Não, meus dedos não foram comidos por crocodilos. Muito menos me tornei um microblogger tuiteiro. O que faltava pra eu escrever aqui era exatamente o que tenho nesse momento: Tempo livre, uma cama bagunçada, um notebook ligado na tomada e um banho tomado. Não foi por falta do que falar, pois se eu não tenho o que escrever, eu escrevo qualquer coisa, como agora. É quase uma reflexão sobre nada, porém é algo sobre esses últimos meses tão conturbados da minha “vida profissional”.
Já trabalhei com webdesign e, por mais que eu ache impossível fazer as duas coisas perfeitamente, projetava layouts e programava ao mesmo tempo. Hoje me dedico exclusivamente à criação gráfica, editoração eletrônica e algumas gambiarras possíveis e prováveis de uma gráfica pequena. O que isso tudo tem a ver com criação de propagandas para rádio pode parecer difícil de saber, desde que o interessado não me conheça a ponto de não estar a par da minha paixão por criar textos tomando sorvete, tomando banho, andando na rua ou até dormindo. Não sei se vai dar certo, mas há pouco tempo encarei o desafio de criar spots para rádios. Meu primeiro trabalho foi feito justamente como pensei que seria. Pensei o dia todo no spot nos momentos de ócio mental (foi a única vez que adorei ter sido escalado para dar uma mãozinha para o setor de acabamento da gráfica), cheguei em casa e apenas moldei o texto de acordo com os conceitos, frases e falas em que criei ao longo do dia. O texto foi bem modificado, mas pouco da essência que eu queria injetar havia ficado. E ainda teve aquela desculpe que me animou um pouco: - Ta ótimo por ser a primeira vez.
É pouco? Recentemente recebi uma proposta para “tocar o barco” de uma loja virtual especializada em peças e acessórios de carros. (não é a auto peças que eu trabalhava). E pra melhorar (ou piorar), além de design e programação, vai ficar por minha obrigação o marketing on-line. Na verdade duvido muito que o dono saiba do que se trata isso, mas eu tenho plena consciência que um site de vendas não sobrevive sem uma boa e constante divulgação. E adivinhe o que falta para eu aceitar? Um telefonema, uma conversa e uma boa proposta.
O que é bom nisso tudo? Obviamente eu não sou um profissional pleno nessas áreas que eu me aventuro mundo a fora, nada disso. O charme é aceitar desafios, e o resultado é saber qual caminho traçar nessa veia capilar chamada publicidade e propaganda.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Eu me cadastrei, e você?
Ajudar o próximo faz parte da natureza humana. Claro que a especialidade de muitos é arruinar sua espécie, mas normalmente ficamos felizes em poder ajudar alguém de alguma forma.
Eu tenho um sonho que pode soar forçadamente altruístao, mas não é. É simplesmente verdadeiro. Que é doar uma medula óssea pra depois olhar nos olhos de quem recebeu e ter a consciência de que aquela vida foi salva por mim. Não por um ato heróico de salvamento em um incêndio ou evitando alguém de ser atropelado, mas apenas porque eu fiz algo que deveria ser feito. Nem todos podem sequer tentar salvar alguém de um incêndio, mas se cadastrar para a doação de medula óssea é algo tão simples que todos deveriam fazer.
Primeiramente, basta se inscrever em algum ponto de cadastramento de medula. Eles recolherão seu sangue e o cadastrarão no Banco Nacional de Doadores (REDOME - INCA www.inca.com.br). Depois de muitos exames, caso encontrem alguém compatível, você será convidado a fazer a coleta da medula.
É muito difícil encontrar pessoas compatíveis, mas quanto mais doadores, mais serão as chances.
Eu tenho um sonho que pode soar forçadamente altruístao, mas não é. É simplesmente verdadeiro. Que é doar uma medula óssea pra depois olhar nos olhos de quem recebeu e ter a consciência de que aquela vida foi salva por mim. Não por um ato heróico de salvamento em um incêndio ou evitando alguém de ser atropelado, mas apenas porque eu fiz algo que deveria ser feito. Nem todos podem sequer tentar salvar alguém de um incêndio, mas se cadastrar para a doação de medula óssea é algo tão simples que todos deveriam fazer.
Primeiramente, basta se inscrever em algum ponto de cadastramento de medula. Eles recolherão seu sangue e o cadastrarão no Banco Nacional de Doadores (REDOME - INCA www.inca.com.br). Depois de muitos exames, caso encontrem alguém compatível, você será convidado a fazer a coleta da medula.
É muito difícil encontrar pessoas compatíveis, mas quanto mais doadores, mais serão as chances.
sábado, 5 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Lost nunca terá um fim.
Lost sempre esteve em um patamar acima das outras ao longo de sua história. Por mais que existessem mistérios, viagens no tempo, ursos polares, monstros de fumaça e outras coisas inimaginéveis, o que sempre teve seu papel principal era o ser humano e principalmente, seus problemas psicológicos e sociais.
Como o próprio Jacob (espero que saiba quem seja) disse, todos que estavam lá eram pessoas incompletas, infelizes, “quebradas” e Os 6 anos da série mostraram isso perfeitamente. Seja através de flashbacks ou na realidade da ilha, tudo que estava em evidência era o ser humano tentando sempre se redimir de erros cometidos. De resto, era apenas pano de fundo.
E pra sacramentar, cravar pra sempre Lost nos corações e mente de todos os fãs, a série teve um final que jamais será esquecido. Não apenas pela forte emoção de enfim saber o que aconteceria a todos os sobreviventes do Oceanic, não apenas pelas mortes, reencontros, sofrimento. Não, não. O que fez Lost não poder sair da cabeça de quem acompanhou foram as lacunas deixadas em aberto. Felizmente para uns, infelizmente para outros, o que vemos no final foi algo extremamente reflexivo, não entregando nada mastigado. O que nos fará pensar em seus porquês e “comos” pelo resto da vida. É muito mais mágico cada um refletir como quiser, e agradeço muito ao J.J Abrans também pensar assim.
Novamente o ser humano foi explorado, mas desta vez, fomos nós espectadores.
