima da onça morta pra tirar foto, mas imaginei que aquele seria o final). Depois a coisa vai complicando. É necessário entender tudo a partir do final da primeira cena, se não, é melhora começar de novo. E não tenha vergonha de recomeçar.

Porém, Inception não é só complexidade crua e inteligência, o filme é extremamente empolgante, principalmente nas cenas em que certos acontecimentos só podiam ocorrer em sonhos. (A “falta de gravidade” no hotel como conseqüência da Van estar caindo no rio, por exemplo). Com personagens carismáticos e interessantes. Leonardo DiCaprio cada vez mais maduro e me fazendo esquecer Titanic é um ponto a se relevar. E, claro, alguns efeitos especiais, como a cidade se dobrar para cima e segundo minha amiga e (sic) fã, Tais, estudante de Cinema e futura editora, a cena da Van caindo no rio. Desculpe, mas a palavra é “FODA!”

Vai um paradoxo aí? Pra completar a omelete de neurônios, busquei um defeito no filme achei um. Ele é extremamente didático, chegando ficar enjoativo todo mundo explicando como tudo funciona. Porém, se eles explicando passo a passo já fica difícil de entender, sem fazer isso seria impossível de fato. Então, deixa esse defeito de baixo do tapete da razão.

Dentre infinitas perguntas que podem surgir após o término do filme, a que mais me intrigou foi: Quem é o vilão, quem é o mocinho? A resposta é simples, ninguém e ninguém. Os supostos heróis são pessoas com índoles duvidosas. Ladrões, mercenários, falsificadores, que entram na mente de uma pessoa a mando de seu concorrente, criam um mundo de mentiras inserindo uma idéia primária para que se desenvolva e acabe com si mesma. Nos moldes do maniqueísmo, isso não é lá uma coisa muito heróica. E o vilão? Robert Fischer (Cillian Murphy) não faz nada além de se defender em seus próprios sonhos (utilizando de técnicas “anti-invasão”) e que é enganado o tempo todo pela equipe de Dom Cobb. (Leonardo DiCaprio).

Essa é uma das poucas perguntas onde há respostas. Outras, como: Ele matou a esposa? (creio que sim, ele usou a inserção para que ela se matasse) O final é real ou um sonho? (O pião começou a querer parar de rodar) já não são simples de responder e dependem da interpretação de cada um.

Inception é um filme genial, com uma história genial, edição genial. Mas o que mais admiro em filmes de Nolan é seu toque de realidade, mesmo em fantasiosos como Batman ou Inception. Ele nos mostra que, assim como na vida real, não existe ninguém bom e ninguém mau. O que existem pessoas buscando seu lugar no mundo e realizar seus sonhos...

Sonhos?

O próximo será Batman – Dark Knight Rises. Não me decepcione, Nolan!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Diferenças, coisa e tal.

Nesse fim de ano, nas minhas curtas férias, fui pra minha querida e amada São Paulo e passei o reveillon na Av. Paulista. Como já era de se esperar, havia um mar de gente e alguns quilômetros de festa.

Como também já esperava, alguns artistas no palco. Como Zezé de Camargo e Luciano, Fábio Junior e dois que me chamaram atenção. Não pela sua qualidade ou falta dela, mas sim pela sua história e pela diferença de como chegaram aonde estão no cenário musical. Um deles, o irritante Fiuk e o consagrado Capital Inicial.

O Capital Inicial vem de um berço músical do qual grande parte das bandas de rock nacionais também vieram. Principalmente dos anos 80. Assim como o Legião Urbana,São resquícios da banda punk Aborto Elétrico. Não vou me aprofundar muito na história da banda, pois só queria mostrar que existe um histórico de competência pro Capital Inicial chegar onde chegou. Diferentemente de...

