segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nada tão relevante.

Onde e quando não interessa, apenas era lembrado que ele a amava, porém o sentimento não era recíproco. Confusões de sua mente provocadas por efeitos também não respondidos por volta a troca com outras pessoas e o sentido de tudo se esvai.
Tudo gira em torno de um filho, que as vezes era uma linda menina, outra um garoto sorridente, nunca com mais de 3 anos e menos de 1. Ninguém sabe ao certo como isso acontecia e muito menos se tem idéia de quem eram aquelas duas pessoas que enganavam a eventual mãe da eventual criança.

Quando a criança sumiu, se perdeu completamente a esperança de ser feliz, seja qual pai for. Porém, um alívio no coração era sentido quando se ouvia uma risada infantil de felicidade atrás da janela. “-Ela está viva, ela está viva”. Ele sabia que era ilusão, que aquelas pessoas maldosas pregavam peças nos pais explorando aquele sentimento de amor pelo filho que sequer cabia no coração. “-Não vá, são eles de novo”. Ele sabia que não podia fazer nada, os dois ameaçavam de morte a criança se ele ousasse chegar mais perto ou tentar algo.
Nesse meio tempo, sonhos paralelos iam e vinham como trens em uma estação. Não se tem certeza do que era, quanto tempo durava e muito menos quando ia terminar. Talvez horas, segundos, anos.

E assim, um sonho paralelo pôs sentido em tudo.
Ao voltar para casa, ao ver um daqueles seqüestradores, o agarrou pelo colarinho e, depois de ouvir “Me solte se não mato a criança” disse “Mate” e encravou uma adaga no seu peito. Repetiu a dose no segundo, esse, mais calmo e com a adaga alojada no abdômen, já sabia que ele tinha encontrado o sentido e disse “Você está livre”.
Nada nessa história faz sentido, se tratou de um sonho. Acordei assustado. No sonho, eu sonhei que aquilo tudo era um enigma, que a criança não existia e a matando eu estaria livre pra acordar. A criança não existia, mas o amor não correspondido, quem sabe.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Burocracia - O câncer da sociedade.

Tive uma ótima surpresa ao saber que escrever análises ou resenhas de filmes me renderia algumas horas acadêmicas na faculdade, pois é uma coisa que faço corriqueiramente a troco de nada, no máximo um comentário positivo. Além de ganhar horas acadêmicas, fiquei feliz, por ser uma forma de incentivar o lado crítico dos estudantes, fazê-los enxergar algo além do óbvio que vêem e ter mais discernimento sobre cultura em geral.
Pois bem, minha felicidade acabou ao ler o relatório da "resenha"...



De ótima, a surpresa passou a ser desagradável, terminando em uma imensa frustração e culminando nessa revolta. O que eu pensei que fosse escrever uma análise na verdade é uma espécie de avaliação com cara de prova de 8ª série.

Mais do que um relatório, essa aberração é um monumento à burocracia qual gira em torno das universidades públicas brasileiras, burocracia que nada faz além de sistematizar tudo que vê pela frente e, no fim, transformar os alunos em robôs sem senso crítico cultural, programados para escrever apenas como manda esse relatório ridículo.

Não quero responder perguntas prontas sobre uma resenha. Quero escrever livremente sobre o que entendi. Quero relatar o que senti, quero criticar o sistema, comparar personagens a figuras míticas; fazer crossovers com histórias em quadrinhos, séries de TV, poetas modernistas, tudo que achar pertinente e que se dane se estiver errado, estarei certo só por desenvolver meu lado criativo. Querer eu quero, mas quem poderia me incentivar, já que minha faculdade não faz isso?

É uma pena, mas universidades, que deveriam ser centros de cultura, ciências, esportes e artes estão cada vez mais próximas de fábricas de “profissionais” bitolados com visão de mundo direcionada. Não por esse relatório, ele é apenas um ícone que serviu feito uma luva, mas sim pela sociedade contemporânea aculturada e sem discernimento crítico.

sábado, 9 de abril de 2011

Jornalismo novela brasileiro.