Como o próprio Jacob (espero que saiba quem seja) disse, todos que estavam lá eram pessoas incompletas, infelizes, “quebradas” e Os 6 anos da série mostraram isso perfeitamente. Seja através de flashbacks ou na realidade da ilha, tudo que estava em evidência era o ser humano tentando sempre se redimir de erros cometidos. De resto, era apenas pano de fundo.
E pra sacramentar, cravar pra sempre Lost nos corações e mente de todos os fãs, a série teve um final que jamais será esquecido. Não apenas pela forte emoção de enfim saber o que aconteceria a todos os sobreviventes do Oceanic, não apenas pelas mortes, reencontros, sofrimento. Não, não. O que fez Lost não poder sair da cabeça de quem acompanhou foram as lacunas deixadas em aberto. Felizmente para uns, infelizmente para outros, o que vemos no final foi algo extremamente reflexivo, não entregando nada mastigado. O que nos fará pensar em seus porquês e “comos” pelo resto da vida. É muito mais mágico cada um refletir como quiser, e agradeço muito ao J.J Abrans também pensar assim.
Novamente o ser humano foi explorado, mas desta vez, fomos nós espectadores.
domingo, 16 de maio de 2010
Sessão Cult - Barry Lyndon – Uma pintura em movimento
Dentro de 1 ano eu pensava ter assistido o essencial da filmografia do meu diretor de cinema favorito, Stanley Kubrick. Laranja Mecânica, Dr. Fantástico, O Iluminado e 2001: Uma Odisséia no Espaço. Assisti também outros grandes longas assinados por ele, Nascido para Matar, de Olhos bem Fechados e Glórias Feitas de Sangue. Dentre os que faltam, apenas 3 eu ainda pretendia assistir. Lolita, Spartacus e Barry Lyndon.
Hoje criei ânimo e resolvi assistir o gigantesco Barry Lyndon sem muitas pretensões de inseri-lo no meu rol dos favoritos de Stanley. Pois pelo que li em sites especializados e fóruns, o filme é considerado uma obra prima sim, mas apenas para quem estuda cinema, devido a sua magnífica fotografia, iluminação única e enquadramento “a la Kubrick”, porém com um enredo maçante e história forçadamente “arrastada”. Bom, nada pode ser mais arrastado que 2001: Uma Odisséia no Espaço e isso não encaro muito como defeito.
Se especialistas ou cinéfilos impõem que o visual de Barry Lyndon é perfeito, ninguém em sã consciência poderia discordar. O longa é uma (mais uma) revolução do cinema. Para começar, toda a iluminação foi feita apenas com luz natural do sol, e para as cenas noturnas ou ambientes fechados, era feita à luz de velas. E para isso, usou de uma câmera especialmente projetada para esse tipo de ambiente. Já não bastasse toda essa preocupação, todo o figurino foi feito com roupas verdadeiras, todas feitas na segunda metade do século XVI. Tudo para que, no final, o espectador tenha uma visão perfeitamente real do que se passava na época. A fotografia e enquadramentos se dão como em todos os filmes de Kubrick, com um toque único.
Analisando a forma de arquitetar o visual de Barry Lyndon, nós, brasileiros, podemos comparar com o modo de criação dos poemas parnasianos (apesar de ter nascido na França, teve maior evidência por aqui) do início do século XX. Assim como Kubrick visa tem por objetivo a perfeição fotográfica, os escritores buscam sempre a perfeição nas formas, montando sempre o poema e suas rimas como um ouvires molda uma jóia. Porém as comparações com parnasianismo devem parar mesmo na sua forma visual. A “arte pela arte” do estilo literário o faz visar apenas as formas, pondo de lado o conteúdo. Isso não acontece em Barry Lyndon. O enredo e histórias podem ser considerados maçantes, mas apenas para aqueles não familiarizados com o tipo de obra que Stanley proporciona. O filme é repleto de detalhes, onde ninguém fez questão de acelerar o passo para que ele termine rapidamente. Detalhes que podem ser comparados a pinceladas em um quadro de auto-retrato, onde cada traço tem seu propósito de existir, e se não existisse, sentiríamos que está faltando algo. Como os traços em uma pintura, os sorrisos, os olhares, os silêncios, os passos, sons, conseguem ilustrar perfeitamente o clima da aristocracia da Grã-Bretanha. O que Barry Lyndon finalmente nos passa é uma sensação de que vemos realmente um belíssimo quadro em movimento. Uma pintura com traços de Caravaggio, conteúdo de Picasso e um surrealismo de Salvador Dali.
Hoje criei ânimo e resolvi assistir o gigantesco Barry Lyndon sem muitas pretensões de inseri-lo no meu rol dos favoritos de Stanley. Pois pelo que li em sites especializados e fóruns, o filme é considerado uma obra prima sim, mas apenas para quem estuda cinema, devido a sua magnífica fotografia, iluminação única e enquadramento “a la Kubrick”, porém com um enredo maçante e história forçadamente “arrastada”. Bom, nada pode ser mais arrastado que 2001: Uma Odisséia no Espaço e isso não encaro muito como defeito.
Se especialistas ou cinéfilos impõem que o visual de Barry Lyndon é perfeito, ninguém em sã consciência poderia discordar. O longa é uma (mais uma) revolução do cinema. Para começar, toda a iluminação foi feita apenas com luz natural do sol, e para as cenas noturnas ou ambientes fechados, era feita à luz de velas. E para isso, usou de uma câmera especialmente projetada para esse tipo de ambiente. Já não bastasse toda essa preocupação, todo o figurino foi feito com roupas verdadeiras, todas feitas na segunda metade do século XVI. Tudo para que, no final, o espectador tenha uma visão perfeitamente real do que se passava na época. A fotografia e enquadramentos se dão como em todos os filmes de Kubrick, com um toque único.
