quinta-feira, 1 de março de 2012

Um exemplo a (não) seguir.



A notícia do protesto em uma rua de Frutal, onde os buracos no asfalto foram contornados de tinta branca tomou proporções nacionais. Se espalhou pelo Facebook e foi divulgado em grandes veículos de notícia on-line. Isso em 2012, em pleno ano de eleições municipais. É inadmissível para quem almeja permanecer no poder executivo da cidade, uma ampla exposição de uma ferida na cidade. Foi um tapa na cara com mãos calejadas bem dado.

Se existe algo que políticos de cidades pequenas não entendem, não aceitam e acham que seu poder está a cima disso, é o protesto popular. Vivencio isso na minha cidade, onde o prefeito por medo de uma manifestação pacífica chama a polícia e “manda prender todo mundo”. Em Frutal, a resposta ao protesto foi um só: Desespero. Em entrevista ao jornal Raio X (muito influente na cidade) a prefeita tentou jogar a culpa de tudo pro outro lado. Chamou os responsáveis pelo protesto de vândalos e que medidas seriam tomadas contra eles. Estranho, pois segundo o dicionário, vandalismo significa “Destruição de obras de arte, de objetos importantes, por ignorância, selvajaria ou falta de gosto.” Não sabia que os buracos das ruas de Frutal eram tão importantes ou belos para serem chamados de obras de arte. Pois bem...

O modo como a prefeita Ciça reagiu foi no mínimo ridículo. Houve erro grosseiro de assessoria de imprensa, algo reacionário digno de pena. O que era uma tentativa de se safar como a donzela indefesa a transformou mais ainda na bruxa da história. Um ato dessas proporções certamente tem a simpatia e apoio do povo, os protestantes são admirados e tidos como “heróis” e seu exemplo deveria ser seguido. A ação burra e reacionária da prefeita a jogou contra esse povo, que vota e a elege. Erro dela? Claro, mas onde está a assessoria de imprensa quando se precisa dela? Não é possível que algum comunicador social a orientou a dizer tamanhas idiotices. Prefiro acreditar que ela acordou de mau humor, quebrou uma unha, tomou café amargo, tropeçou no caminho, pisou em fezes e não ouvia ninguém que a norteava. (prefiro acreditar, mas...).

Eis uma resposta digna e inteligente:
“-Admiro a preocupação dos moradores com sua cidade e estamos fazendo o possível para conseguir recursos para o recapeamento das ruas. Protestar está nos direitos dos cidadãos e tomamos isso como um recado.”
Assim mesmo, simples. A resposta foi dada sem alarmes e de forma categórica. Simplesmente sóbria e sem fervor, já que a prefeita falava para um jornal, não em um palanque. Não culminaria na indignação da população e, principalmente, não a expunha ao ridículo, como aconteceu.
Para nós, estudantes de Comuniação Social, fica o exemplo a não seguir. Pois como disse Don Corleone: “Não odeie seus inimigos, isso atrapalha seu raciocínio”

domingo, 12 de fevereiro de 2012

E se fosse meu cliente (3)

Continuando a saga que ilustra a relação entre cliente e criador, seja qual área for. Arte gráfica, redação, audiovisual...
Um dos grandes problemas do senso-comum na crítica (olha que fui bonzinho na escolha desse termo) de um trabalho de criação é o frenético almejo em rebuscar o que deveria ser simples, direto e funcional. Por fim, o que deveria funcionar de forma clara para o consumidor, se mostra ineficiente e o dinheiro gasto foi pelo ralo.

A história da arte revela uma ligação íntima em relação à história do mundo em geral. De certa forma, as rupturas vivenciadas na sociedade, economia, filosofia e política refletiam diretamente no modo dos artistas pensarem e, consequentemente, criarem.

Voltemos ao século XVIII, ao neoclássico ou arcadismo. As características do arcadismo são justamente todo meu sentimento ao exagero que meus clientes tanto gostam. Era simples, direto e de fácil assimilação por todos. De modo como a sociedade relutava contra os exageros do Clero, os artistas se saturavam de todo o excesso do Barroco, escola artística dominante.