Quem mora em cidade pequena sabe bem o que significa dizer “se torcer o jornal sai sangue”. Em cidades assim, não é muito fácil achar um acontecimento para ser estampado em uma manchete que fará esgotar o jornal nas bancas. Portanto a alternativa é apelar para acidentes, tragédias e crimes. Os grandes veículos, assim como professores de comunicação desdenham esse tipo de jornalismo (se é que se pode chamar isso de jornalismo) que pauta a tragédia nua e crua explorando o lado sádico do ser humano em ter curiosidade em desastres.

Mas, e se isso não estiver fadado apenas a jornalecos de fundo de quintal? Não está.
Hoje já faz dois dias que não leio um jornal, que não entro no UOL, Terra, G1 ou qualquer portal de notícias e que não assisto TV. Exatamente dois dias depois da tragédia da escola do Rio de Janeiro. Coincidência? Longe disso.

Nos portais de notícias, o que pulam às vistas são fotos e notícias de parentes das vítimas em desespero nos funerais. Na última vez que assisti um telejornal, vi um depoimento de uma criança contando como o assassino executava as pobres crianças com detalhes aterrorizantes, seguido de vários relatos de pais sobre como eram seus filhos, suas rotinas, seus sonhos e o doloroso ponto final em suas breves vidas. São coisas extremamente desnecessárias, como fotos e notícias de parentes passando mal, jornalistas imorais quase entrando nas ambulâncias, relato de crianças que, além de não acrescentar nada a ninguém, empobrece o jornalismo brasileiro.

Obviamente se trata de uma tragédia sem precedentes no país, mas como o jornalismo brasileiro trata não só esse, mas qualquer assunto chocante é nojento e covarde. Tudo é transformado em novela explorando ao máximo os sentimentos de pena e compaixão (levemente mais aflorado em brasileiros) a ponto de bitolar o espectador a um dramalhão mexicano da vida real. Se continuarmos assim, o Jornal Nacional passará se chamar novela das 8:15.

Fica aqui o tweet do meu amigo Nilto postado em seu twitter (@niltojunio)

“abutres munidos de filmadoras e microfones rondam as famílias das crianças mortas, ganha mais quem filmar dentro do caixão”

sexta-feira, 25 de março de 2011

Radiohead - O 4 ou 40 de King of Limbs


Não sou muito de fazer resenhas sobre um disco em si. Seja qual banda for. Vários motivos me leva isso mas o principal é que algumas de minhas bandas favoritas não lançam álbuns há anos, ou décadas e as que lançam não estão me agradando tanto. (Não é, Dream Theater?).

Ah sim, Radiohead está entre minhas favoritas há certo tempo. Não sei explicar o porquê de um amante de Rock/Metal Progressivo Sueco gostar de um rock alternativo altamente eletrônico como Radiohead, mas algo me manda buscar novas fórmulas de se fazer e perceber música, então eu simplesmente gosto. Sem preconceito algum.

Comecei ouvindo Radiohead do fim ao começo. Eu caí na sua jogada de Marketing de pagar quanto quisesse no seu álbum virtual In Rainbows. Saquei meu cartão de crédito e paguei a incrível fortuna de 4 dólares. Era oficialmente a primeira vez que comprava música em pela internet. Gostei e muito do disco e da sonoridade da banda. Era uma jornada por um caminho desconhecido da música pra mim, passando pelos grandes sucessos de Kid A, Ok Computer até acabar no xoxo Pablo Honey de 1993. Incrivelmente, Creep, a música mais difundida da banda, foi uma das últimas que conheci.

E de 93 pulo pra 2011. Desde que ouvi o nome King of Limbs pela primeira vez me veio à cabeça de que algo estava por vir. Aquela banda com um espírito inquieto digno de grandes gênios da música mostraria novamente seu valor. Meu erro foi afirmar isso, invés de me perguntar.

O disco não chega a ser tão ruim e mal feito quanto Pablo Honey, mas fica longe de um bom como In Rainbows e querer comparar com Ok Computer é covardia. O fato é algumas músicas boas não salvam o disco. Como a single Lotus Flower, que tem mais destaque por vir com um clipe de divulgação e ter uma sonoridade mais comercial. Passando por Codex, com um piano carregado uma atmosfera ímpar arrepiante em que vemos a tão famosa melancolia de Thom Yorke nos vocais e fechando com Separator, que fecha dignamente o disco.