Fiuk. Sem voz, sem talento algum pra compor e com o cabelo bagunçado. Mas, fazer o que? Pai famoso, não precisa falar mais nada. Chega ser hilário ver aquela coisa metida a roqueira tentando levantar o público com sua animação anêmica. "Quero ver quem tá mais animado, lado direito ou lado esquerdo" - Tenha dó, coisa de banda de formatura tocando em carnaval.

Bem, mas foi ótima a festa. Me surpreendi com a organização. Me disseram que só teria "maloqueiro" querendo te assaltar e brigas. Mas pelo contrário, fiz bastante amizade (mesmo nunca mais vendo algumas pessoas) e gente bêbada igual eu :-)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Meu mundo em preto e branco.



Foto? Não
Cores? Não
Bem... isso aí é parte do trabalho final de Blá Blá Blá de Propaganda (o nome da matéria é gigantesco e deu preguiça de pesquisar).
Eu, eu mesmo era o produto e o cliente era alguém a me empregar. Sem querer fazer propaganda enganosa, refleti eu mesmo em alguns píxels, nenhuma cor e algum tipo de conceito.

"Ninguém é tão pequeno a ponto de não se lembrar. Ninguém é tão pequeno a ponto de se esquecer. Invista em publicidade."

O texto remete a idéia de que nenhuma empresa pode se considerar pequena o bastante a ponto de não investir em publicidade. Assim como uma empresa não pode se achar grande o suficiente para deixar de investir.

As letras crescem e o degradê em cinza se torna mais forte de acordo que vão se aproximando da "publicidade", assim como uma empresa que cresce e se fortalece de forma que utiliza a propaganda. De resto, espaço em branco para reflexão, posicionamento do texto não convencional, informações no canto inferior direito. Coisas do gênero, etc e tal.

Nizan Guanaes batizou sua agência de África porque ele gosta de palavras proparoxítonas. Eu gosto da minha identidade visual em preto e branco porque sou daltônico. Simples assim...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vai você também.

Recebi uma mensagem "repudiando" o título do meu último post. Olha, sem querer ser chato, mas por acaso está escrito Antigo Testamento por aqui?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Malhação, vai tomar no cu.

Não me sinto lá muito orgulhoso ao falar disso, mas posso explicar. Meu tempo é extremamente cronometrado, nos 20 minutos que tenho pro lanche entre o trabalho e a faculdade é justamente na hora da Malhação e, infelizmente, tirar da Globo na minha casa é chamar pra briga. Pois bem...

Malhação é aquilo tudo de ruim que todos conhecemos, péssimo atores em formação, histórias batidas, maniqueísmo, clichês e tudo mais. Mas o pior, pior de tudo mesmo, é essa tentativa de responsabilidade social para com seu público jovem. Me pergunto as vezes quem são os roteiristas, autores e diretores dessa novelinha peba. No mínimo devem ser umas velhinhas com moralidade do século XVIII a níveis estratosféricos. Só pode! Não tem cabimento, por exemplo, um jovem se indignar porque viu sua amiga bêbada, ou ainda ficar abismado porque o amigo fez sexo sem camisinha.

O problema não é tratar de assuntos polêmicos que prejudicam os jovens, mas sim o modo como fazem. Que tal um choque de realidade? Jovens que no mínimo se pareçam ou agem como jovens de verdade e tem vidas como jovens de verdade. Sem essa de cidadãos perfeitos que não bebem álcool, ou que são contra a diminuição da maioridade penal, isso irrita. Bons jovens também ficam bêbados (eu quem o diga), fumam, fazem sexo sem camisinha, brigam.

Malhação, século XXI, acorda pra vida! Ninguém mais se identifica com esses robôs anjinhos transbordando ética e bons valores, e se ninguém se identifica, essa porcaria de responsabilidade social que tentam pregar vai por água abaixo.
Aliás, nem sei o motivo de escrever isso. Quero mais é que essa novela vá pro quinto dos infernos.

Ps. O título de baixo calão é pra mostrar que gente de família também fala palavrão.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Descanse um pouco.