E se eu fosse um poeta do arcadismo no século XVIII?

"Mas só isso mesmo?"
"Não precisa mais que isso"
"Mas tá muito simples, você podia incrementar mais."
"Mas pra quem você quer que veja isso pode se tornar muito complicado pra entender."
" Coloca mais palavras, mais rimas. Versos decassílabos..."

E a poesia que era assim:

"Na idade que eu, brincando entre os pastores,
Andava pela mão e mal andava,
Uma ninfa comigo então brincava,
Da mesma idade e bela como as flores."

(Basílio da Gama)

Ficou assim:

Como na cova tenebrosa, e escura,
A quem abriu o Original pecado,
Se o próprio Deus a mão vos tinha dado;
Podeis vós cair, ó virgem pura?
Nem Deus, que o bem das almas só procura,
De todo vendo o mundo arruinado,
Permitiria a desgraça haver entrado,
Donde havia sair nossa ventura.
Nasce a rosa de espinhos coroada
Mas se é pelos espinhos assistida,
Não é pelos espinhos magoada.
Bela Rosa, ó virgem esclarecida!
Se entre a culpa se vê, fostes criada,
Pela culpa não fostes ofendida.

(Gregório de Matos)

Tudo isso poderia ser resumido a uma só frase: "Menos é mais". Menos exagero, menos palavras, menos cores, menos efeitos, menos fontes, menos rimas. Menos isso tudo só ajuda na comunicação com o consumidor. O simples não é sempre simplório e, como dizia nosso amigo Mogli: "Necessário, somente o necessário. O extraordinário é de mais."

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

E se fosse meu cliente? (2)

Diferentemente da capa de Dark Side of the Moon, pouco se sabe sobre a origem da estatueta chamada Venus de Willendorf. Estudos apontam que foi esculpida entre 22000 à 24000 anos. Foi esculpida em calcário oolítico, material inexistente na região que fora encontrada, o que aumenta ainda mais o seu fascínio.
Entretanto, de fascinante mesmo não é por quem ela foi esculpida, a quanto tempo e do que foi feita, mas o que ela significa para a história das artes plásticas. Diferentemente de esculturas gregas e romanas, as quais a fidelidade e a perfeição do corpo humanos são vistos a cada traço, cada curva e cada rosto esculpidos, a Venus de Willendorf carrega algo de especial. Um conceito.

E se fosse meu cliente o comprador?

"Nossa... ficou bem..."
Desta vez eu treinei o discurso para convencê-lo.
"Veja, eu sei que outros artistas fazem esculturas perfeitas, lindas e maravilhosas. Mas olha, você vai ser o primeiro do mundo a ter uma que tem uma visão diferente sobre o que é uma mulher. Vai enxergar além da beleza externa entre outras futilidades"
"Hum... mas esses seios horríveis..."
"São assim de propósito. Assim como a vagina, os seios são desproporcionais, referindo o conceito da fertilidade da mulher."
"Não gostei muito. Ela não tem rosto, não tem pés. Você podia fazer algo mais bonito...Olha esse modelo"

A Venus de Willendorf


O que meu cliente levou


O que difere publicidade de de brincadeira de sobrinhos é o fato da primeira ir além da beleza e pensar em conceitos. Criar não é enfeitar. Se você quer criar só pra deixar bonito, que vá ser decorador de festas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Abadá Carnaplan 2012



A venda na Secretaria de Cultura (Biblioteca Municipal)
(34) 3427-7041

E se fosse meu cliente?

Por que não é fácil trabalhar com arte gráfica, ou qualquer outro tipo de criação publicitária? Criatividade em colapso, prazos sempre sufocantes, pagamento nem sempre justo... Sim, também. Mas o que a classe olha como o beuzebu com dinheiro se chama "cliente". Sabe aquela empresa de cartão de crédito sempre dizia que havia coisas que o dinheiro não comprava? Bem que poderiam ter feito uma dizendo que noção de estética ou publicidade estava incluso nessa.

E se meu cliente me pedisse pra criar a capa do seu novo álbum?