Acredito que assim como os fãs mais ligados na banda, eu esperava mais do Radiohead. Muito mais. Não se pode jogar a culpa de não ter tempo de fazer algo grandioso, pois desde 2007 não lançavam um álbum, talvez seja um lapso de criatividade dessa banda que chegou a um patamar criativo tão alto em The Bends e Ok Computer que, ao vermos um álbum mediano como King of Limbs chega ser decepcionante. Mais sorte na próxima.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Live at Pompeii – O Floyd pelo Floyd

Música psicodélica é como berinjela, ou você ama ou odeia (eco). Se você não vê com bons olhos cotoveladas no teclado, cachorros uivando no microfone e guitarras fazendo sons estranhos, pare por aqui.
Live at Pompeii foi um filme da banda de Rock Progressivo Pink Floyd no anfiteatro de Pompéia, destruído pelo vulcão Vesúvio. O que de tão especial tem esse show? Absolutamente nenhum espectador. Novamente, se você conhece Pink Floyd apenas por Another Brick in The Wall, Wish You Where Here e não faz questão de passar disso. Melhor nem continuar.
O ano era 1971, época em que o Pink Floyd ainda buscava uma definição musical de fato desde a saída de Syd Barret. Tinham acabado de lançar Meddle e ainda não haviam gravado Dark Side Of The Moon (1973). Vivam uma transição entre resquícios da psicodelia de Syd Barret e a criação da sua identidade progressiva.
Aqui falarei sobre o DVD Pink Floyd Live At Pompeii – The Director’s Cut. Que além das filmagens originais, conta com entrevistas e outros extras. Destacando a entrevista com Adrian Maben, diretor e idealizador dessa obra sem precedentes no mundo; também raras filmagens dos membros da banda em estúdio na gravação de Dark Side of The Moon. (Destaque para Nick Mason reclamando da torta com crostas). O legal do DVD pára por aí. O show principal foi bastante modificado em relação a versão original, as vezes deixando de mostrar a banda tocando para exibição de imagens de planetas ou coisa parecida. Mas obrigado Adrian Maben, você pensou em mim. Colocou a versão original nos extras com a mesma qualidade de imagem.
Adrian Maben, conta em sua entrevista nos extras, que perguntou a banda se eles aceitaram tocar em playback. Aquilo foi quase um insulto, jamais os Floyd aceitariam fingir que tocam seus instrumentos. Resultado: O mais gigantesco equipamento musical da época transportado para o meio do nada, para o anfiteatro de Pompéia. Habitantes e guias turísticos locais dizem que o equipamento do Pink Floyd era tão potente que causou danos irreparáveis as estruturas do anfiteatro.
Uma das magias desse show é o destaque que cada membro recebe. Diferentemente dos outros em que futuramente Rick Wright e Nick Mason parecem apenas de base para as estrelas de David Gilmour e Roger Waters brilharem ao palco, cenas do tecladista e baterista são amplamente exploradas e fazem parte do que o filme tem de melhor. Dentre as memoráveis, destaco Wright maltratando um teclado com cotoveladas e sopapos, David Gilmour cantando com o cabelo esvoaçando ao vento (versão original, por favor), o dueto de Gilmour e Wright em Echoes, Roger Waters se preparando para “martelar” uma bateria e Nick Mason quebrando sua baqueta.
A partir do primeira nota de Echoes, entusiastas e fãs do inquieto espírito floydiano vêem a música, seu conceito e sua imagem o transportarem a uma nova dimensão do que é música. Aquilo que parece ser uma passagem de som é música. O que parece ser uma pessoa com raiva e maltratando uma bateria é música. Shows de mega bandas levavam dezenas, centenas de milhares de pessoas aos shows e o maior espetáculo do rock progressivo estava vazio. Era a música pela música. A magia pela magia. Floyd pelo Floyd.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Legião Urbana – Análises úteis (ou não).

Mesmo não tão frequentemente como a 5 ou 6 anos atrás, ainda volta e meia me pego ouvindo algumas de minhas músicas preferidas da Legião Urbana, como Metal Contra as Nuvens, Eu Era Um Lobisomem Juvenil, Dezesseis...
Pegando carona na notícia de que Faroeste Caboclo, talvez o grande clássico da banda, irá virar filme em 2011, compilei algumas coisas que reparei nesses longos anos em que ouço Legião Urbana.