Analisando a forma de arquitetar o visual de Barry Lyndon, nós, brasileiros, podemos comparar com o modo de criação dos poemas parnasianos (apesar de ter nascido na França, teve maior evidência por aqui) do início do século XX. Assim como Kubrick visa tem por objetivo a perfeição fotográfica, os escritores buscam sempre a perfeição nas formas, montando sempre o poema e suas rimas como um ouvires molda uma jóia. Porém as comparações com parnasianismo devem parar mesmo na sua forma visual. A “arte pela arte” do estilo literário o faz visar apenas as formas, pondo de lado o conteúdo. Isso não acontece em Barry Lyndon. O enredo e histórias podem ser considerados maçantes, mas apenas para aqueles não familiarizados com o tipo de obra que Stanley proporciona. O filme é repleto de detalhes, onde ninguém fez questão de acelerar o passo para que ele termine rapidamente. Detalhes que podem ser comparados a pinceladas em um quadro de auto-retrato, onde cada traço tem seu propósito de existir, e se não existisse, sentiríamos que está faltando algo. Como os traços em uma pintura, os sorrisos, os olhares, os silêncios, os passos, sons, conseguem ilustrar perfeitamente o clima da aristocracia da Grã-Bretanha. O que Barry Lyndon finalmente nos passa é uma sensação de que vemos realmente um belíssimo quadro em movimento. Uma pintura com traços de Caravaggio, conteúdo de Picasso e um surrealismo de Salvador Dali.
sábado, 15 de maio de 2010
Só pra constar (2)
Não me orgulho de de não ligar pro aquecimento global, de ligar o ventilador no frio só pra não dormir no silêncio, de ser manipulador, de ser ciumento, não gostar de amarelo, de ter mania de organização, de ser tão nostálgico, de gostar de O Mágico de Oz, de ser tão pragmático, de não olhar pra trás quando assoviam, de passar marcha sem pisar na embreagem, de ter perdido meu celular, de pensar que todos são idiotas antes de conhecer, de gostar de Rasputina. Não me orgulho de não ter orgulho disso tudo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Péssima pergunta.
Já é meio que sabido que a pior coisa para um produto ruim, é uma boa propaganda. Mas a sorte da Antartica Sub Zero é que isso que está sendo veiculado na tv é tão ruim quanto o produto.
Eu como um bom apreciador de cerveja me sinto com o mínimo de gabarito possível pra falar que essa cerveja é ridícula, ruim, depreciável. E ainda vem com umas características (duplamente filtrada abaixo de zero) que são nada mais que marketing. E como estudante de Publicidade e Propaganda, também achei o mesmo de sua peça pra tv. Juntando essas duas coisas, algumas perguntas pertinentes vem a cabeça.
Como assim "refrescante"? - Ok, cerveja agora virou Coca-Cola pra matar a sede.
Como assim "duplamente filtrada abaixo de zero"? - Ela esquenta do mesmo jeito.
O que faria eu trocar minha velha e boa Brahma por isso? BOA PERGUNTA.
Eu como um bom apreciador de cerveja me sinto com o mínimo de gabarito possível pra falar que essa cerveja é ridícula, ruim, depreciável. E ainda vem com umas características (duplamente filtrada abaixo de zero) que são nada mais que marketing. E como estudante de Publicidade e Propaganda, também achei o mesmo de sua peça pra tv. Juntando essas duas coisas, algumas perguntas pertinentes vem a cabeça.
Como assim "refrescante"? - Ok, cerveja agora virou Coca-Cola pra matar a sede.
Como assim "duplamente filtrada abaixo de zero"? - Ela esquenta do mesmo jeito.
O que faria eu trocar minha velha e boa Brahma por isso? BOA PERGUNTA.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Emoção²
Devo ter sido único da faculdade que votei nesse comercial como o melhor de Cannes 2009. Mesmo porque tinha concorrentes de peso como Encounter da Coca-Cola e Dog Fish da Volkswagen.
Mas o que mais me chamou atenção nesse filme para o perfume Flora da grife italiana Gucci é a expressão/emoção/sentimento/algo inexplicável da garota. É algo puro que dá pra se notar apenas por pouquíssimos segundos de tomada em seu rosto.
Dá pra se notar, mas não explicar.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
En mi vida.
Sempre quando penso em música em espanhol, me vem a cabeça Alexandro Sanz, Menudos, Manah ou outras coisas melosas e piegas desse tipo. Talvez por isso eu sempre desdenhei tudo que fosse cantado em espanhol. Eu tinha em mente que dessa língua só saia baladinhas preguentas. Sempre achei, mas não mais.
Se hoje eu conheço alguém com o mesmo preconceito que tinha, orgulhosamente convido o indivíduo a conhecer um verdadeiro tapa no pé do ouvido chamado The Mars Volta.
Segundo a nossa saudosa Wikipedia: São considerados como uma banda de rock progressivo com vasto experimentalismo, e com influências de jazz fusion, rock psicodélico, hard rock, punk rock e música latina.
É, música latina no meio disso tudo. Difícil de imaginar?
L'VIA L'VIAQUEZ
Se hoje eu conheço alguém com o mesmo preconceito que tinha, orgulhosamente convido o indivíduo a conhecer um verdadeiro tapa no pé do ouvido chamado The Mars Volta.
Segundo a nossa saudosa Wikipedia: São considerados como uma banda de rock progressivo com vasto experimentalismo, e com influências de jazz fusion, rock psicodélico, hard rock, punk rock e música latina.
É, música latina no meio disso tudo. Difícil de imaginar?
L'VIA L'VIAQUEZ
E pra não fugir do costume, uma baladinha (nem tão romântica assim)
ASILOS MAGDALENA
ASILOS MAGDALENA
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Disainer Gráfico
É engraçado (pra não dizer trágico) como os “designers” de gráfica fazem porcarias. Sim, eu trabalho em gráfica e posso não ser um exímio designer gráfico, mas eu felizmente enxergo a linha do ridículo que muitos da minha classe sequer sabem que existe.
Aqui vão algumas regras do desain de gráfica.

Fontes. Todas possíveis e imagináveis, sendo uma em cada linha. Não importa se vai ficar difícil pra ler, a fonte tem que ser “trabalhada” e o “padrão” da Arial, Verdana e Futura é proibido. As mais recomendadas são Banff e Monotype Cursiva.
Cores. Primeiramente e o mais importante: Branco é expressamente proibido. Degradês de amarelo pra azul são altamente recomendáveis. O anúncio pode ser para uma relojoaria ou para um açougue, as cores devem ser “vivas” e carnavalescas. Seguindo a regra das fontes, cada linha também deverá ter uma cor diferente e de preferência com contorno de cor diferente.