Rick Wright, tecladista do Pink Floyd, disse que a capa do novo álbum deveria ser simples e impactante. Storm Thogersom, designer de todas as melhores capas não só do Pink Floyd, mas de diversas outras no mundo todo, entendeu o recado e criou uma arte que é reconhecida até no lado mais sombrio da lua.
Agora coloco no lugar de Wright, um dono de mercado metido a designer/publicitário/marketeiro/piadista.
"Cadê o nome da banda e o nome do disco? Como que o ouvinte vai saber de quem é o disco?"
Lá se foi o grande charme das criações de Thogersom. O fazer o disco ser reconhecido sem nome algum. Se a banda é realmente boa, isso mais ajuda do que atrapalha.
"Olha, ficou bom, mas vamos melhorar. Esse preto... acho que não ficou bom, ficou muito fechado, parecendo velório. A gente podia usar uma cor mais viva pra dar mais destaque."
O conceito de "sombrio foi pro espaço. O cliente não vai nem querer saber se o nome do álbum tem "Lado Escuro"no meio. O que importa é o destaque.
"O que significa esse triângulo?"
Você explica todo o conceito. Diz que a luz polarizada denota a mente humana e o prisma é um fator que a influencia e evolui em diferentes maneiras (ou cores).
"Ah bem inteligente mas muita gente não vai entender... melhor colocar essa foto...".
Público alvo não é algo que o cliente sabe que existe. Pra ele o produto vai ser vendido tanto pra tiazinha que vende coxinha quanto o Stephen Hawking. Ele te entrega uma foto com nome de 300 caracteres. Do Orkut! Em resolução pífia. Você deve recortar e fazer milagres no Photoshop.
Com ele do lado, você refaz toda a arte de qualquer forma pra ele ir embora logo, coloca todos os efeitos, todos os destaques e a capa que era assim:



Fica assim:



Por fim, com os olhos brilhando de emoção ele leva para mostrar para a esposa, caso tenha sorte, é aprovado. (Ou, se você tiver esse poder, manda ele pastar e procurar um sobrinho pra fazer o serviço.)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1/02 - Dia do Publicitário

Existem vários caminhos que levam alguém a conhecer ou estudar publicidade. Seja o filho de um dono de agência que começa trabalhar no computador desde os 14 anos, seja o estudante que não escolheu o curso até a inscrição e achou o nome do curso bonito ou então que não gosta de matemática, física, química, história, geografia e biologia. E, por incrível que pareça a você, amigo não publicitário, pessoas que querem realmente aquilo e não se imaginam em outra profissão, como eu.

O que todos esses tem em comum é mudar, ao longo do tempo, todo seu conceito de propaganda. Todo seu processo, como é pensada, planejada e executada. É aí que separamos os entusiastas e os curiosos da publicidade. Uma vez a par de pouco sobre isso (o tempo pode variar de 5 minutos de aula à 4 anos de estudos) a pessoa vê se é aquilo mesmo que ela quer, ou ela se apaixona ou corre apavorado.

Àqueles que sobreviveram ao rito de passagem, que já sabiam o que queriam e, porque não, aos “sobrinhos” do mercado, um brinde ao dia 1 de fevereiro, dia do Publicitário.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Marcos, o orgulho alvi-verde.

marcos31.jpg (371×247)

Minha memória a longo prazo é ótima. Me entendo por Palmeirense desde 1996, ano em que aquela máquina de fazer gols trucidava adversários com goleadas constantes. Me lembro de um 8x0, alguns 6x0 e vários 4x0 e levamos um Paulista. Em 97 chegamos na final do Brasileiro e perdemos, minha primeira grande decepção. Em 98 ganhamos a Copa do Brasil e, a partir daí, eu era mais torcedor, mais fanático, surgiu de verdade uma paixão e, mais do que isso tudo, surgiu um ídolo.
Vários gols me vêem à cabeça quando tento recordar da minha história de torcedor, porém o que me enche os olhos de lágrimas e o peito de orgulho são os gritos do nome daquele santo que guardou nosso gol.
No dia 4 de janeiro de 2012, Marcos oficializa sua aposentadoria. O futebol se torna agora menos carismático, menos autêntico e o amor pela camisa fica cada vez mais raro.