- A letra de uma de minhas músicas preferidas, Eu Era Um Lobisomem Juvenil, não passa de um amontoado de frases de efeito que, juntas, não fazem sentido algum. Por exemplo:

Ontem faltou água, anteontem faltou luz
Teve torcida gritando quando a luz voltou
Não falo como você fala, mas veja bem o que você me diz


Isso pode até fazer sentido na cabeça do Renato Russo, mas fica difícil meros mortais entenderem.

- João de Santo Cristo é o nome perfeito para encaixar em uma música com letra tão gigantesca como Faroeste Caboclo. Quando a música exige um nome pequeno, ele usa João. Um nome médio: Santo Cristo e um nome mais extenso ele encaixa João de Santo Cristo. 3 nomes se torna muito útil também para não haver uma cacofonia ao falar da mesma pessoa várias vezes. Simples e muito eficiente.

- Essa é baba, todo mundo já deve saber. Renato Russo expondo ao mundo sua atração pelo mesmo sexo. Fácil de se notar em Meninos e Meninas:

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas


E não tão fácil assim em Daniel na Cova dos Leões, onde ele descreve uma relação homossexual. Talvez a primeira.

Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.


- Sem chances. A Legião Urbana era obra única e exclusiva de Renato Russo. Fato é que as evoluções das composições acontecem de acordo com as fases da vida de Renato. O início da banda, ainda com resquícios do Aborto Elétrico, com ideologia e musicalidade punk rock. Com letras voltadas a luta contra um sistema capitalista (Geração Cocal Cola, Que País É Esse?, O Reggae), passando por uma evolução e complexidade musical mais densa e letras “viajadas”, chegando a ter influencias progressivas (Metal Contra As Nuvens, Eu Era Um Lobisomem Juvenil) e, por fim, já sabendo que era portador do HIV e sabendo que morreria em breve, Renato Russo cria canções extremamente melancólicas, tanto em letra quanto melodias. (Todas as músicas do álbum A Tempestade).

Considero, de longe, Legião Urbana a mais bem sucedida banda de rock cantada em português do Brasil. Embora sem composições musicais complexas, elas se mostram bastante eficientes a se tornarem um pano de fundo para o que Renato Russo tentava dizer ao mundo. Às vezes sem tanto sentido explícito, ou sem sentido algum (acredito eu), mas sempre fazendo as pessoas refletirem sobre aquilo que ouviam. Hoje em dia já não é minha banda favorita, mas foi ela que abriu as portas para eu criar uma percepção musical crítica. E isso já me faz um eterno fã.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sinopse No Caminho de Thandara

Mais que um caminho, muito além de uma estrada. Thandara é um portal que divide a vida entre antes e depois de quem o atravessara. Era onde os culpados se redimiam com sua consciência, ou se flagelavam eternamente; onde crianças se tornavam adultas ou se trancafiavam na sua inocência.

Doru viverá uma experiência que marcará profundamente sua vida ao andar pelos sete quilômetros de Thandara. A cada passo, redescobre o sentido da sua vida ao lado de Sara, filha da mulher que ele matara há anos atrás. Um buscando se redimir, e a outra, perdoar.


Agora sim, meu futuro livro tem uma sinopse =]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Top - Personagens mau exemplo

Não estou criticando nenhum desses personagens, seu impacto na sociedade ou coisa parecida. Muito pelo contrário. Sou fã de todos, adoro o politicamente incorreto e me vejo fascinado por anti-heroísmo.

8 - Alex DeLarge (Filme Laranja Mecânica) - O ultraviolento



Quantas vezes já ouvi falar: - O DeLarge é foda! Um jovem que tem atos violentos como hobbie. Péssimo exemplo para a juventude oprimida da época de lançamento do filme.

7 - Dexter (Série Dexter) - O Assassino


Quem não gostaria de assassinar todos os traficantes, estupradores e pedófilos do mundo? Eu sim. Querer, todos queremos e Dexter é nosso ícone. Porém justiça com as próprias mãos não é legalmente correto para uma sociedade. A final, o Código de Hamurabi já foi extinto há algum tempo.

6 - Agostinho Carrara - O trambiqueiro


Agostinho Carrara é o estereótipo do brasileiro que quer ganhar a vida sem muito esforço. Consegue dinheiro e não paga, compra fiado e não paga. Dobra o sogro, a esposa e qualquer um que ver pela frente.

