quarta-feira, 26 de agosto de 2009

...responsável por aquilo que cativas.

Primeiramente, se Nathália Fontoura estiver lendo isso, contenha seu orgulho ou qualquer coisa parecida.
Nunca cheguei menosprezar esse livro, muito menos duvidar da capacidade do autor em atingir em cheio o âmago do ser de quem o lê. Eu até sempre respeitei. Mas, sabe quando só respeita algo? Como eu respeito Frank Sinatra, mas não ouço.
Eu respeitava Saint-Exupéri, mas nunca li O Pequeno Príncipe. Não porque eu tinha o preconceito que todos têm por achar ser "uma história infantil", mas nunca me interessei mesmo.
Foi quando, não sei por qual motivo desse mundo (claro que eu sei, mas faz de conta que não), me veio a frase "Torna-te eternamente responsável por aquilo que cativas". Pensei muito nisso, muito mesmo. Cheguei em casa e comecei ler o livro.
Diferentemente da minha profunda irritação que sentia quando eu ouvia a força com a Nathália a história narrada, eu mergulhei por completo na história, passei a refletir cada linha de diálogo entre o príncipe e qualquer outro personagem.
O mais intrigante, pra mim, é pensar como uma crianças guardaria consigo uma filosofia tão rica em sua ingenuidade.

Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

Um comentário:

Nikolay Platonych disse...

Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla.

Um dos melhores livros de todos os tempos.