Obrigado por tudo Marcão. Poucos podem bater no peito e se orgulhar de ter um ídolo por mais de 20 anos no time. Eu posso.

sábado, 29 de outubro de 2011

Lulu - As aventuras de Lou Reed e Metallica


O Metallica disse aos quatro ventos que Lulu não é seu novo disco, mas apenas uma espécie de aventura com o lendário vocalista Lou Reed. Desde 2009, em que a banda e o vocalista se encontraram na comemoração dos 25 anos do Rock and Roll Hall of Fame, manifestaram o desejo de realizar um trabalho conjunto. Reed já havia composto algumas músicas baseadas na peça teatral Lulu de Frank Wedekind e as “entregou” ao Metallica. O resultado, vejamos...

Lulu em uma primeira audição é estranho, na segunda continua estranho e na terceira você tem a certeza de que é veementemente estranho. Isso é ruim? Sim. Não. Talvez. A capacidade de assimilação dessa obra sem precedentes varia de acordo como o ouvinte digere experimentalismos exacerbados e, principalmente, o modo como Lou Reed canta.
A sonoridade é, em partes, o que o Metallica tem de melhor. As guitarras soam magnificamente se analisarmos os riffs. São riffs fortes, diretos e com uma pegada que poucas bandas, ou quase nenhuma, são capazes de criar. A bateria marcante e esporádicos vocais de James nos dão noção de que realmente é o gigante do heavy metal por trás daquela magnífica barulheira. O que foge é a repetição desses mesmos riffs ao longo da música, o que não se nota em seus trabalhos propriamente ditos. O que, pra mim não é problema algum.
O vocal, ah o vocal...

Os não familiarizados com Lou Reed devem se perguntar porque diabos esse cara conversa tanto e não canta. Quanto a isso, realmente não posso responder. Seria o mesmo que me perguntar porque Axl Rose rebola tanto ou a Madonna pensa que o microfone é um falo. Claro, levemos em consideração também que Lulu é baseada em uma obra de teatro e o que Reed faz é cantar como se tivesse recitando ou atuando em um. Como fã de Valvet Underground, levemente acostumado com isso, pra mim foi um prato cheio. Ponto pra Reed também na composição das letras, verdadeiras obras de arte.

Não posso ser considerado um fã ferrenho tr00 from hell de Metallica, mas sou um grande apreciador de heavy metal. Fã do tipo que toma uma cerveja, ouve uma guitarra distorcendo um belo riff, olha pra cima e fecha os olhos a ponto de sentir a vibração daquilo que entra pelos ouvidos. Porém, mais do que metaleiro, sou um apreciador do que o ser humano é capaz de produzir. A inspiração, a arte e o desejo de mudar o curso das coisas, de mudar e mudar. Artista que vive estagnado é apenas cover de si mesmo. O Metallica tem a característica que admiro muito em qualquer artista: A gana de experimentar sem medo, novos e tortuosos caminhos. Erram feio, como em St. Anger, acertam genialmente como Black Album e, em Lulu, a banda fez mais do que caminhar pela estrada do peculiar, ele criou uma nova estrada e, provavelmente escondeu o mapa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Duplique essa idéia



Direto e reto. Para onde vai o dinheiro que deveria duplicar a maldita estrada que liga a cidade de Colômbia à Barretos/SP?
Vamos fazer de conta que no Brasil existem coisas que são difíceis de explicar. Fingir que não sabemos como ou o que acontece, de onde vem e pra onde vai.
Como o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do planeta e nenhum serviço público funciona dignamente?
Como o Brasil arrecada 1 trilhão de reais em impostos e insiste em criar mais um?
Isso são perguntas corriqueiras e que, por mais revoltante que seja, nada se vê fazendo pra mudar. De onde vem todo o dinheiro é impossível não saber. Se sabe porque dói a carteira. Dói o olerite. Cada mordida da gula da máquina do estado não só dói fisicamente, mas a alma impotente de um povo. Mas e para onde vai?
É triste depender da falta de vontade de gente mesquinha. Só não menos triste que perder amigos e familiares em uma estrada que já provou e prova todo dia que mata mesmo quem dirige certo. Andar de Colômbia/Barretos é como entrar em uma guerra. É sobreviver por sorte.
Não sei quem é o responsável pela duplicação da rodovia, mas garanto que se alguém de sua família vier a falecer por acidente lá, as coisas fluirão bem mais rápidas.