5 - Ben Linus (Série Lost) - O manipulador



Nem todos têm aqueles esses olhos amedrontadores como arma. Mas bem que gostaríamos de nos safar de emboscadas usando apenas o dom da fala. E nisso, Ben é especialista. Conta mentiras tão bem que qualquer um caí na sua refinada lábia.

4 - Barney Stinson (Série How I Met Yout Mother) - O cafajeste


Para os homens, é um ótimo exemplo a ser seguido. Todos os dias com uma diferente, usando “técnicas” de sedução peculiares (com sucesso as vezes). Já para as mulheres não é bem assim, é um cafageste que sequer sabe da existência delas no próximo dia.

3 - Neil Cafrey (Série White Collar) - O estelionatário



Uma pessoa que é boa em tudo que faz e ganha dinheiro fácil. Falsificador, vendedor, ladrão, estelionatário e mentiroso. Por mais que esteja ajudando a justiça em sua nova vida, não consegue se safar do seu passado e suas recaídas fora da lei são constantes.



2 - Dr. House



Cínico, sarcástico, irônico, infantil, egoísta, preguiçoso, egocêntrico, viciado, anti-social e, principalmente, extremamente competente no que faz. O médico alia sua inteligência com todas essas “virtudes”, e usa frases de efeitos que deixam qualquer um boquiaberto. Assistí-lo conversar é péssimo se você tem 1% de seu caráter.

Homer Simpson - O preguiçoso, guloso, bêbado, egoísta, anti-religioso, mentiroso, burro...



Homer uma espécie de compilação do que há de pior (e as vezes de melhor), do cidadão norte-americano, uma sátira. Óbvio que ser burro como ele, ninguém pretende. Mas sua “filosofia” é amplamente difundida. A final, de consumistas e preguiçosos todos nós temos um pouco.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada II - Stardust

Bastou trocar umas letras e olhar pra cima. Havia estrelas, e das estrelas nós viemos.

Particularmente (meu "particularmente" se trata da verdade absoluta no universo Overdose Intuitiva, ok?) considero a língua portuguesa a mais bela que existe. Não sou nenhum discípulo de Policarpo Quaresma, mas também considero nosso hino e nossa bandeira os mais lindos. Mas isso não vem ao caso.

A poesia, a fonética, as rimas, a imensidão de palavras que modificam todo um contexto apenas trocando uma sílaba tônica. Tudo soa maravilhoso na língua portuguesa e tenho orgulho de me dar bem com ela.

Pois bem, isso tudo foi apenas pra mostrar que não sou apegado em nenhum estrangeirismo. Tanto é que me irrito quando alguém escreve "delivery" no lugar de "entrega" ou coisa parecida. Mas há palavras em inglês que me fazem pensar em coisas absurdas em lugares ou horas não muito convencionais. Uma delas, a mais de todas, a Forrest Gump do dicionário é:

Stardust - É a junção de star (estrela) e dust (poeira). Primeiramente, ela tem uma fonética maravilhosa. "Segundamente". Poeira e estrela em um mesmo contexto? Tão insignificante como poeira, vindo de algo imensuravelmente importante como uma estrela. Isso é de deixar perplexo. Terceiramente. Ah, esse terceiramente...

Imagine minha profunda admiração pelo espaço (já bastante descrito por aqui) aliado com minha curiosidade sobre algo que provavelmente nunca vou saber ao certo. Agnóstico com um pé no ateísmo, não sei explicar como surgiu a vida. Não sei assim como todo mundo não sabe (muito menos a Bíblia) e acham que suas teorias são as verdades absolutas. Porém acho muito interessante a teoria de que somos poeiras das estrelas (stardust). Acho interessante e muito lógico. Pois somos feitos de átomos e esses átomos podem ter vindo de qualquer parte do universo. De uma explosão de uma estrela, de uma colisão de um asteróide com um planeta ou, quem sabe, de um espirro de Deus (=.

E o que essa palavra com 9 míseras letras carrega é nossa possível (ainda longe de provável) origem e nossa importância no infinito. Você, eu, a Angelina Jouli, aquela pedra que você chutou na rua. Todos podemos conter átomos de bilhões de estrelas. Somos, de certa forma, imensuráveis.