Uma pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume!
Dois panfletos que fiz. Pelo menos as frentes me agradaram. Sem muita informação e apenas elementos pra atrair a atenção do leitor. Aos poucos vou domando meus clientes.




Um pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume...


sábado, 6 de novembro de 2010

Alice no País das Maravilhas - A Guerra Fria que não cicatriza

É incrível como os filmes infantis da Disney trazem consigo nuances em que apenas adultos conseguem absorver e refletir. Mesmo assim nem todos, ou poucos. Histórias sobre mensagens subliminares, inclusive, já foram até admitidas pelos criadores de alguns filmes. Já outras, os teóricos da conspiração adoram acreditar que existem e que a Disney é mais um braço esquemático do governo norte americano com o intuito de transformar crianças em adultos precocemente.

Mensagens subliminares da lado, Alice no País das Maravilhas de Tim Burton traz também não é novidade. O cinema hollywoodiano faz isso há décadas: A luta dos Estados Unidos contra a União Soviética, o Capitalismo contra o Socialismo, e claro, o mal a ser combatido pelo bem. Se na Guerra Fria não houve luta armada declarada, nos filmes o que vemos é luta braçal, sangue, ódio. Em Rocky IV (embora não seja da Disney), em sua luta final contra o soviético Ivan Drago, Rocky (Silvester Stalone) não só representou sua pátria usando um calção listrado e a bandeira ianque, ele era todo o ódio de seu país em aniquilar aquele que era seu inimigo, também prestes a explodir.

25 anos depois, com a Guerra Fria terminada, com o capitalismo mais forte do que nunca e prestes a se tornar eterno e com a União Soviética esfacelada reduzida à Rússia, Alice no País das Maravilhas traz de volta a guerra do bem contra o mal, caracterizando suas alegorias com o intuito de regredirmos e termos alusões de que o bem é o capitalismo estadunidense e o mal, tudo aquilo que vem contra.



O vilão da história é uma rainha má, qual não apenas usa roupas e toda a decoração de sua corte de vermelho (cor da União Soviética), mas tem em seu nome sua cor. A Rainha Vermelha representa todo mal do socialismo a ser combatido, como na guerra fria. Sua corte é um jogo de alegorias representado a falida URSS. Com seus protegidos, meras aberrações rejeitadas pelo mundo e seus súditos que a sustenta (literalmente sustentam, as vezes) são submissos e estão sempre prestes a terem suas cabeças cortadas pelo deslize mais pífio possível, tal qual àqueles que seguem um governo socialista. Um governo onde todos são iguais, mas apenas para os que sequer beliscam os calcanhares dos grandes e poderosos.



A Guerra Fria termina justamente como termina a batalha final de Alice no País das Maravilhas. O gagantesco dragão, assim como a gigantesca União Soviética é derrotado, sua cabeça desce rolando a escada como um tijolo do muro de Berlim. A partir daí, os súdios da Rainha Vermelha não são mais obrigados a lhe obedecer, a final, o bem venceu e era ela quem reinaria dalí pra frente.

Mas a final, se os EUA já venceram a guerra há mais de 20 anos, porque trazer à tona todo esse assunto novamente? Acredito que, como no filme, em que Alice volta para combater o mal, os EUA temem que o ele volte. Não necessariamente como o socialismo, mas como algo ideológico parecido. Tudo isso seria um esforço para que, desde já, a população mundial tome um partido favorável a eles.

sábado, 30 de outubro de 2010

Não ria

O Blog da Michas me fez lembrar que sou especialista em música depressiva. Foi difícil, mas escolhi 10 músicas de 10 bandas diferentes que exploram esse “recurso”.