Duplique essa idéia

http://www.facebook.com/duplique

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Argumentos, curiosidade e afins.

Eu posso ser a favor, posso ser contra. Mas o que mais empolga é querer ter opinião acerca de qualquer coisa no mundo. Não uma opinião formada sem conhecer de fato a ponto de pré-conceituar, mas opinião concreta e cravada em fundamentos. Opiniões com argumentos sólidos, como odiar a nova Montana por achar que, sei lá, ela parece um sapo ou gostar de alguém porque tem o cabelo vermelho despenteado. Isso são opiniões graciosamente minhas.

É rotina pra mim, querer saber de tudo um pouco ou pelo menos uma fatia microscópica de um assunto profundo como uma lasanha. Mesmo antes de saber que isso é essencial para um publicitário sempre me pego lendo sobre carros, física quântica, games, televisão, marketing de guerrilha. Hoje, por exemplo, me veio uma dúvida: prisão de ventre era algo que ocorre só em mulheres ou também em homens? (já que “ventre” para homem fica meio, sei lá, esquisito). Descobri que ocorre mais em mulheres devido aos hormônios e bla bla blá, mas ocorre sim em homens. Tive minha resposta, posso dormir feliz.

Tenho em mente que curiosidade não pode ser alimentada, mas sim sacrificada no ato. Caso queira saber sobre algo, procure, pesquise, pergunte, desmonte, quebre, abra, coma, cheire, vá... A curiosidade traz respostas, das respostas surgem argumentos, dos argumentos se constrói uma personalidade propriamente dita, não algo volúvel que caminha a favor do vento.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eles merecem o mundo.

Ok, todo mundo sabe, todo mundo já viu. Mas não custa enfatizar que a homenagem do Google ao aniversário de Freddie Mercury foi uma coisa espetacular. Arrepia qualquer fã ou quem simplesmente aprecia um talento genial.



Por essas e outras que a gente entende porque o Google está no topo do mundo da internet. Parabéns.

domingo, 4 de setembro de 2011

Década de 90 nada, 2011 com muito orgulho.


Havia rumores, especulações e muito comentário sobre que rumos o Dream Theater tomaria após a saída do não só gênio da bateria, mas o líder da banda, Mike Portnoy. Continuariam com a sonoridade dos não tão bem aceitos 2 últimos álbuns ou se voltariam à sua gloriosa década de 90, em que foram lançados os clássicos Images and Words e Scenes From a Memory?

A Road Crew, revista especializada em rock/metal, não se sabe porque, acreditou que a banda estaria de volta à década de 90. Eu, não muito otimista, fiquei na minha e após ouvir o novo álbum A Dramatic Turn of Events posso dizer: Não voltaram. Ainda bem!
Não se sabe ao certo se as amarras criativas de Systematic Chaos e Black Clouds & Silver Linings eram impostas por Mike Portnoy, mas o próprio viu que suas composições já não seguiam o mesmo nível de álbuns anteriores, chegando a sugerir aos membros da banda um hiato para, quem sabe, botar a cabeça no lugar e voltar ao ser o que era antes. O resto da história todos sabem. Os outros membros não aceitaram, Portnoy saiu da banda, quis voltar, não foi aceito e a vida continua. E como continua.

Confesso não estar muito animado com o que viria, mas estava muito curioso. E que grata surpresa ao ouvir A Dramatic Turn of Events faixa a faixa. Jordan Rudess e John Petrucci travando duelos de teclado (as vezes exagerados, como sempre), John Myung compondo novamente e o vocal de James Labrie com um timbre excelente.
O que mais me chamou a atenção e,de certa forma, me emocionou foi como o A Dramatic Turn of Eventis começa e termina. On The Backs Of Angels abre dignamente o álbum com uma introdução que poucas vezes vi com o Dream Theater e finaliza com Breaking All Illusions (de composição de John Myung) e a magnífica Beneath The Surface. Essa última tendo como único defeito ter apenas 6 minutos. O ponto fraco do disco fica pra, variar, a mais comercial delas. Build Me Up, Break Me Down é descartável e não merecia estar ali.