Mais coisas na salada? Imagine minha profunda admiração pelo universo, minha curiosidade sobre algo que provavelmente nunca vou saber ao certo e minha paixão por rock progressivo da suécia:

"Stardust we are, close to divine" (Stardus We Are - The Flower Kings)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada I – Rupturas

Só existe um lugar no mundo onde eu possa colocar as pernas pra cima e ouvir meu bom rock tranquilamente tomando uma cerveja. Esse lugar é meu quarto.
Nada de especial nesse sábado a tarde, tanto é que nem me lembraria dele, e principalmente, do que havia pensado nele se não tivesse achado rascunhos disso aqui.

Foi ouvindo Ramones que passei a reparar que o que entra pra história são as rupturas.
Ok, explicar-vos-ei através do exemplo desmoronamento do Punk na cabeça amarelo-cor-de-ovo de John Rotten.

A primeira ruptura do dia, o surgimento do Punk. O Punk Rock foi (desculpe, mas Punk Is Dead sim) um estilo que pregava em suas letras e atitudes um descontentamento com o sistema do mundo (essa birrinha contra o McDonnalds e Coca-Cola vem daí), uma vez que os jovens, principalmente do Reino Unido, se sentiam oprimidos pela classe burguesa capitalista e não tinham perspectivas de vida. Esse sentimento foi refletido na música. Antes do Punk Rock, o que predominava eram as mega bandas, pomposas, com instrumentistas formados em universidades usando instrumentos caros. Os músicos queriam, naturalmente, ser como seus ídolos, fazer sucesso e ganhar dinheiro. Porém cada vez ficava mais difícil, a cada dia o rock tendia a ser mais complexo e, consequentemente, distante da realidade dos jovens com “vida normal”. E, se não fosse por essa opressão e o ódio pelo sistema do Punk, hoje estaríamos vendo shows de rock em teatros de óperas.
Eis a primeira ruptura do dia, do rock pomposo para um rock simples, feito com instrumentos de segunda, músicos não muito competentes (mas muito talentosos) falando o que sua classe queria ouvir.
“We love our queen. God saves. God save the queen.” (Sex Pistols, em uma óbvia avalanche de sarcasmo).

A segunda ruptura foi como isso tudo se desmoronou. Foram 2 motivos. Um deles: O Punk Rock era simples por natureza, tanto em melodia quanto em letras. O estilo foi tão difundido pelo mundo que se saturou. Não existia mais o que falar e foi se tornando enjoativo com o tempo. 4 acordes iam sendo repetidos e o discurso já não tinha o mesmo efeito. O outro, e mais importante, foi a descrença de alguns quanto a eficiência do Punk. Anos e anos lutando contra o sistema e ele sequer deu sinal de mudança. Surge então outro estilo, Pós-Punk (ou Gótico). Com a seguinte ideologia: O problema não está no mundo, mas sim dentro de nós. Assim surge no mundo bandas com letras extremamente depressivas, criticando nós mesmos e nos comparando a lixos.
Essa foi a segunda e mais importante ruptura do dia, pois não basta lutar contra um sistema que oprime se nós mesmo somos assim por natureza.

É fantástico como a música reflete na sociedade e nas nossas vidas, basta absorvermos esses dois fatos em nossas vidas e nos tornaremos pessoas melhores.
Primeiro: Sejamos simples. Dar valor a pequenas coisas na vida, como olhar um pôr-do-sol ou dar uma boa gargalhada faz muito bem.
Segundo: Deixemos de por a culpa no mundo. Não adianta falar que o mundo é injusto, pois o mundo é feito de pessoas e pessoas são injustas que só pensam em sí. Não adianta chorar ou ficar bravo. Problemas ocorrem corriqueiramente e ninguém é isento disso. Resolva e pronto.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Filosofia de Cevada. Gênesis

Não se trata de falar das bundas de mulheres ou que quero ir ao banheiro. É uma fase onde os neurônios parecem se entender com o álcool e o resultado é uma fase fértil onde os pensamentos parecem fluir deliberadamente.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inception - Neorônios em forma de omelete



Contém spoilers.

Uma coisa que me fiz escrever sobre A Origem (Inception) meio atrasado (algumas semanas depois) foi esperar a poeira baixar, o estouro da boiada se acalmar e meus neurônios agora poderem trabalhar em prol desde post.