The Scientist - Coldplay

Pra começar leve, uma baladinha triste.
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Durma Medo Meu - Teatro Mágico
Vai uma brasileira aí? Música dessa talentosíssima banda cujas letras são figuras fáceis em nicks de MSN.
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Tears - Rush
O trio virtuoso canadense não foi muito de compor músicas nesse aspecto, mas bem que podiam...
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Second Love - Pain Of Salvation
Linda balada da banda de um dos maiores músicos do mundo, Daniel Gildonlow
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Vento no Litoral - Legião Urbana
Todos tem suas origens musicais. As vezes ficam com elas pra sempre, as vezes simplesmente deixam de ouvir, outras se envergonham. Volta e meia me pego ouvindo Legião Urbana. Não é algo constante, mas não me envergonho de incluir essa música na lista.
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Are You There - Anathema
Essa música faz parte do álbum que dividiu a vida da banda que faz parte da Trindade Doom-Metal Britânica (Só não sei se os puristas consideram isso ainda). Linda, triste, arrepiante.
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Lacrimosa - Crucifixio
Música de cemitério, de enterro, de qualquer coisa que deixa amargurado. Escolhi ela pra representar a música Gótica que tem por fundamento ser depressiva.
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Videotape - Radiohead
Ok ok. Novidade nenhuma Radiohead numa lista deprê. Mas convenhamos, eles não devem faltar de forma alguma. Difícil foi escolher uma dentre tantas.
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Viorar Vel Til Loftarasa - Sigur Rós
Essa do Sigur Rós foi dificílmo. A banda é um ícone do Post-Rock e tem um arsenal de músicas que rasgam o fundo da alma.
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(A letra da música não trata especificamente desse assunto, mas o clipe traz uma história sobre duas crianças homossexuais e uma cena de beijo entre elas. Fiquei pasmo com a coragem deles)

Cody - Mogwai
Não tive dúvidas pra escolher essa. Dentre verdadeiras obras de arte dessa que também é um dos expoentes do Post-Rock. Uma daquelas canções que facilmente fará refletir sobre o que você faz no mundo. (Torça pra imaginar coisas boas, caso contrário uma avalanche depressiva lhe soterrará).
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Entre o pão e o biscoito.

Não foi uma, nem duas, mas várias reportagens já foram exibidas a respeitos daqueles pobres coitados que ganham a vida e o sustento no lixão que nos faz sentir na pele o que é viver de resto dos outros. Às vezes achando coisas para vender, outras para comer. Você, sentado em sua confortável cadeira acolchoada azul (espero ter acertado a cor de pelo menos 70%) com uma geladeira que te sustentará por semanas sem ser recarregada, não deve fazer idéia do que é isso. Felizmente nem eu (sentado em uma cadeira acolchoada azul). Mas o que sinto nessas eleições é algo parecido.

Escolher entre os dois presidenciáveis nesse segundo turno pra mim é como escolher entre um pão e um biscoito encontrados em um lixão. Ambos embolorados, impregnados de sujeira e parasitas só esperando minha mordida para atacar meu organismo a ponto de não poder fazer nada. A situação me obriga a escolher entre os dois, pois a imensa e burra maioria da população insistiu em comer pão e biscoito, e só existe isso disponível. Mas bato o pé, fico com fome, mas não escolho nenhum dos dois, pois sei que qualquer um me adoecerá. Sei que não fará diferença alguma, pois de uma forma ou de outra, um deles será escolhido pela maioria e todos sofrerão de dor de barriga.

Democracia de merda essa em que o povo não tem o poder de escolher se quer votar ou não.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os “P” da vida – O Marketing de iniciante para patetas

Isso é marketing, aquilo é marketing. Fulano faz isso por marketing. Tal empresa planta árvores por marketing. Na verdade, o senso comum está errado e ao mesmo tempo certo a respeito de marketing. Ao pé da letra, o termo significa “mercadando”. Obviamente essa palavra feia não existe, portanto se usa “mercadologia” pra ficar mais apresentável. Marketing nada mais é que o um imenso (sim, isso foi proposital) estudo e planejamento voltado para a venda de produtos/serviços, manutenção/fortalecimento de marcas e etc. Sim, como todos pensam, marketing pode carregar consigo uma gigantesca enganação para seu consumidor apenas para fazê-lo comprar. Mas não, não é só isso.