Quando não se espera muito de algo, qualquer coisa já seria suficiente. Mas não, A Dramatic Turn of Events não é qualquer coisa. É um álbum de muito respeito. Não comparo com os grandes clássicos da banda pois cada caso é um caso, mas que o Dream Theater voltou ao topo do metal progressivo, voltou.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Viram?

Viram a semana final da novela das 9? Quem diria! Um assassinato em circunstâncias misteriosas que faz a população se perguntar quem é o autor do crime. Por mais que pareça, não é um déjà vu. É só uma novela usando uma de suas 3 ou 4 formas de fazer clichê. Fazer o que? É o que o povo gosta e dá certo. Pelo menos a das 6 é extremamente bem feita...

Viram que o filho do Neymar nasceu? Nasceu carimbando a aposentadoria milionária da mãe.

Viram aquele programa do Danilo Gentili? Confesso que vejo sempre, mas não vejo graça alguma. Uma mistura de Jô Soares, David Letterman e Patati Patatá.

Viram que o Deep Purple vai voltar ao Brasil? Eles gostam tanto do Brasil, acho que eles deveriam montar uma filial aqui. Uma espécie de Purple de segunda categoria com o David Coverdale, Jon Lord Glenn Hughes e Ritchie Blackmore. (Pros xiitas de plantão, o Mark III é minha formação favorita).

Viram que o Rafael não tem nada pra escrever? Pois é... bloqueio criativo é foda!

domingo, 31 de julho de 2011

De volta às rupturas. Baladas preguentas

A linha que separa o “não gostar” de “desdenhar” não tem nada de tênue. Tão larga que pode facilmente ser chamada de faixa. Ou seja, você pode odiar Guns n’Roses e bandas de grunge a vontade, mas faça isso apenas por gosto pessoal e saiba que elas tem grande importância pra história do rock.



A década de 80 havia terminado, a MTV já era uma mega potência sonhada por qualquer artista musical ou banda do mundo que almejava algum status no mainstream internacional. Como o pop era também cada vez mais forte, algumas bandas de rock deviam se moldar pra ser aceitas por essa e outras corporações. Algumas bandas mergulharam no pop (http://rafew.blogspot.com/2011/05/rock-progressivo-80s-quem-procura-acha.html), outras encontraram um caminho diferente, mas que também agradou muito a cultura pop. As baladas.

Talvez você conheça Aerosmith pelos clipes com a Alicia Silverstone (que veio a ser a garota propaganda da banda) ou baladas como I Don't Wanna Miss A Thing, que fazem parte da trilha sonora do filme Armagedon, entre outras. Não é certo dizer que “isso não é Aerosmith”, pois qualquer coisa feita por uma banda, mesmo que fuja de sua essência, faz parte de sua obra. Porém o que nós, rockeiros amantes de guitarra e fúria gostamos é bem diferente disso. Aermosmith é só um exemplo, assim como o Bom Jovi ou Whitesnake, de como o antigo e excelente hard rock se moldou para ser aceito na mídia. Criando, na década de 90, basicamente baladas que em sua maioria falavam de aventuras amorosas.



O que o Grunge e o Guns n’Roses tem a ver com essa história toda? Assim como o punk havia feito, essas duas correntes devolveram ao rock o espírito rock and roll para uma geração órfã de ídolos com atitude. As baladas, os rostinhos bonitos (não valendo pro Steven Tyller), o amor já estava saturado e os jovens queriam mais e isso os bad boys do Guns e, principalmente o Nirvana trouxeram de volta. Uma tendência tão forte, ao mesmo tempo audaciosa, que a MTV foi obrigada a engolir. Agora tinha músicos drogados quebrando instrumentos nos clipes, músicas falando de violência, sexo, pornografia ou qualquer coisa que vinha na cabeça desses jovens ídolos que surgiam.