Pobre de mim. Achava que nada podia fritar mais meus miolos que Clube da Luta, ou Efeito Borboleta. Eis que surge uma obra de um diretor que se mostra cada vez mais ousado e sem medo de errar. Após reformular o envergonhado Batman no cinema, cria uma história que me fez imaginar que tipo de droga Christopher Nolan usou pra pensar nisso tudo que, não chega ser impossível de se entender, mas uma simples olhada no relógio faz perder todo sentido (torça pra ter algum).

No início, já era de se esperar uma cena pra não se entender nada (sem querer subir em cima da onça morta pra tirar foto, mas imaginei que aquele seria o final). Depois a coisa vai complicando. É necessário entender tudo a partir do final da primeira cena, se não, é melhora começar de novo. E não tenha vergonha de recomeçar.

Porém, Inception não é só complexidade crua e inteligência, o filme é extremamente empolgante, principalmente nas cenas em que certos acontecimentos só podiam ocorrer em sonhos. (A “falta de gravidade” no hotel como conseqüência da Van estar caindo no rio, por exemplo). Com personagens carismáticos e interessantes. Leonardo DiCaprio cada vez mais maduro e me fazendo esquecer Titanic é um ponto a se relevar. E, claro, alguns efeitos especiais, como a cidade se dobrar para cima e segundo minha amiga e (sic) fã, Tais, estudante de Cinema e futura editora, a cena da Van caindo no rio. Desculpe, mas a palavra é “FODA!”

Vai um paradoxo aí? Pra completar a omelete de neurônios, busquei um defeito no filme achei um. Ele é extremamente didático, chegando ficar enjoativo todo mundo explicando como tudo funciona. Porém, se eles explicando passo a passo já fica difícil de entender, sem fazer isso seria impossível de fato. Então, deixa esse defeito de baixo do tapete da razão.

Dentre infinitas perguntas que podem surgir após o término do filme, a que mais me intrigou foi: Quem é o vilão, quem é o mocinho? A resposta é simples, ninguém e ninguém. Os supostos heróis são pessoas com índoles duvidosas. Ladrões, mercenários, falsificadores, que entram na mente de uma pessoa a mando de seu concorrente, criam um mundo de mentiras inserindo uma idéia primária para que se desenvolva e acabe com si mesma. Nos moldes do maniqueísmo, isso não é lá uma coisa muito heróica. E o vilão? Robert Fischer (Cillian Murphy) não faz nada além de se defender em seus próprios sonhos (utilizando de técnicas “anti-invasão”) e que é enganado o tempo todo pela equipe de Dom Cobb. (Leonardo DiCaprio).

Essa é uma das poucas perguntas onde há respostas. Outras, como: Ele matou a esposa? (creio que sim, ele usou a inserção para que ela se matasse) O final é real ou um sonho? (O pião começou a querer parar de rodar) já não são simples de responder e dependem da interpretação de cada um.

Inception é um filme genial, com uma história genial, edição genial. Mas o que mais admiro em filmes de Nolan é seu toque de realidade, mesmo em fantasiosos como Batman ou Inception. Ele nos mostra que, assim como na vida real, não existe ninguém bom e ninguém mau. O que existem pessoas buscando seu lugar no mundo e realizar seus sonhos...

Sonhos?

O próximo será Batman – Dark Knight Rises. Não me decepcione, Nolan!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Diferenças, coisa e tal.

Nesse fim de ano, nas minhas curtas férias, fui pra minha querida e amada São Paulo e passei o reveillon na Av. Paulista. Como já era de se esperar, havia um mar de gente e alguns quilômetros de festa.

Como também já esperava, alguns artistas no palco. Como Zezé de Camargo e Luciano, Fábio Junior e dois que me chamaram atenção. Não pela sua qualidade ou falta dela, mas sim pela sua história e pela diferença de como chegaram aonde estão no cenário musical. Um deles, o irritante Fiuk e o consagrado Capital Inicial.

O Capital Inicial vem de um berço músical do qual grande parte das bandas de rock nacionais também vieram. Principalmente dos anos 80. Assim como o Legião Urbana,São resquícios da banda punk Aborto Elétrico. Não vou me aprofundar muito na história da banda, pois só queria mostrar que existe um histórico de competência pro Capital Inicial chegar onde chegou. Diferentemente de...