Elementos geométricos. Todos os anúncios são varejistas. Seja para a Ferrari ou a loja de roupas da esquina, portanto a velha estrelas com características do produto são indispensáveis. Assim como os círculos ou outras formas geométricas.
Textos. Imagine um feirante esgoelando para vender suas verduras. É isso que o anúncio de gráfica tenta fazer. “COMPRE ISSO!!!”, “VENHA CONHECER!!!”, “FAÇA-NOS UMA VISITA!!!”. Textos no imperativo (quase implorativos) em caixa alta e três pontos de exclamação.
Imagens e fotos. Existe apenas um banco de imagens: Google. É comum ver em um cartaz de 60cm uma imagem de 300x300 encontrada no Google. E pra melhorar, a falta de habilidade para recortar o fundo da figura dá o tom especial do ridículo.
Efeitos. Eis a maior alternativa para impressionar. Já que idéias não surgem comumente, e o layout não deve de forma alguma ser limpo, a saída são as sombras, contorno interativo, preenchimento de textura ou aqueles pincéis especiais de figuras do Corel que dão um charme a mais no layout.
Variados. Textos desalinhados, telefones gigantescos, nome do dono do estabelecimento, logomarcas com contorno...
Pelo menos uma coisa é certa. Muitos arte-finalistas fazem isso não por vontade própria, existe algo chamado “cliente”, que pensa que nasceu designer/publicitário que não tem visão alguma, obriga o pobre coitado salariado a ceder aos seus caprichos.
Aqui vão algumas regras do desain de gráfica.

Fontes. Todas possíveis e imagináveis, sendo uma em cada linha. Não importa se vai ficar difícil pra ler, a fonte tem que ser “trabalhada” e o “padrão” da Arial, Verdana e Futura é proibido. As mais recomendadas são Banff e Monotype Cursiva.
Cores. Primeiramente e o mais importante: Branco é expressamente proibido. Degradês de amarelo pra azul são altamente recomendáveis. O anúncio pode ser para uma relojoaria ou para um açougue, as cores devem ser “vivas” e carnavalescas. Seguindo a regra das fontes, cada linha também deverá ter uma cor diferente e de preferência com contorno de cor diferente.
Elementos geométricos. Todos os anúncios são varejistas. Seja para a Ferrari ou a loja de roupas da esquina, portanto a velha estrelas com características do produto são indispensáveis. Assim como os círculos ou outras formas geométricas.
Textos. Imagine um feirante esgoelando para vender suas verduras. É isso que o anúncio de gráfica tenta fazer. “COMPRE ISSO!!!”, “VENHA CONHECER!!!”, “FAÇA-NOS UMA VISITA!!!”. Textos no imperativo (quase implorativos) em caixa alta e três pontos de exclamação.
Imagens e fotos. Existe apenas um banco de imagens: Google. É comum ver em um cartaz de 60cm uma imagem de 300x300 encontrada no Google. E pra melhorar, a falta de habilidade para recortar o fundo da figura dá o tom especial do ridículo.
Efeitos. Eis a maior alternativa para impressionar. Já que idéias não surgem comumente, e o layout não deve de forma alguma ser limpo, a saída são as sombras, contorno interativo, preenchimento de textura ou aqueles pincéis especiais de figuras do Corel que dão um charme a mais no layout.
Variados. Textos desalinhados, telefones gigantescos, nome do dono do estabelecimento, logomarcas com contorno...
Pelo menos uma coisa é certa. Muitos arte-finalistas fazem isso não por vontade própria, existe algo chamado “cliente”, que pensa que nasceu designer/publicitário que não tem visão alguma, obriga o pobre coitado salariado a ceder aos seus caprichos.
domingo, 18 de abril de 2010
O que é feeling?
Ainda não inventaram um medidor de feeling, portanto é algo absolutamente relativo. Variando de cada pessoa e o que a toca ao ouvir uma música. Ou seja, é uma questão de sensibilidade.
Feeling pra mim é isso:
Falta de feeling pra mim é isso:
A música aqui deixou de ser expressão. Não há sensibilidade. O guitarrista (Michael Angelo Batio), empunhando uma aberração de quatro braços é apenas um exibicionista e não acrescenta nada com suas dezenas de palhetadas por segundo. Não existe melodia, não existe nexo. Apenas velocidade e coordenação motora não bastam pra um músico. É preciso de algo que o faça ser insubstituível por um robô. Robôs conseguem ser rápidos, mas não podem ser geniais e ter feeling.
Feeling pra mim é isso:
Falta de feeling pra mim é isso:
A música aqui deixou de ser expressão. Não há sensibilidade. O guitarrista (Michael Angelo Batio), empunhando uma aberração de quatro braços é apenas um exibicionista e não acrescenta nada com suas dezenas de palhetadas por segundo. Não existe melodia, não existe nexo. Apenas velocidade e coordenação motora não bastam pra um músico. É preciso de algo que o faça ser insubstituível por um robô. Robôs conseguem ser rápidos, mas não podem ser geniais e ter feeling.
sábado, 17 de abril de 2010
Fotos Históricas (4)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Imagem e ação.
Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido. - José Saramago
Como José Saramago tem muito mais autoridade que Rafinha Bastos e Marcos Mion, continuo achando Twitter uma porcaria.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Um fim do mundo bem previsível.
O que eu vou fazer agora é algo como subir na onça morta pra tirar foto. Não são só os Maias que previram alguma coisa. Eu, muito antes de assistir o filme 2012, previ algumas coisas.
O filme é um amontoado de clichês. O mais evidente: O homem que separa de sua mulher devido a falta de atenção para a família e trabalho excessivo. Ela passa a viver com outro com seus 2 filhos, o que gera muito ciúme nele, já que ele não tem um relacionamento bom com eles, do contrário ao com seu "novo pai". É isso mesmo, aquelas outras dezenas de filmes tinham algo assim.Não é bom se irritar com os exageros do filme, pois como uma boa superprodução hollywoodiana, é rotina ter limosines atravessando prédios caindo; pilotos com praticamente experiência nenhuma, manuseando um avião gigantesco como se fizesse isso a vida toda. Se não quiser ver isso nem perca seu tempo na próxima vez.