Fãs mais ortodoxos de Nirvana e Gun n’ Roses geralmente se odeiam, assim como os membros da banda, que muitas vezes deixaram isso bem público. Mas algo que eles têm em comum é que fizeram parte de uma das gerações mais importantes para o rock. (falo mesmo, o choro é livre)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

UOL e sua propaganda mais ridícula


Em seus 15 anos de existência, a publicidade do portal UOL se encontra numa fase difícil. A campanha de 2011 (A internet tem um farol) sequer é digna de sua importância na internet brasileira, tendo em vista a falta de criatividade e ousadia das peças veiculadas na televisão. Mas não faz tão pouco tempo que isso vem acontecendo. Os clichês vêm à tona quando cada membro de uma família explica porque gosta do UOL, ou apresentadores com diferentes etnias com ar de inteligência simplesmente explicam o que o portal tem a oferecer.

Ok, mas e daí? Publicidade clichê é como formiga, gente besta e corintiano, sempre teve aos montes e nunca vai acabar. Por que gastar tempo falando disso?
Por que o UOL simplesmente transcendeu a barreira do óbvio e mergulhou diretamente no ridículo ao veicular um comercial, o qual um garoto, que não consegue tocar sua guitarra, desiste do seu instrumento e começar a "tocar guitarra" em um jogo de computador. Enquanto isso o narrador parece se orgulhar do tal feito. (não achei o vídeo pra ilustrar, desculpe).

É esse tipo de pessoa que o UOL quer mostrar como seus clientes? Jovens estúpidos, bitolados em computador que simplesmente desistem do mundo real e procuram o mundo virtual pra se satisfazer. E se o garoto não conseguir uma namorada, ele vai correr pro UOL procurar uma namorada virtual e será feliz? Se for isso mesmo, o Universo On Line tem o nome mais perfeito do mundo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Super cinema

Depois dos grandes clássicos de Kubrick e Copolla, o que mais me entusiasma no cinema são filmes de super heróis. Diferentemente nos quadrinhos, em que puxo uma sardinha medonha pro lado da DC, não tenho muita preferência entre essa, a Marvel ou qualquer outra.


E o que me deixa feliz nisso tudo é que atualmente vivemos uma grande época em produções desse estilo. De uma década pra cá, alguns heróis foram vistos pela primeira vez no cinema de forma digna, como o primeiro do Homem Aranha (vindo a se perder nos outros 2), Homem de Ferro, X-Men ou Quarteto Fantástico. Embora as adaptações não venham a ser fiéis às histórias originais, uma vez que, geralmente, o público dos filmes é mais jovem que das histórias em quadrinhos, o grande trunfo desses longas é mostrar como pessoas comuns vieram a se tornar heróis e ícones, partindo do acidente no espaço do Quarteto Fantástico ou o experimento com o Hulk, passando por suas dificuldades de adaptação dos poderes, a aceitação dos seres humanos e comuns, sua inserção na sociedade, o treinamento, as lutas e finalmente
culminando na glória de derrotar o grande vilão no final.



Em outros casos, heróis voltam ao cinema com uma repaginada. Como o caso de dois extremos como Batman e Superman.
Este primeiro volta depois de desastrosas e tentativas na década de 90 que de expôs o homem morcego ao ridículo. Christian Nolan refez o Batman nos cinemas em Begins e deu continuidade no brilhante The Dark Knight. Já no homem de aço é o oposto. O filme de 2005 sequer pode ser comparado ao grande sucesso com Christopher Reeve. Com uma história fraca, atores sem identificação e o mais grave: Superman com um filho. O filme provavelmente não terá uma continuação.

O que me prende nesses filmes não á algo tão particular. A catarse (uma certa “descarga de emoções”) funciona ao eu imaginar esses personagens no meu mundo. Imaginar pessoas extraordinárias com poderes extraordinários que salvam o mundo (ou apenas os Estados Unidos) vivendo ao lado e tendo uma vida parecida com o normal.
Agora é esperar Capitão América, Lanterna Verde, o novo Batman e, quem sabe um dia o tão sonhado Liga da Justiça. Oremos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Adesivo Prog Rock



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quarta-feira, 13 de julho de 2011