Fiuk. Sem voz, sem talento algum pra compor e com o cabelo bagunçado. Mas, fazer o que? Pai famoso, não precisa falar mais nada. Chega ser hilário ver aquela coisa metida a roqueira tentando levantar o público com sua animação anêmica. "Quero ver quem tá mais animado, lado direito ou lado esquerdo" - Tenha dó, coisa de banda de formatura tocando em carnaval.

Bem, mas foi ótima a festa. Me surpreendi com a organização. Me disseram que só teria "maloqueiro" querendo te assaltar e brigas. Mas pelo contrário, fiz bastante amizade (mesmo nunca mais vendo algumas pessoas) e gente bêbada igual eu :-)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Meu mundo em preto e branco.



Foto? Não
Cores? Não
Bem... isso aí é parte do trabalho final de Blá Blá Blá de Propaganda (o nome da matéria é gigantesco e deu preguiça de pesquisar).
Eu, eu mesmo era o produto e o cliente era alguém a me empregar. Sem querer fazer propaganda enganosa, refleti eu mesmo em alguns píxels, nenhuma cor e algum tipo de conceito.

"Ninguém é tão pequeno a ponto de não se lembrar. Ninguém é tão pequeno a ponto de se esquecer. Invista em publicidade."

O texto remete a idéia de que nenhuma empresa pode se considerar pequena o bastante a ponto de não investir em publicidade. Assim como uma empresa não pode se achar grande o suficiente para deixar de investir.

As letras crescem e o degradê em cinza se torna mais forte de acordo que vão se aproximando da "publicidade", assim como uma empresa que cresce e se fortalece de forma que utiliza a propaganda. De resto, espaço em branco para reflexão, posicionamento do texto não convencional, informações no canto inferior direito. Coisas do gênero, etc e tal.

Nizan Guanaes batizou sua agência de África porque ele gosta de palavras proparoxítonas. Eu gosto da minha identidade visual em preto e branco porque sou daltônico. Simples assim...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vai você também.

Recebi uma mensagem "repudiando" o título do meu último post. Olha, sem querer ser chato, mas por acaso está escrito Antigo Testamento por aqui?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Malhação, vai tomar no cu.

Não me sinto lá muito orgulhoso ao falar disso, mas posso explicar. Meu tempo é extremamente cronometrado, nos 20 minutos que tenho pro lanche entre o trabalho e a faculdade é justamente na hora da Malhação e, infelizmente, tirar da Globo na minha casa é chamar pra briga. Pois bem...

Malhação é aquilo tudo de ruim que todos conhecemos, péssimo atores em formação, histórias batidas, maniqueísmo, clichês e tudo mais. Mas o pior, pior de tudo mesmo, é essa tentativa de responsabilidade social para com seu público jovem. Me pergunto as vezes quem são os roteiristas, autores e diretores dessa novelinha peba. No mínimo devem ser umas velhinhas com moralidade do século XVIII a níveis estratosféricos. Só pode! Não tem cabimento, por exemplo, um jovem se indignar porque viu sua amiga bêbada, ou ainda ficar abismado porque o amigo fez sexo sem camisinha.

O problema não é tratar de assuntos polêmicos que prejudicam os jovens, mas sim o modo como fazem. Que tal um choque de realidade? Jovens que no mínimo se pareçam ou agem como jovens de verdade e tem vidas como jovens de verdade. Sem essa de cidadãos perfeitos que não bebem álcool, ou que são contra a diminuição da maioridade penal, isso irrita. Bons jovens também ficam bêbados (eu quem o diga), fumam, fazem sexo sem camisinha, brigam.

Malhação, século XXI, acorda pra vida! Ninguém mais se identifica com esses robôs anjinhos transbordando ética e bons valores, e se ninguém se identifica, essa porcaria de responsabilidade social que tentam pregar vai por água abaixo.
Aliás, nem sei o motivo de escrever isso. Quero mais é que essa novela vá pro quinto dos infernos.

Ps. O título de baixo calão é pra mostrar que gente de família também fala palavrão.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Descanse um pouco.

Uma pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume!
Dois panfletos que fiz. Pelo menos as frentes me agradaram. Sem muita informação e apenas elementos pra atrair a atenção do leitor. Aos poucos vou domando meus clientes.




Um pausa de textos gigantescos. Mas não se acostume...