Efeitos especiais: Fabulosos. A melhor cena foi a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro desmoronando, chocante. Tudo é muito empolgante, sempre o chão desabando, vulcões em erupção, água pra todo lado.
O que eu previ era isso, um filme com uma produção extraordinária e efeitos especiais arrepiantes e uma história de tragédia como todas as outras.
Efeitos especiais: Fabulosos. A melhor cena foi a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro desmoronando, chocante. Tudo é muito empolgante, sempre o chão desabando, vulcões em erupção, água pra todo lado.
O que eu previ era isso, um filme com uma produção extraordinária e efeitos especiais arrepiantes e uma história de tragédia como todas as outras.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Agora sim - Top 10 bandas.
Eu nunca ousei listar minhas 10 bandas de rock favoritas. A dantesca dificuldade que via nisso era escolher a primeira, segunda e terceira. Mas hoje, num ato de coragem, enfim organizei essa bagunça.

1 - Pink Floyd
Não foi fácil aceitar ela na frente de Led Zeppelin. Mas enfim, Roger Waters e cia formaram a maior banda de todos os tempos. Não tão populares como os Beatles, nem tão virtuosos como Dream Theater. Mas a genialidade dessa banda, seja pelos conceitos, letras ou solos, me impressona até hoje.
2 - Led Zeppelin
Foi a primeira banda de rock que ouvi. Aos 9 ou 10 anos de idade nem fazia idéia do que esse quarteto inglês significava para o rock. Nos tempos da Beatlemania, foi a primeira banda a tira-la do topo. É a fusão perfeita do hard rock e blues com a extraordinária pegada de John Bonhan.
3 - Dream Theater
Dentre essas, foi a única que vi de perto em um show ao vivo. Senti na pele o poder da bateria de Mike Portnoy. É o lado extremo dessa lista em termos de complexidade técnica.
4 - Porcupine Tree
Com quase 20 anos na estrada, o Porcupine Tree possui uma densa discografia e com seu rock progressivo “modernizado” vem angariando uma legião de fãs ao longo dos anos.
5 - The Flower Kings
Encabeçando a lista das bandas suecas (que não são poucas), o mais tradicional grupo de neo-progressive rock oriundos desse país. The Flower Kings deixa transbordar feeling em suas melodias, que facilmente atravessam a barreira dos 20 minutos.
6 - The Beatles
Beatles pra mim vai além da beatlemania, muito além das fãs fervorosas que choravam por eles, muito além dos milhões e milhões de álbuns vendidos, eles representam a revolução do rock e a simplicidade genial.
7 - Green Carnation
Tchort deixou uma das maiores bandas de Black Metal do mundo para formar uma banda que, de início, soava inexplicavelmente como death/doom metal com metal progressivo. Aos tempos a sonoridade foi mudando até o último álbum da banda ser uma gravação acústica. Loucura? Não. É só um músico que corre atrás do que quer.
8 - Radiohead
Há pouco tempo, eu torcia o nariz para essa nova geração de bandas da Inglaterra e só de ouvir o nome desse país, a palavra Indie me vinha à cabeça. Deixei o preconceito de lado e mergulhei a fundo nessa extraordinária e depressiva banda.
9 - Transatlantic
A união de 4 dos maiores nomes do prog atual não podia dar errado. Ninguém menos que Neal Morse, Mike Portnoy, Ronie Stolt, Daniel Gildenlow (não mais) e Pete Trewavas formam a seleção mundial do rock progressivo. Transatlantic.

10 - AC/DC
O poderoso e grupo australiano dispensa comentários pelo simples fato de, mesmo com quase 40 anos de estrada, ainda mantém a essência de seu bom e puro rock and roll.
Atualização 08/04/2010: Que vergonha. Eu tinha colocado uma foto que nem de longe eram os Beatles. Valeu pelo toque Nilto o/
quarta-feira, 31 de março de 2010
Violência gratuita: Sertanejo Universitário.
Não, eu não nasci no país errado, ou na época errada (no planeta errado eu posso até pensar). Eu só nado contra a correnteza musical da nossa pobre cultura. Ou melhor, da nossa cultura pobre. (E que fique bem claro o tipo de cultura que eu estou falando).
É tão fácil criticar a cena atual da musica brasileira em evidência, que eu nunca me interessei em fazer isso. É como bater em um bêbado cego e paraplégico. Isso que temos como música é tão frágil quando este citado. Música frágil feita por artistas frágeis, estas que são tão admiradas por pessoas com discernimento frágil.
Não se pergunte o porquê de envolver quem dá audiência a esses artistas, os fãs dessa verdadeira poluição sonora são peças cruciais para o funcionamento do nada complexo nicho musical brasileiro. Resumindo, artista não vive sem fãs. E fãs de sertanejo pouco importam com o que ouvem. Não quero que ninguém seja um expert em música, mas entender um pouco do assunto diminuiria bastante o estrondo disso: O sertanejo universitário.
A evidência do momento no país é o que é chamado aos quatro ventos de “Sertanejo Universitário”. A fórmula é antiga e simples. Fale com alguém sobre amor, traições, abandonos, choradeira em segunda pessoa. Ou faça pior. Às vezes, intercale segunda e terceira pessoa em uma mesma estrofe, como faz o Luan Santana:
Você é exatamente o quê eu sempre quis;
Ela se encaixa perfeitamente em mim;
Lendo assim, dá pra imaginar que ao mesmo tempo em que fala com sua namorada, ele vira pro lado e fala para alguém sobre ela. É no mínimo criativo, se levarmos em conta que “terceira” ou “quinta” pessoa não é lá uma coisa que ele entenda muito.
Outra coisa que o senhor sertanejo universitário insiste é trazer de volta o mesmo estilo, mas dos anos 90 com uma roupagem mais moderna, com violas e sanfonas no lugar dos solos de guitarra depreciáveis da época. E sim, guitarra no sertanejo é antigo (Edson e Udson estão fora dessa) e viola é moderno.