O mais básico para se saber sobre marketing é que ele se divide em 4. O famoso mix de marketing, ou 4P’s. Me veio a cabeça o coral da minha sala: Preço, praça, produto e promoção. Sabe, no estilo de Another Brick in the Wall quando as crianças começam cantar: Preço, praça, produto e promoção. Hey, professor, ensine-nos vender!
Pra ilustrar isso, não vou usar um case (Case = caso. Acostume-se com esse estrangeirismo idiota) de sucesso, como vemos por aí. Vou usar algo que é realmente uma puta de uma enganação e que, ao meu ver, não engrena de forma alguma. Mas que ilustra os extremos dos Ps de Marketing.

Tente se lembrar desse comercial:



A poderosa Tekpix. Filma, tira fotos com absurdos 12 megapixels, mp3, mp4, pendrive, webcam, frita ovos, leva o cachorro pra passear...

Olha como é simples ver os 4P nesse caso e como eles são pensados para fazer o consumidor bocó comprar.
Preço: Entrada de 29,90 + 36x39,90 no financiamento bancário.
Praça: É a localização estrategicamente pensada para o ponto de venda. Ela é vendida exclusivamente por telefone e internet, então praça é o Brasil todo. Ela será entregue em casa, então qualquer lugar é praça.
Promoção: As vezes confundido no preço, promoção é toda a comunicação englobada a respeito do produto. Nesse caso, a propaganda de TV. Exaustiva, maçante, digna dos mais chatos e preguentos comerciais com aquele apresentador irritante.
Até aqui, tudo certo. O produto poderia ser um sucesso se dependesse “apenas” desses 3 Ps. Mas...
Produto: Primeiramente, nada descrito na propaganda é mentira. Mas o que o “marketing” faz, nesse caso, é esconder o que realmente essa porcaria de câmera é.
Sim, ela filma. O vídeo sai um lixo, mas filma.
Sim, tem 12 megapixels. Interpolados! Ou seja, ela tira fotos em tamanhos grandes, mas a qualidade da imagem é um lixo.
Sim, ela é mp3 e mp4. Com uma memória interna de 32 mb. Vai ter que comprar um cartão separado, pois não suporta nem 15 músicas e não sobra espaço pra suas fotos.
Sim, ela é um pendrive. Imagina carregar esse trambolho só pra transferir um arquivo.

Portanto, o problema da TekPix não é preço, pois por mais que seja cara em relação a outras muito melhores, ela oferece boas condições para o grande público comprar. Não é praça, pois seu público alvo tem computador em casa e pode comprar pela internet ou telefone. Definitivamente não é promoção. Todo mundo já se cansou de ver aquele apresentador irritante falando Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix Tekpix... E por mais que seja irritante, a propaganda funciona, pois todos nós conhecemos de alguma forma a TekPix. Então, o motivo básico para você não ver essa aberração da tecnologia nas mãos de qualquer um é ela mesma. A câmera é ruim, e em um mundo com informações globalizadas, seus defeitos são espalhados e quem busca informações sobre a mesma, acaba esbarrando em opiniões como essa, desse blog.

Eu só queria saber de onde eles tiram a informação que é a filmadora mais vendida do Brasil...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vai diminuindo a cidade...

Quem tem antena parabólica em casa e assiste rede Globo com certa freqüência certamente já deve ter visto alguns vídeos fazendo propaganda sobre diversos estados do Brasil. Ceará, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo... Pode até dizer que seja puxação de sardinha pro meu estado, mas os comerciais de Minas Gerais são os que mais conseguem levar a essência do estado para o espectador. No total são 4 diferentes, Paula Fernandes com Seio de Minas, Cesar Menotti e Fabiano com Minas das Violas, Tianastácia com o rock n’ roll Eu Sou Mineiro e a mais fabulosa de todas:

Pato Fu - Simplicidade



É simples, a música fala por si.