Criticar de Luan Santana e companhia limitada é mais fácil e sem graça que bater em bêbado, cego, paraplégico e dormindo. Fácil porque os argumentos pra fazê-lo eclodem mais que espinha na cara de adolescente, e sem graça porque não existe algo contundente para contrariar. O máximo que um fã pode fazer é falar “gosto é gosto”, ou partir para o ataque do rock: “aquele bando de doido cabeludo que canta [barulhos estranhos] em inglês pra ninguém entender”. Após ouvir isso, e rir, resta me perguntar se é a música imbecil atual brasileira que transforma a população em vegetais estereotipados, ou pessoas que nascem assim são mais propensas a gostar desse tipo de música. Na minha opinião, é uma pergunta de duas alternativas qual não há erros.
É tão fácil criticar a cena atual da musica brasileira em evidência, que eu nunca me interessei em fazer isso. É como bater em um bêbado cego e paraplégico. Isso que temos como música é tão frágil quando este citado. Música frágil feita por artistas frágeis, estas que são tão admiradas por pessoas com discernimento frágil.
Não se pergunte o porquê de envolver quem dá audiência a esses artistas, os fãs dessa verdadeira poluição sonora são peças cruciais para o funcionamento do nada complexo nicho musical brasileiro. Resumindo, artista não vive sem fãs. E fãs de sertanejo pouco importam com o que ouvem. Não quero que ninguém seja um expert em música, mas entender um pouco do assunto diminuiria bastante o estrondo disso: O sertanejo universitário.
A evidência do momento no país é o que é chamado aos quatro ventos de “Sertanejo Universitário”. A fórmula é antiga e simples. Fale com alguém sobre amor, traições, abandonos, choradeira em segunda pessoa. Ou faça pior. Às vezes, intercale segunda e terceira pessoa em uma mesma estrofe, como faz o Luan Santana:
Você é exatamente o quê eu sempre quis;
Ela se encaixa perfeitamente em mim;
Lendo assim, dá pra imaginar que ao mesmo tempo em que fala com sua namorada, ele vira pro lado e fala para alguém sobre ela. É no mínimo criativo, se levarmos em conta que “terceira” ou “quinta” pessoa não é lá uma coisa que ele entenda muito.
Outra coisa que o senhor sertanejo universitário insiste é trazer de volta o mesmo estilo, mas dos anos 90 com uma roupagem mais moderna, com violas e sanfonas no lugar dos solos de guitarra depreciáveis da época. E sim, guitarra no sertanejo é antigo (Edson e Udson estão fora dessa) e viola é moderno.
Criticar de Luan Santana e companhia limitada é mais fácil e sem graça que bater em bêbado, cego, paraplégico e dormindo. Fácil porque os argumentos pra fazê-lo eclodem mais que espinha na cara de adolescente, e sem graça porque não existe algo contundente para contrariar. O máximo que um fã pode fazer é falar “gosto é gosto”, ou partir para o ataque do rock: “aquele bando de doido cabeludo que canta [barulhos estranhos] em inglês pra ninguém entender”. Após ouvir isso, e rir, resta me perguntar se é a música imbecil atual brasileira que transforma a população em vegetais estereotipados, ou pessoas que nascem assim são mais propensas a gostar desse tipo de música. Na minha opinião, é uma pergunta de duas alternativas qual não há erros.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Novas empresas no Brasil: As dificuldades de mercado e a burocracia.
A ENG-MINAS, empresa de Frutal em funcinamento a 1 ano e 4 meses, é exemplo de do quão é complicado iniciar qualquer tipo de empreendimento no Brasil. V.C.R, relatou que a dificuldade de início é por no papel todo investimento a ser feito.
“A dificuldade é o seguinte, a gente tem que pensar o que vai ter que gastar pra por no papel qual vai ser sua determinação. Se você determinar um preço, 40 ou 50 mil. Você pode jogar 40 ou 50 por cento a mais.” – Relatou.
Pra piorar, além do alto investimento, um imenso e duradouro processo para abertura de firma deve ser travado pra que, enfim, o empreendimento possa entrar em funcionamento legal.
Confira o passo-a-passo para abertura de empresas no Brasil:
1) Fazer uma consulta do CPF do empresário junto a Receita Federal, para verificar se consta algum tipo de pendência com o Governo Federal (empresas não canceladas, IRPF e outros impostos atrasados). Caso haja algum problema, o empreendedor deve primeiro regularizar a situação para depois abrir a empresa. Caso contrário, a Receita não emite o cartão do CNPJ da nova firma.
2) Realizar uma pesquisa de nomes na Junta Comercial de seu estado, pois nossa legislação não permite que duas empresas tenham nomes iguais. Essa pesquisa, para ser bem fundamentada, deve ser extensiva ao INPI, setor de proteção ao registro de marcas e patentes.
3) Verificar se os documentos da sede da nova empresa estão em ordem.
4) Contratar um contador especializado em legislação de empresas.
5) O último passo é a formalização do empreendimento, com os seguintes procedimentos:
a) Registrar o contrato social na Junta Comercial do seu estado.
b) Obter o CNPJ junto à secretaria da Fazenda da receita Federal.
c) Conseguir a inscrição junto à Secretaria da Fazenda de seu respectivo estado (isso apenas em se tratando de empresa mercantil).
d) Obter a inscrição do cadastro do contribuinte municipal junto a prefeitura do município sede da empresa.
e) Se a empresa for do setor alimentício, providenciar sua inscrição no setor de vigilância sanitária.
f) Se a empresa tiver um ramo de atividade de indústria ou a ela equiparada, verificar se há necessidade de inscrição junto a Cetesb.
g) Empresas de profissão regulamentada, tais como sociedades de médicos, dentistas, contadores, advogados, psicólogos, administradores, terão que obter o visto prévio de seus respectivos órgãos de classe, isto é, os conselhos regionais.
h) Providenciar junto a uma gráfica a confecção de talões de notas fiscais, de serviço ou de venda mercantil, para registrar as receitas da empresa.
Segundo um estudo feito pelo Banco Mundial, o Brasil é o sexto país mais em termos de complexidade para se abrir uma empresa em todo mundo. Essas 14 ou mais etapas são não são mais burocráticas que países como Haiti, Moçambique, Laos ou Indonésia.
Para se ter uma boa noção, enquanto no Brasil, a abertura de empresa tem como média 152 dias, na Austrália tudo pode ser feito via internet e se gasta incríveis 24 horas.
E Após enfrentar o árduo processo legal de abertura, V.S.R. relata que o início das atividades comerciais é muito complicado. O investimento em propagandas comerciais locais é necessário para que possa posicionar sua marca no mercado local.
Ressalta também que o lucro do investimento será de fato visto anos após a abertura da empresa.
O mesmo estudo feito pelo Banco Mundial, em 2004, revela que iniciar uma empresa no Brasil e dar continuidade é inóspito, mesmo comparado a países mais pobres e atrasados. O estudo Fazendo Negócios 2004 mostra que a atividade empresarial no país enfrenta uma combinação de fatores institucionais adversos quase sem paralelo no mundo: Justiça lenta, leis trabalhistas retrógradas, burocracia dantesca e desestimuladora para abrir uma empresa e até para conseguir fechá-la. "Em seu conjunto, o número de regras e complicações no Brasil supera o da maioria dos países da pesquisa", disse a Simeon Djankov, coordenador do estudo do Banco Mundial.
O mercado brasileiro, por si próprio, é complicado. A saturação de empreendimentos e a crise financeira já são dois obstáculos que os novos empresários devem milagrosamente superar. Já não bastasse isso, ele deve combater, também, o processo burocrático que toda empresa teme e luta, mas nem sempre vence.
Tudo isso dá uma boa noção de como a burocracia toma conta dos processos que envolvem a relação entre os empreendedores e o governo. É lamentável ver tantas pessoas batalhando para colocar sua marca no mercado e ver o sistema burocrático de seu país fazendo de tudo para dificultar seu progresso.
Resta a nós, nos perguntarmos o que o governo ganha com toda essa burocracia. Imaginar que, quanto mais rápido uma empresa pode ser considerada legalmente aberta, mais rápido ela pagará impostos ao governo, pode até parecer ingênuo, mas também pode ser considerado bastante inteligente. Porém, nesses e outros inúmeros casos, a inteligência é algo bastante difícil de ser alcançado ao longo de nossa realidade jurídica.
Matéria escrita para Redação Jornalística III
Por pouco eu não me perco nesse labirinto de gravatas chamado Jornalismo.
“A dificuldade é o seguinte, a gente tem que pensar o que vai ter que gastar pra por no papel qual vai ser sua determinação. Se você determinar um preço, 40 ou 50 mil. Você pode jogar 40 ou 50 por cento a mais.” – Relatou.
Pra piorar, além do alto investimento, um imenso e duradouro processo para abertura de firma deve ser travado pra que, enfim, o empreendimento possa entrar em funcionamento legal.
Confira o passo-a-passo para abertura de empresas no Brasil:
1) Fazer uma consulta do CPF do empresário junto a Receita Federal, para verificar se consta algum tipo de pendência com o Governo Federal (empresas não canceladas, IRPF e outros impostos atrasados). Caso haja algum problema, o empreendedor deve primeiro regularizar a situação para depois abrir a empresa. Caso contrário, a Receita não emite o cartão do CNPJ da nova firma.
2) Realizar uma pesquisa de nomes na Junta Comercial de seu estado, pois nossa legislação não permite que duas empresas tenham nomes iguais. Essa pesquisa, para ser bem fundamentada, deve ser extensiva ao INPI, setor de proteção ao registro de marcas e patentes.
3) Verificar se os documentos da sede da nova empresa estão em ordem.
4) Contratar um contador especializado em legislação de empresas.
5) O último passo é a formalização do empreendimento, com os seguintes procedimentos:
a) Registrar o contrato social na Junta Comercial do seu estado.
b) Obter o CNPJ junto à secretaria da Fazenda da receita Federal.
c) Conseguir a inscrição junto à Secretaria da Fazenda de seu respectivo estado (isso apenas em se tratando de empresa mercantil).
d) Obter a inscrição do cadastro do contribuinte municipal junto a prefeitura do município sede da empresa.
e) Se a empresa for do setor alimentício, providenciar sua inscrição no setor de vigilância sanitária.
f) Se a empresa tiver um ramo de atividade de indústria ou a ela equiparada, verificar se há necessidade de inscrição junto a Cetesb.
g) Empresas de profissão regulamentada, tais como sociedades de médicos, dentistas, contadores, advogados, psicólogos, administradores, terão que obter o visto prévio de seus respectivos órgãos de classe, isto é, os conselhos regionais.
h) Providenciar junto a uma gráfica a confecção de talões de notas fiscais, de serviço ou de venda mercantil, para registrar as receitas da empresa.
Segundo um estudo feito pelo Banco Mundial, o Brasil é o sexto país mais em termos de complexidade para se abrir uma empresa em todo mundo. Essas 14 ou mais etapas são não são mais burocráticas que países como Haiti, Moçambique, Laos ou Indonésia.
Para se ter uma boa noção, enquanto no Brasil, a abertura de empresa tem como média 152 dias, na Austrália tudo pode ser feito via internet e se gasta incríveis 24 horas.
E Após enfrentar o árduo processo legal de abertura, V.S.R. relata que o início das atividades comerciais é muito complicado. O investimento em propagandas comerciais locais é necessário para que possa posicionar sua marca no mercado local.
Ressalta também que o lucro do investimento será de fato visto anos após a abertura da empresa.
O mesmo estudo feito pelo Banco Mundial, em 2004, revela que iniciar uma empresa no Brasil e dar continuidade é inóspito, mesmo comparado a países mais pobres e atrasados. O estudo Fazendo Negócios 2004 mostra que a atividade empresarial no país enfrenta uma combinação de fatores institucionais adversos quase sem paralelo no mundo: Justiça lenta, leis trabalhistas retrógradas, burocracia dantesca e desestimuladora para abrir uma empresa e até para conseguir fechá-la. "Em seu conjunto, o número de regras e complicações no Brasil supera o da maioria dos países da pesquisa", disse a Simeon Djankov, coordenador do estudo do Banco Mundial.
O mercado brasileiro, por si próprio, é complicado. A saturação de empreendimentos e a crise financeira já são dois obstáculos que os novos empresários devem milagrosamente superar. Já não bastasse isso, ele deve combater, também, o processo burocrático que toda empresa teme e luta, mas nem sempre vence.
Tudo isso dá uma boa noção de como a burocracia toma conta dos processos que envolvem a relação entre os empreendedores e o governo. É lamentável ver tantas pessoas batalhando para colocar sua marca no mercado e ver o sistema burocrático de seu país fazendo de tudo para dificultar seu progresso.
Resta a nós, nos perguntarmos o que o governo ganha com toda essa burocracia. Imaginar que, quanto mais rápido uma empresa pode ser considerada legalmente aberta, mais rápido ela pagará impostos ao governo, pode até parecer ingênuo, mas também pode ser considerado bastante inteligente. Porém, nesses e outros inúmeros casos, a inteligência é algo bastante difícil de ser alcançado ao longo de nossa realidade jurídica.
Matéria escrita para Redação Jornalística III
Por pouco eu não me perco nesse labirinto de gravatas chamado Jornalismo.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Deixe Platão em paz.
Pobre Platão, é obrigado a ouvir seu nome toda vez que alguém não vê seu amor correspondido. “Meu amor platônico. Blá blá blá”.
Choradeira e pieguice de lado, o que nem todos sabem é que “Amor Platônico” não é simplesmente um “amor impossível”. Deixe o filósofo grego de lado quando levar seu quinto (sexto, sétimo...) fora seguido daquela garota que conheceu no carnaval.
Pra piorar, não foi Platão quem inventou esse termo. Ele é baseado no Amor Ideal, em que o próprio filósofo concebe o amor como algo puro e desprovido de interesses carnais e/ou sexuais. Tendo como objeto de visão apenas as virtudes das pessoas.
Ao contrário de seu mestre Sócrates, Platão era um filósofo idealista. Pra ele o que importava era o que as pessoas idealizavam e que o mundo material era imperfeito. Sendo assim, o Amor Platônico são todas e quaisquer relações afetuosas que não se encontram no campo material. Um amor perfeito que essencialmente está no ideal do indivíduo e que não existe no mundo social.
Assim, unindo o amor perfeito e o ideal de Platão, filósofos e pensadores neo-platonistas criaram o Amor Platônico. Tão distorcido ao longo dos tempos por aqueles que andam pensando com o coração e pouco se importando em saber o que falam ou pensam.
Choradeira e pieguice de lado, o que nem todos sabem é que “Amor Platônico” não é simplesmente um “amor impossível”. Deixe o filósofo grego de lado quando levar seu quinto (sexto, sétimo...) fora seguido daquela garota que conheceu no carnaval.
Pra piorar, não foi Platão quem inventou esse termo. Ele é baseado no Amor Ideal, em que o próprio filósofo concebe o amor como algo puro e desprovido de interesses carnais e/ou sexuais. Tendo como objeto de visão apenas as virtudes das pessoas.
Ao contrário de seu mestre Sócrates, Platão era um filósofo idealista. Pra ele o que importava era o que as pessoas idealizavam e que o mundo material era imperfeito. Sendo assim, o Amor Platônico são todas e quaisquer relações afetuosas que não se encontram no campo material. Um amor perfeito que essencialmente está no ideal do indivíduo e que não existe no mundo social.
Assim, unindo o amor perfeito e o ideal de Platão, filósofos e pensadores neo-platonistas criaram o Amor Platônico. Tão distorcido ao longo dos tempos por aqueles que andam pensando com o coração e pouco se importando em saber o que falam ou pensam.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Negativo e Negativo (3)
- Deve ser a terceira ou quarta vez que eu digo que é muito estranho fazer isso.
- O que? Você mesmo te entrevistar?
- Adivinha!
- Não sei porque estranhas tanto, é como se veres do espelho e admirares suas costeletas.
- Estranhas, veres. Por que diabos está falando assim? E eu odeio costeletas.
- Acho que é porque tive aula com uma professora portuguesa ontem.
- Isso faz de você uma pessoa volúvel?
- Sim.
- Sim?
- Sim.
- E você acha que é natural ser volúvel.
- Tão natural quanto um bebê chorar quando sente fome.
- E você se sente feliz por isso?
- Eu deveria me sentir feliz com cada característica natural do ser humano?
- Bem...
- Achas que tens o controle de tudo?
- É que...
- Te enganas alterego entrevistador. Tu não tens controle total de nada nesse mundo, escolha algo a chegar ao máximo do domínio total te tornarás o melhor. De resto relaxe, não lute contra sua natureza.
- Tudo bem, só pare com essa espécie de sotaque luso-brasileiro.
- Não é sotaque, o português brasileiro também deriva os verbos assim.
- Não é da escrita que estou falando, é do seu pensamento. Você está pensando com sotaque português e escrevendo.
- Ok, estou a parar por aqui.
- O que? Você mesmo te entrevistar?
- Adivinha!
- Não sei porque estranhas tanto, é como se veres do espelho e admirares suas costeletas.
- Estranhas, veres. Por que diabos está falando assim? E eu odeio costeletas.
- Acho que é porque tive aula com uma professora portuguesa ontem.
- Isso faz de você uma pessoa volúvel?
- Sim.
- Sim?
- Sim.
- E você acha que é natural ser volúvel.
- Tão natural quanto um bebê chorar quando sente fome.
- E você se sente feliz por isso?
- Eu deveria me sentir feliz com cada característica natural do ser humano?
- Bem...
- Achas que tens o controle de tudo?
- É que...
- Te enganas alterego entrevistador. Tu não tens controle total de nada nesse mundo, escolha algo a chegar ao máximo do domínio total te tornarás o melhor. De resto relaxe, não lute contra sua natureza.
- Tudo bem, só pare com essa espécie de sotaque luso-brasileiro.
- Não é sotaque, o português brasileiro também deriva os verbos assim.
- Não é da escrita que estou falando, é do seu pensamento. Você está pensando com sotaque português e escrevendo.
- Ok, estou a parar por aqui.
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